Descrição de chapéu Cinema
Cinema

Confira a avaliação do Guia da Folha para todas as salas de cinema de São Paulo

Reportagem avaliou quesitos como som, projeção, programação e conforto

São Paulo

A reportagem do Guia visitou todos os complexos de cinema da cidade para definir os melhores em nove categorias, incluindo melhor sala, som, projeção, programação e conforto.

Em complexos com várias salas (a maioria na cidade), foram avaliadas a maior e a menor sala do cinema. Ficaram fora os cinemas da Grande São Paulo, como a região do ABC, Barueri e Guarulhos.

Confira a seguir a avaliação, dividida por região de São Paulo. As salas especiais, que exibem programação fora do circuito comercial, estão no final do roteiro.

Confira também as salas vencedoras em casa um dos quesitos avaliados.

Os melhores de cada região

Centro: Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca

Região leste: Anália Franco UCI

Região oeste: Cinesystem Morumbi Town

Região norte: Santana Parque Shopping UCI

Região sul: Cinépolis JK Iguatemi

Região central

Cidade São Paulo Cinemark

Inauguração: 2015; salas: 6

Um dos mais novos da Cinemark na capital, o cinema tem hall clean e muitas vezes a bonbonnière faz o papel de caixa. No dia da visita (12 de janeiro), apenas três dos cinco totens de autoatendimento funcionavam. Na sala 5, a menor, a porta ficou aberta durante toda a sessão, vazando som externo, incluindo o “parabéns pra você” na lanchonete ao lado do complexo. Na sala 1, a fileira A é muito próxima da tela. 

Cinearte

Inauguração: 2005; salas: 2

No interior do Conjunto Nacional, o cinema ainda não oferece serviço de autoatendimento. Ambas as salas possuem poltronas mais largas que o convencional. No dia da visita (23 de janeiro), a sala 1 aparentava manchas bem perceptíveis na tela. Já a 2 estava com o ar-condicionado quebrado, funcionando apenas a ventilação (um aviso na bilheteria já relatava o problema para o usuário). O bom Café Scada é o mesmo do Espaço Itaú - Frei Caneca e Pompeia. Até a conclusão desta edição, o cinema não respondeu à reportagem.

Espaço Itaú de Cinema - Augusta

Inauguração: 1993; salas: 5

Tradicional (e um dos poucos) cinema de rua, o complexo é dos mais queridos pelos cinéfilos. No lado principal, um espaço funciona como livraria e loja de itens com tema cinematográfico. E ainda há o Café Fellini, que atende dos dois lados da rua, mas tem espaço mais charmoso no anexo. A programação destaca filmes fora do circuito comercial. No dia da visita, o som na sala 2, de “Judy”, se misturava ao da chuva forte que caía na região. Em pleno domingo à tarde, a sala 5, no anexo, não foi avaliada porque não havia ninguém disponível no caixa para receber pagamentos em dinheiro.
Questionada, a assessoria do Espaço informou que houve um pequeno atraso no almoço da funcionária que atende o anexo e pede desculpas pelo transtorno. Quanto a sala 2, o cinema diz que vai adequar o som dos filmes em situações similares. 

Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca

Inauguração: 2001; salas: 9

A programação, eleita mais uma vez a melhor do ano, é o principal trunfo do complexo, que exibe filmes comerciais, nacionais e do circuito alternativo em suas nove salas. Com poltronas bem conservadas, a sala 1 tem boa posição para os cadeirantes, na fileira C. Na sala 4, uma das menores, faltava o assento da cadeira A1, o que não faz muita diferença, já que a primeira fila inteira tem visibilidade prejudicada. O cinema também foi escolhido como o melhor da região central.

Marabá Playarte

Reinauguração: 2009; salas: 5

Onze anos depois da reinauguração, o cinema com cinco salas apresenta sinais de certo abandono. O carpete vermelho nas salas é manchado, encardido, com aparência de sujo. Os lugares para cadeirantes não são os mais adequados, localizados na entrada ou no fundo das salas. Os dois totens de autoatendimento do hall estavam desativados no dia da visita. Já a programação traz apenas títulos dublados.

