'O Touro Ferdinando' conta história de bovino que prefere cheirar flores a brigar

Victoria Azevedo
São Paulo

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"É ruim se esse não for o meu sonho?", pergunta o pequeno touro Ferdinando ao seu pai quando questionado sobre seu desejo de se tornar um animal de briga, como os que participam das tradicionais touradas espanholas. O caminho a ser trilhado pelos bezerros de sua idade não é o mesmo que ele quer seguir.

O touro bonzinho é o personagem principal da animação americana "O Touro Ferdinando", dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha (de "A Era do Gelo"), que estreia nesta semana. O filme é baseado em um conto da década de 1930, do autor americano Munro Leaf. Em 1938, Walt Disney adaptou a história para um curta-metragem que lhe rendeu um Oscar.

Ambientado na Espanha, o longa retrata a história de Ferdinando, um animal sensível que ama cheirar flores e que, ao contrário dos bezerros com os quais convive, tem aversão a qualquer tipo de violência e briga.

Depois que seu pai é escolhido para enfrentar um toureiro e nunca mais volta, o pequeno Ferdinando foge e vai viver em uma chácara perto da cidade histórica de Ronda. Lá, é adotado por um floricultor, Juán, e pela filha dele, Nina, e vive uma vida feliz e tranquila.

Com os passar dos anos, Ferdinando se torna um touro de grande porte que assusta qualquer um que não conheça sua personalidade. Depois de ser confundido com um animal perigoso, ele é capturado e volta a viver no rancho em que nasceu e passou a infância. Determinado a voltar para a família que o adotou, ele se une a uma turma formada por touros, porcos-espinho e uma cabra para enfrentar os dois futuros que lhe esperam: a arena de luta e o abate.

Ao mostrar as aventuras do touro pacifista que questiona o destino que lhe impõem, o filme levanta questões como aceitar as diferenças e não julgar pela aparência.

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