Descrição de chapéu Oscar
Cinema

Com boa programação e conforto, sala do Espaço Itaú - Pompeia é eleita a melhor de São Paulo

A saleta tem um banheiro interno e capacidade de receber 60 pessoas

São Paulo

Diminuta é um adjetivo que cabe bem na descrição da sala 10 do Espaço Itaú de Cinema - Pompeia, campeã da categoria inaugurada na eleição do Guia de 2017.

No meio de irmãs grandonas, como a Imax, capaz de abrigar 282 espectadores, essa saleta tem um banheiro interno e a capacidade de receber 60 pessoas —não é a menor do circuito, mas integra a lista das pequerruchas.

Uma vez acomodado nas poltronas acolchoadas, mais largas e confortáveis do que as do resto do complexo, o público pode assistir a filmes variados, já que a eclética programação por ali é um ponto alto.
De 16 a 22 de fevereiro, por exemplo, as sessões da sala se dividiam entre projeções dos indicados ao Oscar “Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi” e “O Destino de uma Nação”, do suspense “O Sacrifício do Cervo Sagrado” e da animação “Meu Amigo Vampiro”. 

O som e a projeção são bons, apesar de não terem a grife, a potência e a qualidade da sala Imax. A 10 só tira nota baixa no quesito acessibilidade: há dois lugares para cadeirantes e nenhum para espectadores obesos. De clima intimista e agradável, ela lembra uma sala VIP, porém, sem os preços exorbitantes —os ingressos custam de R$ 24 a R$ 40.

É por esse conjunto de fatores que o Guia conclui que é nos menores frascos que estão os melhores perfumes.

 

AVALIAÇÃO SALA POR SALA

REGIÃO CENTRAL

Caixa Belas Artes
Inauguração: 1956; salas: 6
Um dos cinemas de rua queridinhos da capital paulista passou pouco mais de três anos fechado e voltou à ativa em 2014. Tem ambiente descolado, duas bonbonnières recheadas e uma lojinha que reúne itens para cinéfilos, como DVDs de filmes antigos. Não possui totem para agilizar a compra de ingressos e tem movimento intenso, principalmente aos sábados e domingos —portanto, chegue para a sessão com antecedência. A programação mescla obras nacionais, filmes cult, independentes produções premiadas e sessões especiais, a exemplo do Noitão. Suas salas não são as mais confortáveis do circuito, mas passam de ano na avaliação.  

Cidade São Paulo Cinemark 
Inauguração: 2015; salas: 6
A visita a aconteceu no domingo à noite, com o cinema cheio. Logo ao chegar à bilheteria, uma surpresa: o espaço estava fechado e uma placa avisava que a venda de ingressos estava sendo feita na bonbonnière. Lá, havia duas filas separadas, uma para a compra de quitutes, outra para a de ingressos. Sobre o ocorrido, a Cinemark informou que os caixas voltaram a funcionar normalmente. À parte a questão organizacional, as salas do complexo têm conforto acima da média, além de oferecerem bom  posicionamento para os cadeirantes.   

Cinearte 
Inauguração: 1996; salas: 2
São duas salas nesse pequeno cinema ao lado da Livraria Cultura, no Conjunto Nacional. Na maior, sentar na primeira fileira pode ser uma opção confortável, já que a distância da tela chega a cerca de cinco metros. Porém, por ser uma sala muito comprida, a visão distante da tela desde a última fileira torna a experiência não muito atraente. O Scada Café, no andar inferior, ao lado da sala 1, agora é acessível apenas para quem tem ingresso. Lá, há boas opções de quitutes, como o tostex de pão de queijo recheado com mozarela e presunto (R$ 7) e bebidas como o Ice Maltine, que combina sorvete de creme com Ovomaltine (R$ 17).

Espaço Itaú de Cinema - Augusta 
Inauguração: 1993; salas: 5
É um cinema dois em um: três salas ficam no lado ímpar da rua Augusta e outras duas, menores, encontram-se na numeração par da via. Não importa em qual sala, sempre haverá uma concentração de cinéfilos ávidos para ver as obras cult e premiadas que dão as caras por ali. No último ano, passou por alguns reparos, como a troca do estofamento de todas as poltronas, dos equipamentos de ar-condicionado e do elevador, além da instalação de portas de vidro na entrada do número 1475. O Café Fellini, vencedor da categoria melhor bonbonnière, e a sala 5, que abriga 31 espectadores e 
é especialmente aconchegante, dão um brilho especial 
ao complexo.

Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca
Inauguração: 2001; salas: 9
Eleito o cinema com a melhor programação. Leia aqui a avaliação.