Petra Belas Artes

Inauguração: 1956; salas: 6

Desde a adoção do novo patrocínio, em maio, quando o Belas Artes iniciou parceria com a cerveja Petra, do grupo Petrópolis, as alterações foram mais na identidade visual do espaço, com a cor laranja predominando no hall e na fachada. Nas salas, tudo continua parecido, com programação mais ligada ao circuito de arte. A maior sala, a 1, tem visibilidade ruim nas duas primeiras filas, muito próximas da tela —que poderia ser maior devido a largura. No dia da visita, as salas 5 e 6 (menores) estavam geladas em sessão no início da tarde. Na sessão seguinte, esquentaram demais. Também é um dos poucos cinemas sem totem de autoatendimento.

Pátio Higienópolis Cinemark

Inauguração: 1997; salas: 6

Um dos mais antigos da rede, o cinema continua com o eterno problema da má localização da bilheteria, que divide espaço com a praça de alimentação. No dia da visita (29 de dezembro), funcionários pintavam a coluna em frente a porta de entrada da sala em pleno domingo à tarde, deixando um leve odor de tinta no hall. Na sala 4, a porta entreaberta provocou vazamento de som. Além disso, a primeira fila, muito próxima da tela, estava com todos os assentos bloqueados. A sala 6, maior, é a melhor do complexo. De acordo com a Cinemark, “as observações foram passadas à gerência do complexo e as medidas necessárias para que as situações relatadas não voltem a acontecer já foram tomadas.”

Pátio Paulista Cinemark

Inauguração: 2009; salas: 7

Atualmente o espaço no hall está bem espremido, devido a uma reforma. No interior da sala, inclusive, é possível ver uma lona de plástico abaixo da tela, cobrindo materiais. As salas têm bom tamanho, mesmo a 7, a menor. Na 1, a maior, a visibilidade é adequada mesmo nas filas da frente. No dia 26 de janeiro, um domingo, quatro dos cinto totens de autoatendimento estavam desativados, provocando filas na bilheteria. A Cinemark esclarece que a bonbonnière do complexo está passando por reforma, com o objetivo de oferecer um serviço melhor. Com relação aos totens de autoatendimento, a manutenção foi solicitada.

Playarte Center 3

Reinauguração: 2003; salas: 5

Antes chamado Bristol, o cinema mudou de nome, mas é possível ver o antigo na identidade visual do complexo. O grande destaque é a espaçosa sala 1, a Extreme, com qualidade de som superior, tela grande e, no meio do espaço, poltronas executivas, mais confortáveis, largas e com mesinha de apoio (custam R$ 6 a mais). A posição para cadeirantes não é das melhores, ou estão na última fila (como na sala 2), ou na frente da tela. Na Extreme, as fileiras A ou B podem render um bom torcicolo.

Playarte Splendor Paulista

Inauguração: 2011; salas: 2

Praticamente ao lado do complexo da Cinemark no shopping Pátio Paulista, a Playarte investiu em um espaço VIP para enfrentar a concorrência. São poltronas mais largas e acolchoadas, com atendimento de bonbonnière mesmo dentro das duas salas, com tamanho e perfil idênticos.

Reserva Cultural

Inauguração: 2005; salas: 4

Em um espaço dedicado aos fãs do cinema de arte, principalmente o europeu, os destaques do Reserva são a programação e o entorno das salas: com o café Boulangerie Pain de France, o Bistrô Reserva, que oferece almoço em espaço envidraçado com vista para a av. Paulista e loja com produtos cinematográficos (como livros, DVDs e camisetas). O ponto fraco está justamente no interior das salas, pouco confortáveis, com lugares ruins para cadeirantes (atrás da última fila), fileiras A e B inexplicavelmente no mesmo nível e vazamento do som externo na maioria das vezes que a av. Paulista recebe um grande (e barulhento) evento. 

Shopping D Cinemark

Inauguração: 2001; salas: 10

Se não for comprar bilhetes no autoatendimento, a tarefa para encontrar a bilheteria pode ser árdua. Ela fica em outro piso do shopping, escondida e sem muita sinalização. Uma vez com as entradas nas mãos, a reportagem se deparou com poltronas rangendo, ar condicionado gelado e, na sala 9, a fileira destinada a cadeirantes muito baixa e próxima da tela, atrapalhando a visão. O atendimento também é um pouco disperso no complexo, que tem programação inteiramente dublada.

Região leste

Anália Franco UCI

Inauguração: 2015; salas: 9

Considerado o melhor cinema da zona leste, o complexo conta com a única sala Imax da região e uma sala 4DX —que simula movimentos do filme, chacoalha, recebe spray em momentos de chuva e até neve; quase um parque de diversões em formato de sala. Também apresenta a programação mais versátil das redondezas em suas nove salas, sendo um dos poucos a oferecer filmes legendados.

