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Restaurantes

Restaurante 'dos advogados', clássico Itamarati lança campanha do Despendura

Casa chegou a anunciar fechamento, mas se mantém ativa com ajuda de clientela

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São Paulo

Clássico do centro de São Paulo, o restaurante Itamarati, como tantos outros, passou por um sufoco durante a pandemia. Por pouco, não fechou as portas —mas foi salvo pelo carinho da clientela.

Há 80 anos na rua José Bonifácio, próxima ao prédio da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a casa é ponto de encontro de professores, juízes e advogados.

Os salões permanecem fechados, mas agora o local está se movimentando para voltar à ativa. Inspirado no Dia do Advogado, comemorado em 11 de agosto, próxima terça, o Itamarati criou duas ações: uma venda de salgadinhos sob encomenda e a criação de uma vaquinha para levantar fundos para a casa.

Até esta a última sexta (7), foi possível encomendar kits com dois dos quitutes mais queridos do local —o bolinho de bacalhau e a empadinha de palmito. Cada pacote custa R$ 72, vem com seis unidades de cada item, a ser entregue no próprio dia 11. Foram vendidos mais de mil kits com as receitas .

Depois, lança a campanha do Despendura —uma brincadeira com a tradição de advogados não pagarem as contas de bares e restaurantes na data em que é comemorada a profissão, chamada de Dia do Pendura. "Agora, eles que vão ajudar a gente pagando a conta sem ter ido ao restaurante", explica Marli Avanzzo, sócia. Para ver mais informações, acesse o Instagram da casa (@itamarati_rest).

O encerramento das atividades chegou a ser anunciado em maio, depois que o local, sem condições de pagar o aluguel de cerca de R$ 20 mil, demitiu os funcionários e chegou a solicitar à Justiça a rescisão do contrato com a Santa Casa de Misericórdia, proprietária do imóvel, sem o pagamento de multa.

Mas um grupo de cerca de 250 advogados se mobilizou para salvar o estabelecimento, que conseguiu uma carência no aluguel junto à Santa Casa. "Essa comoção fez cair a ficha da importância que o Itamarati tem para as pessoas", diz a sócia.

"Com essas campanhas, além de levantar fundos, a gente também vai conseguir criar uma base de dados dos nossos clientes e deixar o pessoal informado sobre os nossos próximos passos", explica. A expectativa é que lancem o serviço de delivery em breve.

"Ainda não vamos abrir os salões, até porque a maioria dos nossos clientes está trabalhando de casa", diz. "Além disso, a situação no centro ainda é difícil e estamos finalizando uma reforma, também para nos adequar às novas normas sanitárias exigidas pela prefeitura." A reforma é pequena, avisa Marli: inclui pintura, readequação das mesas e cadeiras, da câmara do frigorífico e depósito. "Não podemos mudar muito, pois os nossos clientes dizem que não querem que o Itamarati se renove demais", ri. Não muda nem ambiente, nem equipe: com a reabertura dos salões também serão recontratados os antigos funcionários.

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