Crítica: Peça baseada em novela 'Carrossel' é dinâmica e anacrônica

Há muitos acertos em Carrossel, o Musical, que é baseado na novela do SBT e em filmes homônimos. Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia assinam a direção –Maia também fez o texto e a direção musical.

O mérito se deve mais ao acabamento das várias linguagens dentro da montagem do que à originalidade dos personagens, que são tipificados e midiáticos.

Por outro lado, Fernanda Maia acerta no enredo ao inventar uma peripécia para as crianças da Escola Mundial. Elas contracenam com a diretora Olívia (Chris Couto), ajudando-a a se livrar da visita de um casal de trapaceiros (interpretados por Roney Facchini e Rosana Penna) que deixa de cabelos em pé os alunos, a professora e a faxineira.

A direção também acerta nas ações do elenco, que são dinâmicas, na música e nos efeitos especiais, impecavelmente executados. São dois grupos de 13 crianças cada um, que se revezam.

Os atores estão bem ensaiados e raramente ultrapassam suas marcações de cena, mas parecem adultos em miniatura, em um mundo pasteurizado. Os erros ficam por conta desse anacronismo. Meninos e meninas assumem comportamentos estereotipados, mesmo que politicamente corretos.

Avaliação: bom

Indicação da crítica: a partir de 5 anos

Teatro Santander - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041, Vila Nova Conceição, região sul, tel. 4003-1022. 1.100 lugares. Sex.: 20h. Sáb.: 16h e 20h. Dom.: 11h e 15h. Até 9/4.Ingresso: R$ 80 a R$ 150.  

 

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