Marabá Playarte
Inauguração:  1945; salas: 5
Na menor sala, a 2, com 122 lugares, quem fica nos assentos localizados nos degraus mais elevados enfrenta atrasados passando na frente da tela. A 1, maior, que tem capacidade para 430 pessoas, é imponente, lembra um antigo teatro. Uma arquitetura incomum para um cinema da rede. Na sessão de “Maze Runner: A Cura Mortal”, na sala 1, os óculos 3D estavam sujos e a luz vermelha dos degraus rebatia na lente. Ali, a única opção para os cadeirantes é na primeira fileira, bem perto da tela. Segundo a Playarte, os óculos 3D são higienizados a cada sessão. Quanto ao espaço para os cadeirantes, a restrição ocorre pois na obra deste cinema existiram limitações estruturais, pelo fato de ser um imóvel tombado. Com relação ao reflexo citado, o cinema disse que irá resolver o problema. 

Playarte Splendor 
Inauguração: 1989; salas: 2
Eleito o cinema mais confortável. Leia aqui a avaliação.

Pátio Higienópolis Cinemark 
Inauguração: 1999; salas: 6
Reformado em 2017, o cinema tem uma bilheteria que fica praticamente dentro da praça de alimentação. É um dos poucos da Cinemark que tem um espaço de espera mais digno, com cadeiras estofadas e mesas de centro. Há também bancos no corredor das salas. Na menor, a 4, há um risco preto do lado direito da tela, enquanto na tela da sala maior, a 6, há riscos finos do lado esquerdo. Segundo a rede, a manutenção das telas do complexo deve ocorrer neste ano.

Pátio Paulista Cinemark 
Inauguração: 2009; salas: 7
Falta um diferencial a esse Cinemark. Até os murais, que deveriam trazer alguma distinção ao cinema, são iguais a pelo menos outros três da rede que a reportagem visitou. As salas são confortáveis e conservadas. A programação do complexo destaca filmes americanos premiados em sessões legendadas. Na sala maior, há um grande anúncio embaixo da tela, que pode distrair a atenção do espectador do filme. 

Playarte Bristol
Inauguração: 1984; salas: 5
Reformado recentemente, mistura poltronas comuns e VIPs em sua sala maior, a 1. A única diferença das poltronas mais caras para as outras é que os assentos parecem de primeira classe de avião, mas não reclinam. Elas têm mesinha e um estofado mais confortável e nada impede que alguém que comprou ingresso normal sente nas poltronas VIP. A identificação dos números dos assentos de couro ecológico é bordada no topo da cadeira, o que facilita para enxergar no breu os lugares marcados. Na maior sala, o assento para cadeirantes fica na primeira fileira e há um carrinho com uma atendente que vende doces e salgados  até o início do filme. Os preços da bonbonnière são salgados: uma garrafinha de 500 ml de água custa R$ 7.

Reserva Cultural 
Inauguração: 2005; salas: 4
Todo cinéfilo paulistano que se preze já viu um filme nesse charmoso cinema da avenida Paulista que também serve de ponto de encontro para um café na boulangerie ou um jantar no bistrô. A programação do endereço destaca produções cult, independentes e europeias. A reportagem testou o complexo em 31/1. A sessão de “Com Amor, Van Gogh” na sala 1, a maior, que não se destaca nem pelo conforto nem pela qualidade da exibição, estava marcada para as 13h. No entanto, às 13h10 nem os trailers haviam começado. Nesse momento, um funcionário avisou que havia um problema técnico, mas que a animação começaria em breve —em seguida, uma senhora exclamou: “para variar, hein?”. Dois minutos depois, os trailers começaram. 

REGIÃO LESTE

Anália Franco UCI
Inauguração: 2000; salas: 9
Salas confortáveis, espera idem: há mesinhas e muitas opções para sentar. Os trailers da sala menor (a 4, com 121 lugares) foram quase intermináveis, durando cerca de 20 minutos. A maior sala do complexo tem tecnologia Imax, com qualidade de som e projeção superior ao da maioria. Na data da visita, o secador de mãos e o bebedouro não funcionavam.

Aricanduva Cinemark
Inauguração: 1998; salas: 13
Novo e velho se encontram nesse cinema desmembrado. São dois espaços distintos em dois shoppings diferentes. É um mistério a razão pela qual a empresa mantém os dois como se fossem um só. No mais novo e cheio, no shopping Aricanduva, a espera para comprar ingressos em uma quarta-feira à tarde levou 18 minutos —dois funcionários se revezavam para atender a demanda. A sala XD conta com uma tela gigante e som potente sem ser explosivamente alto, mas as grades em volta dos assentos das fileiras B e C podem atrapalhar a visão da tela. Já o cinema do shopping Interlar, muito mais antigo, é um dos únicos que não tem escolha de assento na hora da compra, nem totem de autoatendimento. O cinema passa por reformas —as poltronas são novas.  

Boulevard Tatuapé Cinemark 
Inauguração: 2007; salas: 5
Como em outras avaliações, este cinema volta a pecar no quesito atendimento. A demora para comprar ingressos chegou a 14 minutos numa quarta-feira às 13h, mesmo problema encontrado pela reportagem em 2017. Havia dois funcionários apenas na bilheteria, mas os totens de autoatendimento estavam vazios enquanto a fila dos guichês era enorme. O espaço, maior que o do irmão no shopping Metrô Tatuapé, é também um pouco mais desajeitado: no dia da visita, havia pipocas no chão do hall e, no banheiro, das seis cabines, apenas três funcionavam.