Aricanduva Cinemark

Inauguração: 1998; salas: 13

A mesma crítica feita em anos anteriores a esse complexo se repete. Deveriam existir aqui, na verdade, dois cinemas: um no shopping Aricanduva e outro no Interlar. É possível arrematar ingressos para qualquer sala nos dois endereços, mas há pouca indicação sobre onde será exibido o filme desejado. Para migrar de um centro comercial a outro, é preciso atravessar ruas e estacionamentos mal sinalizados. Apesar de as salas do Aricanduva terem bom som e projeção, as do Interlar deixam a desejar e são planas. Na 8, um agravante: havia pequenos riscos azulados, como se fossem falhas, além de uma mancha amarelada no centro da tela. No dia da visita, o ar-condicionado nas salas do Interlar ainda estava quebrado. Procurada, a Cinemark informou que “a gerência do complexo foi informada sobre os casos relatados e está providenciando a manutenção da tela e do ar-condicionado”.

Boulevard Tatuapé Cinemark

Inauguração: 2007; salas: 5

Com algumas sessões legendadas e diversos pontos superiores ao vizinho Metrô Tatuapé, da mesma rede, o complexo estava relativamente vazio na visita e a compra de ingressos se deu de forma rápida. As salas são limpas e confortáveis, com som e imagem adequados.

Central Plaza Cinemark

Inauguração: 1999; salas: 10

O complexo ocupa uma parte generosa do shopping homônimo e tem programação centrada em blockbusters —mas não espere encontrar nada legendado. O enorme saguão na parte da frente tem espaço de sobra, mas nenhum tipo de mesa ou cadeira para quem espera o início da sessão. A principal sala, a 10, com tecnologia XD, tem poltronas largas e confortáveis para acompanhar a boa projeção. Seu problema é o excesso de publicidade, que vai de adesivos cobrindo toda a porta do ambiente até um incômodo letreiro abaixo da tela. Salas menores têm qualidade acima da média, com assentos que reclinam consideravelmente.

Cine Itaim Paulista

Inauguração: 2006; salas: 3

Um dos mais distantes cinemas em relação ao centro de São Paulo, fica quase fora da cidade, no extremo da zona leste. Tem apenas três salas, sem lugares marcados, e recebe programação voltada aos blockbusters, sempre dublados. O atendimento é especialmente cordial, com preços convidativos tanto nas bilheterias quanto na bonbonnière, onde a pipoca, em quatro tamanhos diferentes, custa de R$ 5 a R$ 15. Antes da sessão visitada pela reportagem, o gerente do complexo entrou na sala, conversou com o público e perguntou se alguém ali fazia aniversário. Uma senhora disse que sim e ganhou um brinde de “Frozen 2”. A cena denuncia o caráter desse pequeno cinema: simples, informal e acolhedor.

Cinépolis Metrô Itaquera

Inauguração: 2007; salas: 8

O complexo tinha tudo para se sobressair em relação aos irmãos da zona leste, como no ano passado, com suas poltronas espaçosas, som alto e telas avantajadas. Mas a reportagem encontrou um grave problema durante sua visita à sala 1, a joia do complexo: três grandes manchas escuras bem no centro da tela, perceptíveis a todo momento. Somado à confusa localização da bilheteria, escondida em outro canto da praça de alimentação, fez o cinema perder seu brilho.

Metrô Tatuapé Cinemark

Inauguração: 1997; salas: 8

Ao chegar ao caixa, sem filas e com cinco funcionários à disposição, a reportagem foi encaminhada para o autoatendimento. Apesar da preferência por utilizar a bilheteria padrão, não houve conversa: se o pagamento fosse em cartão, deveria ser feito nos totens. O estranhamento inicial não cessou após a entrada nas salas, praticamente planas, o que torna quase toda a primeira metade dos assentos desconfortáveis. Apesar da boa projeção, a visão do filme pode ser atrapalhada caso alguém mais alto sente à sua frente.

Mooca Plaza Shopping Cinemark

Inauguração: 2011; salas: 6

Ser uma das poucas salas na região com programação legendada parece ter uma razão para além da preferência do público: o som das salas costuma ser baixo e abafado; então, faz sentido recorrer às letrinhas que acompanham os filmes. A colocação parece exagerada, mas o áudio pode incomodar quem vai ali para assistir a musicais ou a longas com volumosos efeitos sonoros. Tirando isso, tem boa projeção e atendimento especialmente cordial.

