Denzel Washington ajuda oprimidos no tapa em primeira sequência da carreira

'O Protetor 2' mostra que é possível, ainda, fazer um filme de ação com inteligência em Hollywood

Sérgio Alpendre
São Paulo

O Protetor 2

  • Classificação 14 anos
  • Elenco Denzel Washington, Pedro Pascal, Ashton Sanders e Melissa Leo
  • Produção EUA, 2018. 121 min
  • Direção Antoine Fuqua

Denzel Whashington é do tipo raro de ator que consegue salvar filmes da mediocridade. Eventualmente, até do desastre. 

Bem, é verdade que ele não conseguiu fazer com que Tony Scott realizasse sequer um filme razoável —fizeram parceria em filmes como “Chamas da Vingança” (2004) e “O Sequestro do Metrô 1 2 3” (2009). Mas isso seria tarefa para um super-herói, e em nosso mundo não existe tal figura.

Em “O Protetor 2”, o imenso carisma do ator encontra um diretor, Antoine Fuqua (de “Protetor” e “Dia de Treinamento”, ambos com Washington), que soube evoluir com o tempo e agora realiza seu melhor filme.

Temos novamente o agente secreto aposentado Robert McCall, tido como morto, que leva uma vida pacata e ajuda os necessitados com quem trava contato a resolver seus problemas, quase sempre usando a violência.

A presença de Washington é tão forte que faz com que acreditemos, de fato, que não há ninguém melhor que ele para tirar ou salvar vidas. E seus métodos são implacáveis.

No primeiro filme, ele era funcionário de uma grande loja de materiais de construção. Agora ele é motorista de Uber, ou alguma coisa do gênero, pelo menos enquanto não se envolve em algo mais arriscado.

O que não demora a acontecer. Quando sua grande amiga Susan (Melissa Leo) é assassinada em missão, ele resolve partir para a vingança. Ao mesmo tempo, sente-se com o dever de cuidar de um jovem que está prestes a entrar numa gangue de rua.

A afetação de Fuqua nunca foi tão discreta. Ele está cada vez mais distante de um Tony Scott e mais próximo da estilização urbana e envolvente de Walter Hill ou Kathryn Bigelow. 

Soma-se a isso um roteiro engenhoso, que abre espaço até para o melodrama, e representa a única continuação da carreira de Washington. Além de um bom elenco de apoio (Bill Pullman, Ashton Sanders, Pedro Pascal).

“O Protetor 2” mostra que é possível, ainda, fazer um filme de ação com inteligência em Hollywood. E como é melhor que o primeiro, e teve boa bilheteria, faz-nos aguardar um terceiro episódio com esse anjo da guarda que atende o “chamado” dos oprimidos.

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