Exposição interativa sobre Ayrton Senna tem capacete e fotos inéditas

Na foto, a Bíblia, o suéter e relógios de Ayrton Senna que estão expostos em "Senna Emotion", no metrô República, em São Paulo - Crédito: Divulgação

Há 18 anos, o Brasil decretava luto de três dias pela morte de um de seus maiores ídolos. Em 1° de maio de 1994, após completar a sexta volta no circuito de Ímola (Itália), Ayrton Senna sofreu um acidente fatal na curva Tamburelo.

Em homenagem ao tricampeão de Fórmula 1, a exposição interativa "Senna Emotion" entra em cartaz nesta terça-feira (1°) com fotos inéditas e objetos pessoais (como relógios, luvas e a Bíblia que ele sempre carregava), além de depoimentos de Galvão Bueno e Rubens Barrichello.

As instalações ocupam cerca de 200 m² da área de embarque da estação República (centro de São Paulo), com acesso gratuito aos usuários do metrô.

"A ideia é que as pessoas conheçam um pouco mais do Ayrton, se emocionem com ele e pensem: 'Poxa, ele fala que como brasileir, eu posso ser alguém na vida'. É algo motivacional", afirma o curador da mostra, Carlos Haag.

Com recursos tecnológicos e polisensoriais, a mostra está dividida em seis áreas temáticas, que também visam apresentar o estilo de dirigir do piloto brasileiro, os bastidores da Fórmula 1, as contribuições do piloto ao automobilismo e a áreas sociais, as principais corridas e vitórias inesquecíveis.

Exposição interativa em homenagem a Ayrton Senna (foto) ocupa 200 m² da estação República
Exposição interativa em homenagem a Ayrton Senna (foto) ocupa 200 m² da estação República - Crédito: Divulgação
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Exposição interativa em homenagem a Ayrton Senna (foto) ocupa 200 m² da estação República
Matéria importada do Spiffy News

Um dos vídeos ilustra a primeira vitória de Senna no GP do Brasil, em 1991. Com problemas no câmbio, ele conduziu a McLaren até o fim da prova de forma dramática e cansativa, devido ao grande esforço para manter o carro na pista ao perder algumas marchas. Foi sua 28ª conquista na categoria.

Segundo Haag, o tempo tem sido cruel, e as pessoas têm se esquecido muito rapidamente de Senna. "O Ayrton não era simplesmente um piloto. Ele é um cara muito maior que isso. É comparável a Portinari, Villa-lobos, Garrincha e Pelé", diz o curador. "São pessoas que se superam naquilo que fazem, e a exposição quer mostrar isso", completa.

"Para mim, o Ayrton é quase um herói de tragédia grega. Um cara que não tinha medo da morte, que fez a opção de superar qualquer obstáculo e que morre jovem", ressalta Haag.

Inclusive, cenas do acidente trágico não são exibidas no espaço. "Optei em deixar isso um pouco no ar para que os visitantes não saiam desanimados daqui. Prefiro que as pessoas continuem com Senna vivo na cabeça", aponta o curador.


ÁREAS TEMÁTICAS

Na Pole Position, o visitante se depara com projeções e sons que simulam uma corrida. Seguindo para a Largada, o público conhece detalhes do piloto e assiste a depoimentos de pessoas que estiveram relacionadas a ele.

Indo mais adiante, quem chegar ao Circuito pode acionar um "livro mágico", que simula um álbum antigo de fotos, e ver a passagem dele por todas as categorias: kart, Fórmula Ford (1600 e 2000), Fórmula 3 e Fórmula 1.

Durante a parada no Pit Stop, é possível ver objetos, como o capacete com que Senna foi campeão em Suzuka (Japão), em 1991, ou seu macacão da vitória no GP do Brasil, em 1993; uma mesa "touchscreen" exibe mapas dos circuitos nos quais ele correu, destacando os pontos altos da carreira e momentos marcantes.

Telão (foto) apresenta momentos de diversas categorias pelas quais passou Ayrton Senna
Telão (foto) apresenta momentos de diversas categorias pelas quais passou Ayrton Senna - Crédito: Divulgação

No GP Brasil, os fãs veem a grande ligação de Senna com o país e projeções em vídeo. Para finalizar, a área Podium e Legado apresenta a contribuição dele no automobilismo e nas questões sociais.

Idealizada pela YDreams Brasil em parceria com o Intituto Ayrton Senna, após temporada em São Paulo, a mostra segue para o Rio de Janeiro para ser instalada no Museu Histórico Nacional, de 16 de junho a 16 de julho. E depois é a vez de Curitiba receber a montagem, no Centro Cultural Sistema FIEP, onde fica em cartaz de 1º a 31 de agosto.

Senna Emotion - Espaço Cultural na estação República do metrô - r. do Arouche, 24, República, centro, São Paulo, SP. Abertura: 1°/5. Seg. a dom.: 11h às 20h. Até 3/6. Grátis para usuários do metrô (passagem: R$ 3).

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