Com 'Trocando os Pés', Adam Sandler se arrisca na comédia dramática

O ator Adam Sandler é sinônimo de comédias escrachadas: em seu portfólio, estão "O Paizão" (1999), "Eu os Declaro Marido e... Larry" (2007) e "Esposa de Mentirinha" (2011), entre outros títulos. Mas Sandler se arrisca no drama com "Trocando os Pés", que estreou na quinta (28).

Não se engane pelo título do filme, que ficou engraçadinho na tradução para o português (no original, chama-se "The Cobbler", que seria "O Sapateiro" na tradução literal). Assim como "Click" (2006), trama também protagonizada por Sandler, o longa tem alguns momentos (pouco) engraçados, mas é centrado em uma história dramática.

Max é um homem que está fadado a trabalhar em uma sapataria que pertence à sua família há quatro gerações. Solitário, ele precisa cuidar da mãe idosa e doente, principalmente depois de terem sido abandonados pelo pai (Dustin Hoffman). O único amigo que tem é Jimmy (Steve Buscemi), dono de uma barbearia vizinha à sapataria.


Um dia, ao remexer em algumas velharias no porão do estabelecimento, Max encontra uma máquina de costura. Ele a usa para remendar alguns sapatos e se surpreende ao descobrir que o aparelho é mágico: quando veste o calçado consertado ali, ele assume a aparência do dono da peça.

O advento vem como uma boa notícia a Max: ele pode, finalmente, deixar sua vida sem graça para ser quem quiser. Pode, inclusive, disfarçar-se como seu pai para dar alegria à mãe.

Contudo, ele descobre que viver uma realidade que não é a sua pode trazer muitos problemas. Max erra ao assumir a aparência Leon Ludlow (Cliff 'Method Man' Smith), um cliente que —quem diria— é também um bandido.

É aí que o roteiro assemelha-se ao de "Click", que conta a história de um homem que encontra um controle de TV mágico que lhe permite alterar seu passado. Em "Trocando os Pés", apesar de o aparelho mágico ser diferente, a mesma situação se apresenta: quanto mais o protagonista tenta consertar seus erros, mais se afunda em problemas.

"Trocando os Pés" não é um ótimo filme, mas certamente é uma boa surpresa para quem tem medo de se deparar com uma das comédias exageradas e pouco inspiradas de Sandler, como "Cada um Tem a Gêmea que Merece" (2011).

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Últimas

Ver mais