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Em novo filme, franquia 'Homens de Preto' prova que há vida depois de Will Smith

Tessa Thompson e Chris Hemsworth formam dupla de agentes que protagoniza a trama

Thales de Menezes
São Paulo

MIB: Homens de Preto - Internacional

  • Classificação 10 anos
  • Elenco Tessa Thompson, Chris Hemsworth e Emma Thompson
  • Produção Reino Unido/EUA, 2019. 115 min
  • Direção F. Gary Gray

"MIB: Homens de Preto - Internacional", quarto filme sobre a organização secreta que monitora aliens que vivem na Terra, trouxe uma ótima notícia para os produtores da franquia: existe vida depois de Will Smith.

Longe de ser espetacular, o filme prova que a ideia original, extraída de HQ, tem força para render tramas divertidas. A química entre Will Smith e Tommy Lee Jones foi fundamental para o sucesso mundial do primeiro longa, de 1997, e suas sequências em 2002 e 2012.

A dupla faz alguma falta agora, mas o resultado é bom. Novamente é utilizada a fórmula de unir um agente novato a um veterano. No original, respectivamente Smith e Jones. No novo filme, Tessa Thompson, que estourou em "Creed", e Chris Hemsworth, o Thor dos Vingadores.

Tessa interpreta Molly, que tem contato com um alienígena quando criança. Os Homens de Preto chegam à casa da família dela para capturar a criatura. Como é praxe em suas operações, apagam o episódio da memória de seus pais, mas não da garotinha.

Molly cresce investigando a organização e se preparando para um dia fazer parte dela. Numa ousada invasão ao escritório do MIB em Nova York, consegue cair nas graças da chefona (papel de Emma Thopmson) e acaba recrutada. Em sua primeira missão, a agora chamada Agente M é deslocada para Londres.

Por lá, a grande estrela da companhia é o insolente e bon vivant Agente H (Hemsworth), idolatrado por uma grande façanha. Há alguns anos, ele impediu uma invasão dos perigosos seres da Colmeia, os aliens mais temidos das galáxias, atuando em dupla com seu tutor, High T (Liam Neeson), hoje o comandante do MIB no Reino Unido.

O rebelde Agente H gosta de trabalhar sozinho, atuando bem fora dos padrões do MIB, porém acaba levando a Agente M numa missão que parecia muita tranquila: escoltar um líder alienígena que gosta de farras e é um velho amigo de H.

Mas tudo dá muito errado quando novos seres da Colmeia surgem. Uma outra tentativa de invadir a Terra se anuncia, e a nova dupla de agentes precisa conter a ameaça. Para complicar, há forte suspeita de que existe um espião dentro do MIB.

H e M vão viajar pelo mundo atrás dos inimigos alienígenas, em reviravoltas que vão incluir o habitual desfile de criaturas variadas, grandes e pequenas, assustadoras e fofas, na fauna que se renova a cada filme da franquia. Entre esses aliens vivendo às escondidas na Terra está Riza (Rebecca Ferguson), uma antiga e perigosa ex-namorada de H, conhecida como "a mercadora da morte".

Se o roteiro é bem movimentado, com uma boa conclusão, e as criaturas são muito bacanas, o elenco é irregular. Emma Thompson e Liam Neeson atuam no modo "ganhar um dinheiro fácil", em personagens caricatos. Tessa Thompson também não empolga, perdeu uma grande chance. Não mostra nenhum brilho, não consegue criar alguma bossa para dar uma pegada mais pessoal à Agente M.

Quem salva o cast é Chris Hemsworth. Tem sucesso numa tarefa difícil. Ele inventa um tipo que segue a linha espertalhão charmoso aberta por Smith, mas imprime personalidade ao Agente H. Entre o galã sedutor e o herói de ação, Hemsworth dá a impressão de que poderia ser um futuro James Bond.

"MIB: Homens de Preto" sobreviveu ao teste do quarto episódio, quando muitas franquias costumam vacilar. O quinto já pode vir.

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