Penha Moviecom

Inauguração: 2001; salas: 6

Relativamente grande para um dos poucos cinemas da cidade que não levam grifes como Cinemark ou Cinépolis no nome, tem vários pontos a melhorar. Na visita da reportagem, as salas estavam sujas, havia luzes piscando antes do início da sessão e o som era ruim, com agudos estridentes. Na sala 6, vale relembrar a mesma crítica feita no ano passado: as primeiras poltronas e a fileira dedicado a cadeirantes estavam muito baixas em relação à tela, atrapalhando a visibilidade.

Região norte

Center Norte Cinemark

Inauguração: 2004; salas: 5

No sábado à tarde (4 de janeiro), com o shopping cheio, apenas dois caixas funcionavam e os totens de autoatendimento não davam conta da fila extensa, que chegava a ficar na porta de uma loja de departamento —a bilheteria fica um piso abaixo das salas. Uma reforma, ainda não concluída, deixou o hall bem melhor, clean e moderno. O piso e o carpete das salas também foi trocado. Apesar das cinco salas, todas grandes, a programação no dia da visita era restrita a três opções: “Frozen 2”, “Minha Mãe É uma Peça 3” e “Star Wars - A Ascensão Skywalker”.

Cineflix Cantareira Norte Shopping

Inauguração: 2016; salas: 5

Único da rede Cineflix na capital, o cinema tem seis totens de autoatendimento logo na frente do hall; que abriga também uma bonbonnière que funciona como bilheteria. A menina dos olhos do complexo é a sala 2, com tecnologia 4K. A boa projeção só foi atrapalhada pelo som da forte chuva, que vazou para o espaço. Uma promoção, por enquanto sem data para terminar, cobra apenas metade do valor do ingresso para todos.

Lar Center Cinemark

Inauguração: 2014; salas: 3

As três salas são especiais, com duas VIPs de um lado e uma XD, com tela grande e som mais apurado, do outro; elas são separadas no hall, que tem decoração elegante, sofás e bonbonnière especial do lado VIP. Os problemas de goteiras detectados na visita do ano passado foram aparentemente sanados, já que voltou a chover durante a apuração deste ano, mas sem goteiras. Na sala XD 15 poltronas estavam bloqueadas, em manutenção.

Metrô Tucuruvi Cinemark

Inauguração: 2013; salas: 6

Mantém as salas em bom estado de conservação, quase novas. Nas seis salas as opções na programação eram apenas “Frozen 2”, “Minha Mãe É uma Peça 3” e uma sessão de “Star Wars - A Ascensão Skywalker”, todas somente em opções dubladas. A bonbonnière, que funcionava como bilheteria, tinha atendimento lento. Nas duas salas visitadas o espaço dos cadeirantes estava em posição adequada, principalmente na sala XD, mas a primeira fila era muito próxima da tela. Procurada, a Cinemark comentou que “a bilheteria está funcionando normalmente e pede desculpa por qualquer transtorno. O gerente do complexo foi orientado a reforçar com os funcionários a agilidade no atendimento”.

Santana Parque Shopping UCI

Inauguração: 2008; salas: 8

Em quatro salas (1, 4, 5 e 8), o complexo oferece as poltronas superseats, mais largas e confortáveis (e mais caras), incluindo a sala Xplus, com tela maior e o som Dolby Atmos, avaliado como o melhor da cidade. Um dos poucos problemas são as primeiras filas das salas visitadas, muito próximas da tela. O cinema da UCI também foi considerado o melhor da zona norte.

Tietê Plaza Shopping Cinemark

Inauguração: 2015; salas: 7

A tela é grande mesmo na menor sala do complexo. Ainda com cara de novo, está bem conservado, com os sete totens de autoatendimento funcionando a poucos metros da bilheteria. As duas maiores salas contam com poltronas D-box (que se movem durante o filme), sendo uma delas XD. Os cadeirantes têm boas acomodações, mas não há poltronas para obesos. Na sala pequena, porém, na fileira E, a poltrona que fica junto à parede e à frente da mureta de proteção tem a visão levemente obstruída pelas caixas de som. A programação, que é majoritariamente dublada, pode ser um problema.

