Crítica: peça retrata infância singela vivida no interior
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GABRIELA ROMEU,
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Inspirado em livro de Lourenço Diaféria, o espetáculo "O Empinador de Estrela" espelha um retrato de uma infância interiorana, contrastante com o frenesi high-tech do dia a dia das crianças urbanas.
| Divulgação | ||
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| Diego Domingues (foto) interpreta o garoto que relembra suas memórias a partir de um caderno |
Com adaptação e direção de Milton Morales Filho, a peça tem um fluxo lento, com poucos elementos e acontecimentos. Segue o ritmo da singeleza das brincadeiras de quintal e das prosas ao pé do fogão.
O menino protagonista da história, interpretado por Diego Domingues, relembra suas memórias a partir de folhas soltas de um caderno. Sem excesso, o recurso do narrador em off é utilizado de maneira acertada.
São as lembranças que bem costuram a narrativa, que traz o primeiro dia na escola, a doença que acomete seu pai e o imaginário de uma criança que coleciona lagartas e guarda formigas numa caixa de fósforos.
O menino vive suas pequenas aventuras cotidianas em uma cidade que, no espetáculo, ganha forma num cenário-brinquedo, com casinhas, escola e igreja em miniatura.
Avaliação: bom.
Indicação do "Guia": a partir de 5 anos.
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