Datafolha aponta os cinemas preferidos do público em São Paulo

No ano em que o "Guia" chega à décima maratona de avaliações das salas de cinema da cidade, o Datafolha foi às ruas para ouvir o público paulistano: afinal, quais salas são as preferidas? O que se come durante os filmes? Que marcas vêm à cabeça de quem é aficionado por esse programa?

Entre 16 e 19/1, o instituto entrevistou 821 pessoas das classes A e B que vão ao cinema ao menos uma vez por mês em São Paulo.

"Esse é um hábito cultural elitizado: nesse grupo, a média de quem tem ensino superior chega a 72%, número bem superior ao visto na população da cidade, que é de 30%", afirma Alessandro Janoni, diretor de pesquisa do Datafolha.

Em algumas categorias, foram registradas vitórias largas: na de melhor rede de cinemas, por exemplo, 68% dos entrevistados citaram a Cinemark.

Mas chamou a atenção o índice dos que não souberam citar um local ou marca em algumas categorias --a taxa de respostas "não sabe/não lembra" chegou a 70% na de melhor cinema de rua e a 58% na de sala para crianças.

"É uma oportunidade sobretudo para as marcas investirem nesses segmentos e na comunicação", aponta Janoni, que cita a categoria melhor cartão de banco como "case". Nela, o índice de desconhecimento foi de 16% --o primeiro colocado, Itaú, teve 31% das respostas, seguido pelo Bradesco, com 19%.

"São marcas que investem nesse setor e no marketing ligado a ele há anos", diz. "Enquanto isso, itens dos mais triviais quando se pensa em cinema, como pipoca e refrigerante, tiveram taxas de 'não sabe' mais altas [de 72% e 25%, respectivamente."

Essa tendência também se refletiu em vários empates múltiplos no primeiro lugar (nos casos em que houve empate considerando a margem de erro, o Datafolha usou um teste estatístico para determinar os vencedores).

Clique aqui e conheça a lista completa de melhores salas, shoppings e guloseimas para ir ao cinema na cidade, em 33 categorias, segundo quem mais faz isso: você. Abaixo, outros destaques do levantamento do Datafolha.


CINEMA DE RUA x CINEMA DE SHOPPING

Os cinemas de rua já tiveram mais força na cidade --na avaliação do "Guia", só seis endereços, de um total de 57, têm entrada pela calçada. E, na pesquisa Datafolha, só 8% das pessoas citaram um cinema de rua quando perguntadas "A qual sala você costuma ir com mais frequência?".

Com variação dentro da margem de erro, essa taxa é maior no grupo de 40 anos ou mais: 13% deles disseram visitar com mais frequência uma sala de rua (no grupo de 16 a 25, foram só 4%).

A preferência por esses endereços cresce também entre os mais ricos: é de 16% na faixa de renda de 20 ou mais salários mínimos mensais.


APPS PARA COMPRAR INGRESSOS

O uso de aplicativos para comprar ingressos de cinema tem se disseminado, mas, na pesquisa do Datafolha, 61% dos entrevistados não souberam citar (ou não citaram) nenhum app como o melhor.

A taxa dos que elegeram uma ferramenta na pesquisa (que foi de 39% no geral) variou de acordo com a idade e a renda.

Entre os mais jovens, por exemplo, ela chegou a 41% (no grupo de 16 a 25 anos), enquanto no grupo de 41 anos ou mais caiu para 32%.

Em termos de renda, a porcentagem de quem citou um app foi de 53% entre quem ganha mais de 20 salários mínimos por mês, mas de 38% no conjunto de entrevistados com renda familiar de até dez salários mínimos.

Na pesquisa, o app da Ingresso.com foi apontado como o melhor por 14% das pessoas, seguido pelo da rede Cinemark (10%).


ALTERNATIVAS AO CINEMA

Além do cinema, onde mais o paulistano assiste a filmes? O Datafolha fez essa pergunta e constatou que a TV paga --que registrou leve queda no número de assinantes no país em 2016--, ainda é o meio mais lembrado: foi citado por 63% dos entrevistados.

Em segundo lugar, empatados pela margem de erro, vêm o computador (34%) e a TV aberta (33%), seguidos por DVD (21%) e celular (14%).

Nesta pergunta, a Netflix foi citada espontaneamente por 6% das pessoas. O Datafolha perguntou também quais serviços de filmes e séries on-line as pessoas assinavam: a Netflix foi mencionada por 67% dos entrevistados, à frente de Net Now (17%) e HBO (8%).

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