Região oeste

Cidade Jardim Cinemark

Inauguração: 2008; salas: 7

No quarto piso do shopping de luxo, o Cidade Jardim passou por uma repaginada no último ano e investiu nas salas VIP, que antes eram quatro, mas agora dominam todo o complexo, tornando-se o maior cinema VIP da capital. A sala 7, a maior, e também a 6, são equipadas com as poltronas D-box, que se movimentam de acordo com a ação na tela. Ainda na 7, a fileira A é muito próxima; e na E, uma grade limita a visibilidade para quem resolver inclinar toda a poltrona. De acordo com a Cinemark, o cinema deve ter ainda mais novidades em 2020.

Cinesala

Inauguração: 2000; salas: 1

O charmoso cinema de rua tem em sua programação um dos pontos fortes —apesar de ter apenas uma sala, exibe atualmente três indicados ao Oscar, incluindo o favorito “1917” e a estreia “Jojo Rabbit”. O espaço oferece sofás individuais e duplos, dispostos na frente da sala, para quem quiser mais conforto. No hall, decorado com pôsteres antigos e com uma máquina para carregar o celular, o simpático Café Barouche faz as vezes de café e de bar. 

Cinépolis Jardim Pamplona

Inauguração: 2019; salas: 5

O complexo da Cinépolis é o mais novo da cidade, inaugurado em dezembro de 2019 e com todas as cinco salas com poltronas VIP, estilo carente na região da av. Paulista, e a mesma capacidade (43 lugares), apesar de a 5 ter mais espaço físico. Com um hall diminuto, as poltronas também têm um cardápio disponível e um botão para acionar atendentes para compras de guloseimas (apenas enquanto durarem os trailers). 

Cinesystem Morumbi Town

Inauguração: 2017; salas: 9

Eleito o melhor cinema de 2019, o único complexo da rede paranaense em São Paulo perdeu para o JK Iguatemi neste ano, mas ainda é considerado o melhor da zona oeste. São quatro salas exclusivas com poltronas VIP (que inclui até entrada para USB na lateral do assento), além da sala 3, mista, com a área nobre localizada no fundo do espaço. A sala 3, chamada de Cinépic, tem ainda tela maior, som Dolby Atmos e cadeirantes bem localizados na fileira J. As salas convencionais também estão entre as mais confortáveis, com assento premium. Desde a chegada ao hall, o cinema investe no autoatendimento até para a compra de guloseimas. No dia da visita, vários petiscos do menu especial não estavam disponível para venda.

Eldorado Cinemark

Inauguração: 2006; salas: 9

Com espaçoso hall e nove totens de autoatendimento, tudo é grandioso no Eldorado, um dos melhores complexos da Cinemark na cidade. Até as salas menores, como a 7, tem perto de 200 lugares. Neste espaço, aliás, a luz ficou acesa por cerca de 15 minutos no início da sessão de “Adoráveis Mulheres”, no dia 10 de janeiro. Já a sala maior tem tecnologia XD, com tela que vai até o chão, som THX e boa visibilidade mesmo na primeira fila, com boa distância para tela. De acordo com a rede, os funcionários foram orientados para que o problema da luz durante a sessão não se repita. 

Espaço Itaú de Cinema - Pompeia

Inauguração: 2008; salas: 11

Com boa programação, que mescla blockbusters e filmes do circuito de arte, o complexo do shopping Bourbon tem a disposição uma das três salas Imax da cidade, a charmosa sala 10, com poltronas mais largas pelo mesmo preço das convencionais e o bom Café Scada —o mesmo do Frei Caneca Arteplex e do Cinearte. 

Iguatemi Cinemark

Inauguração: 2005; salas: 6

Com hall clean e elegante, o cinema localizado no shopping de luxo possui duas salas VIP entre as seis disponíveis. Na entrada, porém, o número de totens de autoatendimento é limitado (apenas três), o que causa filas na bilheteria em dias de maior movimento. Já o interior das salas convencionais é confortável, com jeitinho de novo.

Jardim Sul UCI

Inauguração: 1999; salas: 9

Como o UCI de Santana, tem na sala Xplus seu principal atrativo, com som Dolby Atmos e tela grande. Mas é o único da rede na capital que tem poltronas superseat (mais largas e confortáveis) nas nove salas —da 2 a 10, já que a um virou um teatro e as outras mantiveram a numeração. Voltando à Xplus, a 9, primeira fila muito próxima + poltronas não reclináveis = torcicolo certo.

Lapa Centerplex

Inauguração: 1999; salas: 3

Espaço simples na Vila Romana, o cinema oferece apenas programação dublada em suas três salas. Na 3, a maior, mesmo a fileira B é muito próxima da tela. O problema se repete na sala 2. Pratica bons preços, mas não possui totem de autoatendimento.

