Crítica: Peça 'Livro de Ouro' tem enredo divertido e lições de crescimento

Os espectadores do espetáculo "Livro de Ouro" ficam completamente encantados com os diálogos entre o cão Millôr e a garota Sofia. Os dois amigos fogem de Livrópolis, onde vivem, porque cai sobre Sofia a suspeita de que ela tenha furtado "O Livro de Ouro".

Livro de Ouro
Os atores Daniel Costa, Guto Stuzzer e Daphne Bozaski, que integram o elenco da montagem - Daniel Spalato/Divulgação

O bicho de estimação e a garota têm longas conversas. Sofia fala e Millôr responde com mímica e uma linguagem que é pura comédia e um show de interpretação. As falas do cachorro não fazem nenhum sentido gramatical ou fônico, mas o público entende o "sonorismo" e se diverte.

Em suas conversas, os atores que interpretam os amigos, Daniel Costa e Daphne Bozaski, veem a fuga como a solução do problema, pois temem o castigo do prefeito e a revolta das pessoas da cidade. E tem mais: sem o livro, todo mundo ficará sem imaginação, criatividade e intuição.

Durante a jornada da dupla, porém, eles encontram seres misteriosos, que parecem saídos dos livros, e aprendem com eles estratégias para desmascarar o vilão e enfrentá-lo com coragem e autonomia.

Com texto de Luciana Esposito e Geraldo Rodrigues, que também assina a direção, a montagem acerta ao combinar com dinamismo o enredo divertido com lições de crescimento.

Avaliação: muito bom.

Indicação: a partir de 7 anos.

Teatro João Caetano - r. Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, região sul, tel. 5573-3774. 438 lugares. Sáb. e dom.: 16h. Até 25/9. Ingr.: R$ 10. 

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