'Cada Dois com Seus Pobrema' reestreia com piadas atuais e novos figurinos

Sucesso na primeira temporada na capital, em 2014, "Cada Dois com Seus Pobrema" retorna com piadas atuais e novos figurinos. O Mico Leão Dourado,
a Mãe Jatira e o corintiano Sanderson voltam a ficar em cartaz a partir de terça (4/8) no Teatro Shopping Frei Caneca. Os ingressos custam R$ 80.

Eles são alguns dos personagens que Marcelo Médici interpreta na comédia, que agora também conta com a participação de Ricardo Rathsam, que era o diretor de "Cada Um com Seus Pobrema" e agora vive o jornalista Chester —sob a direção de Paula Cohen. Com 39 anos e super tímido fora de cena, Rathsam diz que o texto terá fatos recentes. "Umas piadas são sazonais."

Outra novidade são os figurinos, que ganham a assinatura de Médici —ao lado de Kleber Montanheiro. Leia a entrevista abaixo.

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ENTREVISTA COM RICARDO RATHSAM

Guia Folha - Qual a parte mais fácil e a mais difícil em dividir o palco com o Marcelo Médici?
Ricardo Rathsam - A mais fácil é o respeito e a admiração mútua que temos, que fazem o jogo acontecer. O talento e a experiência do Marcelo poderiam me engolir em cena e minha participação se tornar imperceptível. Mas ele é super generoso comigo, se preocupa que eu esteja bem. Um levanta piada para o outro, isso é essencial. O difícil é segurar o riso. Como ele improvisa bastante, tenho que estar bem atento para não sair do personagem.

Tem gente que chega a ver a peça duas, cinco, dez vezes. O que você acha que leva as pessoas a irem tanto assim?
Acho que alguns fatores. O primeiro, sem dúvida, é o talento absurdo do Marcelo, a capacidade de se transformar em cada papel, de improvisar, o delicioso humor cheio de críticas, mas sem ofensas. Outra preocupação que temos é o frescor de cada apresentação. O fato de o texto ser autoral permite que possamos brincar, testar novos cacos [piadas]. O cuidado com a produção também é fator relevante, a gente gosta de encher os olhos do público.

O que faz você deixar a timidez de lado e se apresentar toda noite para centenas de pessoas?
Aquele mesmo prazer de atuar que tinha desde quando comecei a fazer teatro, que me fazia querer me apresentar de graça, domingo de manhã, em evento na rua... Esse prazer é maior que a minha timidez, que é enorme [risos]. Dá sempre muito medo antes de entrar em cena. Na arte do ao vivo, qualquer coisa pode acontecer. Mas superar o medo a cada apresentação e se divertir com o público é viciante.

A ideia, depois, é ter o "Cada Três", o "Cada Quatro"?
Foi o público que pediu para que houvesse essa continuação, que, na verdade, é uma nova peça (quem não viu o "Cada Um" entenderá perfeitamente o
"Cada Dois"). Hoje brincamos com a possibilidade do "Cada Três". Se a plateia pedir, quem sabe. Também existe a chance de virar filme ou até um programa para canal a cabo.

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