Raposo Shopping Cinemark

Inauguração: 2011; salas: 7

No subusolo do shopping, ao lado de um teatro, possui duas configurações de sala: as 1, 2 e 3 são as menores, com 110 lugares cada uma; as quatro demais são as maiores, com 279 lugares. Com programação totalmente dublada, o complexo tem poltronas novas, mas os cadeirantes ficam mal posicionados na sala 4, na última fileira. Na visita em 29 de janeiro, as salas do cinema permaneceram com as portas abertas durante toda a sessão. Questionada, a rede se manifestou com a resposta padrão: “A Cinemark informa que reforçou a orientação aos funcionários para que essa situação não se repita”.

Villa-Lobos Cinemark

Inauguração: 2000; salas: 7

Cinema com configuração única na capital, com poltronas que ficam entre as convencionais e as VIP, um assento intermediário, mais largo e escolhido como o mais confortável na eleição do Guia. A sala 1, a maior, também é equipada com poltronas D-box, que se movimentam de acordo com a ação na tela. Mas as fileiras A e B não são as mais recomendáveis pela proximidade em relação à tela.

West Plaza Cinemark

Inauguração: 2017; salas: 7

Mais novo da Cinemark na capital, o complexo do West Plaza tem uma sala, a 1, híbrida, com poltronas convencionais na parte da frente e VIP no fundo do espaço. O cinema possui duas salas com poltronas D-box, incluindo a maior, a 7, cujas primeiras fileiras são muito próximas da tela. 

Região sul

Boavista Moviecom

Inauguração: 2005; salas: 5

Os ingressos e a pipoca são vendidos no mesmo caixa, na bonbonnière, o que causa demora no atendimento dos dias de mais procura. Com cinco salas, o complexo só exibe filmes dublados, mesmo na principal sala, a 2, com tela grande e poltronas confortáveis. O problema da sala é a posição dos cadeirantes, na primeira fila.

Cinépolis JK Iguatemi

Inauguração: 2012; salas: 8

Já faz quatro anos que a avaliação do Guia decidiu desmembrar sua categoria principal: melhor cinema ganhou companhia de melhor sala em 2016. No ano passado, o divórcio fez sentido, afinal, o Cinesystem Morumbi Town ficou com o prêmio de cinema, enquanto outros dois endereços —Espaço Itaú de Cinema - Pompeia e Anália Franco UCI— garantiram os títulos de melhores salas da cidade.

Mas em 2020 não teve para ninguém: o Cinépolis JK Iguatemi levou tanto o troféu de melhor cinema quanto o de melhor sala (a escolhida foi a de número um, Imax).

O JK Iguatemi faz, assim, um retorno triunfal, já que, em 2019, esteve ausente da premiação porque passava por ampla reforma. Mudança essa que foi essencial para que o espaço garantisse os dois principais pódios em 2020. Com tecnologia de ponta —o que inclui a primeira tela de LED do país e projeção a laser—, o cinema ainda sai na dianteira em termos de conforto, apesar dos preços salgados.

Cinépolis Mais Shopping

Inauguração: 2010; salas: 8

Antes chamado de Largo 13, o cinema adotou o nome do shopping Mais. Na visita em 3 de janeiro, a programação registrava apenas três títulos nas oito salas, com programação 100% dublada. Uma reforma no hall que começou em dezembro deixou o espaço tumultuado, com a bilheteria espremida entre as primeiras salas e a 7/8. Atendimento cordial. Na sala 7, a maior, a luz de emergência não funcionava adequadamente no lado direito. 

Interlagos Cinemark

Inauguração: 1998; salas: 10

A disposição dos assentos na sala 2, a maior, é um dos grandes problemas do complexo: as duas primeiras filas são muito próximas da tela, com visibilidade prejudicada; já os cadeirantes são posicionados na última fileira da sala, a N.

Kinoplex Itaim

Inauguração: 2003; salas: 6

O principal atrativo da sala, a mais antiga do complexo de origem carioca, é a sala 6 com som THX. Há também duas salas VIP, chamadas aqui de platinum. A programação mescla blockbuster a títulos do chamado circuito alternativo. O cinema ainda proporciona descontos para clientes Santander ou assinantes da Claro/Net. 

Kinoplex Parque da Cidade

Inauguração: 2019; salas: 5

Nos últimos anos, muitas redes têm investido em uma experiência mais confortável na tentativa de vencer a concorrência do streaming. Em 2019, por exemplo, dos três complexos que abriram, dois foram exclusivamente de sala VIP, incluindo o vencedor desta nova categoria: o Parque da Cidade.

Localizado na zona sul, o cinema da rede carioca aposta em confortáveis poltronas reclináveis separadas de duas em duas com divisórias de madeira que formam pequenos camarotes —a ideia é ser mais privativo. A tela também é maior do que a encontrada neste tipo de sala e todas as salas são equipadas com som Dolby 7.1.

Entre os quitutes para degustar durante a sessão, o cinema conta com uma bombonnière que mantém o estilo gourmet, com pipoca salgada com fondue de cheddar ou a doce com fondue de chocolate. Também servem minissanduíches e milkshakes com sabores inusitados, como o de pipoca.

Aos maiores de idade, a experiência pode ser completa por drinques inspirados nos clássicos do cinema, como o Poderoso Chefão, que leva extrato de limão, gelo e açúcar, o Kir Kill Bill, com espumante e creme de cassis e o Casino Royale, cuja receita inclui vermute, gim e azeitona. 

Rating

Inauguração: 2010; salas: 7

Mais antigo complexo da rede carioca em terra paulistana, o Itaim tem um pé na rua e um no shopping, numa esquina na Joaquim Floriano. As duas salas visitadas pela reportagem têm as fileiras destinadas a cadeirantes, bem como algumas com poltronas normais, muito próximas da tela, o que é garantia de torcicolo. 

Market Place Cinemark

Inauguração: 2000; salas: 8

Apesar de ser um dos mais antigos da rede, que começou a operar por aqui em 1997, é um dos melhores da Cinemark. A principal sala é a 2, que, com formato XD, tem o melhor som e imagem com uma tela que vai até o chão. A menor é a 7, que tem novas e confortáveis poltronas. Durante a visita da reportagem, foi observado que dos sete totens de atendimento, um não estava funcionando.

Metrô Santa Cruz Cinemark

Inauguração: 2001; salas: 9

Apesar de a numeração de salas ir até dez, o complexo conta com nove salas. A de número 9 permanece fechada, assim como na visita no ano passado, para o que supostamente será um teatro. A sala 2, uma das menores, tem três níveis, o primeiro com as fileiras A e B (onde ficam cadeirantes) é bem ruim. Na maior, a de número 10, oferece poltronas D-Box, que se movimentam de acordo com a ação do filme. 

Playarte Ibirapuera

Inauguração: 2019; salas: 6

O cinema foi aberto em em abril de 2019 para suprir a necessidade do shopping que estava sem desde 2004. As novas salas contam com poltronas com bom estofado e boa posição para cadeirantes, localizada no meio. 

Plaza Sul Playarte

Inauguração: 2007; salas: 6

A tarefa para encontrar o cinema pode ser complicada. Há pouca sinalização para indicar que as salas ficam no último andar do shopping, numa espécie de “laje” junto aos estacionamentos. E a posição do cinema é parcialmente culpada por um de seus maiores problemas: quando chove, o barulho da água pode incomodar. Os ruídos se somam ao som vazado de salas vizinhas e à movimentação de pessoas pelos corredores, irritando o público. Na sala 4, a projeção e a tela podem até ser boas, mas o posicionamento das poltronas, extremamente íngremes, pode causar dores no pescoço de quem senta em sua primeira metade.

SP Market Cinemark

Inauguração: 1998; salas: 11

Suas onze salas oferecem mais de 2.600 lugares, o que torna o complexo um dos maiores de São Paulo, o único da rede com entrada própria na área externa do shopping. Por ali, todos os totens estão funcionando. Apesar da oferta farta, toda a programação é dublada. Durante a visita, as duas salas apresentaram problema com a luz acesa durante o início do filme. A maior sala, a 3, conta com tecnologia XD, com som e imagem superiores. Já a menor, a 6, ficou com as portas abertas na sessão e a primeira fileira é muito próxima. 

Salas especiais

CCBB

Inauguração: 2001; salas: 1

A sala foi reformada em 2019, mas segue com aparência de auditório. Confortável, tem bom som e imagem, mas o projetor fica a uma altura pequena, o que projeta a sombra dos espectadores sobre a tela sempre que estes se levantam. A programação de mostras, que vão do cult ao pop, e o café no CCBB são os destaques. Na hora de subir para o andar da sala, as filas de exposições e outras atividades se misturam e geram confusão.

CCSP

Inauguração: 1982; salas: 2

Gerida pela SPCine, as duas salas (Lima Barreto e Paulo Emílio) do agitado CCSP têm ótima programação, que inclui estreias menos comerciais e mostras criativas —muitas delas gratuitas, com retirada de ingresso com uma hora de antecedência. Não é permitido entrar com comida no espaço, que tem boa projeção e som alto (às vezes, até demais). O problema são as cadeiras: com braços de madeira, elas balançam e fazem barulho. As fileiras também são apertadas, dificultando o acesso. A movimentação do público na parte superior por vezes projeta sombras sobre a tela.

Cine Segall

Inauguração: 1973; salas: 1

A sala fica no Museu Lasar Segall, que conta com um café charmoso e um agradável espaço para aguardar a sessão. Chama a atenção por exibir clássicos a preços quase simbólicos nos fins de semana, além de filmes menores e de diversos países. Não há lugar marcado, mas isso não costuma ser problema porque as sessões nem sempre ficam cheias. A tela não é grande, mas projeção e o som são adequados. O conforto, porém, deixa a desejar. As fileiras são apertadas e as cadeiras, duras e barulhentas, têm encosto baixo, sem apoio para a cabeça.

Cinemateca Brasileira

Inauguração: 1997; salas: 2

A sala estava em manutenção seguida de recesso, por isso não recebeu visita nem avaliação. A programação retorna na quinta (13), com mostra de filmes selecionados pela escritora Lygia Fagundes Telles.

Cinesesc

Inauguração: 1979; salas: 1

O Cinesesc não dá chance para os concorrentes e leva seu décimo título consecutivo na categoria de salas especiais na eleição do Guia Folha.

Fica difícil competir com o expositor, que recebe verba do Sistema S (ligado à Confederação Nacional do Comércio). O tripé preços baixos, programação diferenciada e estrutura (bom som, projeção de alta definição e acomodações confortáveis) são o trunfo do local, ainda equipado com um bar em seu interior (que em nada atrapalha os espectadores).

A seleção de filmes conta com estreias mais cults, curadoria de clássicos e ótima programação de mostras. O leque abrange desde a tradicional retrospectiva do cinema nacional até a projeção na telona de filmes da Netflix, que raramente chegam ao circuito.

Para completar, possui um agradável café do lado de fora, que conta com salgados, bebidas e sobremesas. Com baixos preços, já vale a visita para um lanche mesmo sem assistir a uma sessão.

Dependendo do título, porém, é bom chegar cedo. Há poucos atendentes e as filas, que podem se prologar ao longo da rua Augusta, são comuns. 

Cinusp

Inauguração: 1993; salas: 1

A sala fica localizada na Cidade Universitária. Com programação gratuita e sem retirada de ingressos, é frequentada quase que exclusivamente por alunos e funcionários da USP. Com curadoria realizada por funcionários ligados à universidade, tem ótimo portfólio de mostras, que reúnem clássicos, filmes populares recentes e raridades. Tem infraestrutura simples, mas adequada. A tela é pequena e tinha algumas manchas e o estofado de algumas cadeiras estava rasgado.

IMS Paulista

Inauguração: 2017; salas: 1

Inaugurada em 2017, a sala está bem conservada e tem assentos confortáveis. O som é alto, a projeção é boa e a tela é grande —mas quem senta na primeira fileira talvez fique com dor no pescoço por causa da altura da tela. A programação inclui clássicos, filmes pouco conhecidos e títulos menos comerciais do circuito, que são mantidos em cartaz por um período maior, ajudando os retardatários. Não é permitido entrar com malas, que ficam em um guarda-volumes, o que pode ser encarado como ponto positivo ou negativo.

Matilha Cultural

Inauguração: 2009; salas 1

A sala se encontra em manutenção, por isso não foi avaliada. A programação deve retornar normalmente no mês de março.

Spcine Olido

Inauguração: 2004; salas: 1

É uma pena que este resistente da era dos cinemas de rua esteja com estrutura precária. O charmoso hall de entrada não condiz com a sala, que tem eco e cujo ar condicionado segue com problemas desde a visita do ano passado. Procurada, a Secretaria Municipal de Cultura informou que já solicitou a manutenção e que os serviços “devem ser realizados em breve”. Apesar disso, a boa programação (que reúne alguns filmes do circuito e mostras criativas) e os preços populares fazem dele uma opção interessante na região do centro.

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