Cine Itaim Paulista 
Inauguração: 2006; salas: 3 
O nome mudou recentemente —o local era chamado de Multimovie Itaim Paulista—, mas as principais características desse cinema do extremo leste da capital continuam as mesmas: infraestrutura simples, programação 100% dublada, atendimento cordial e ingressos a preços bem camaradas (de R$ 7 a R$ 16). Instalado em um centro comercial, no piso de cima de um supermercado Sonda, o complexo, bastante movimentado nos fins de semana, exibe basicamente grandes produções hollywoodianas.

Cinépolis Metrô Itaquera
Inauguração: 2007; salas: 8
Não bastasse o barulho altíssimo do shopping, há uma música tocando alto na entrada do cinema. É difícil encontrar a bilheteria pela entrada principal da praça de alimentação, mas ali é possível comprar ingressos pelos totens de autoatendimento. A maior sala tem 426 lugares. 

Metrô Tatuapé Cinemark 
Inauguração: 1997; salas: 8
Embora menor que o irmão Boulevard Tatuapé, que fica do outro lado da rua, esse espaço ostenta praticamente a mesma programação do vizinho —blockbusters dublados e filmes infantis. As salas não pecam em projeção e som e nenhuma tem mais de 283 lugares.

Penha Moviecom
Inauguração: 2001; salas: 6 
Da avaliação de 2017 para cá, o cinema passou por uma reforma e agora tem sistema de poltronas numeradas. A sala 2, a menor, com 87 lugares, é minimamente confortável e estava com a temperatura congelante no dia da visita. Em um cantinho da bonbonnière, que também foi renovada, há uma bandeja com diversos temperos —em sabores como picanha e pizza— para incrementar a pipoca. O mimo é grátis para quem comprar o salgado.

Shopping D Cinemark
Inauguração: 2001; salas: 10
Aqui, bilheteria e salas ficam em andares distintos e não é uma tarefa fácil encontrar os guichês para a compra de ingressos —uma sinalização clara ajudaria o público a se localizar. Chegando lá, dos nove caixas, só dois estavam abertos, o que causou uma espera de oito minutos. Ao contrário da sala maior, na sala 9, a menor de todas, as poltronas são desconfortáveis.

REGIÃO NORTE

Center Norte Cinemark
Inauguração: 2004; salas: 5 
Complexo padrão da rede, tem cinco salas normais. Na 4, a menor, havia poltronas quebradas no dia da visita, mas elas usavam uma capa que avisava sobre a indisponibilidade para o uso. No entanto, o assento escolhido pela reportagem (G14) era tão desconfortável que parecia estar danificado também —o tempo todo a cadeira teimava em querer fechar, mesmo com alguém sentado nela. Já na sala 1, a maior do local, a primeira fileira fica muito próxima da tela. A rede afirmou que a gerência local foi notificada e disse que “a manutenção das poltronas já está programada para este ano”.  Dica para evitar a fila da bonbonnière: há um carrinho de pipoca da Cinemark estacionado na área de lojas do shopping.  

Cineflix Cantareira Norte Shopping 
Inauguração: 2016; salas: 5 
Bonbonnière e bilheteria ocupam o mesmo espaço, mas também é possível comprar ingressos em um dos seis totens de autoatendimento, que ficam na entrada do complexo. As salas são confortáveis, mas o destaque vai para a número 2, que conta com uma telona e projeção 4K (em alta definição e definição de cores). 

Lar Center 
Inauguração: 2014; salas: 3
Vizinho rico do Center Norte Cinemark —os shoppings que abrigam os dois cinemas são interligados por uma passarela—, esse complexo possui três salas confortáveis: duas de luxo (ambas com 118 lugares), com garçom à disposição e poltronas que, de tão reclináveis, dão a opção do espectador assistir ao filme praticamente deitado, e uma XD. Esta tem 435 lugares e é a maior de São Paulo.

Metrô Tucuruvi Cinemark
Inauguração: 2013; salas: 6
Como outros cinemas da rede, também não tem sala de espera, apesar do saguão grande. A fileira J da sala maior tem espaço para cadeirantes, um lugar com ótima visibilidade, o que rendeu ao cinema a menção honrosa de melhor acessibilidade. Há uma segunda bonbonnière no espaço das salas, mas, no dia da visita, sem demanda, estava fechada. Na data, os totens de autoatendimento falharam ao não exibir todas as sessões de filmes. O atendimento é atencioso.

Santana Parque UCI
Inauguração: 2008; salas: 8
Ocupa praticamente todo o último andar do shopping. Ainda assim, não tem lugar pra sentar na sala de espera  Há uma sala XPlus, com tela gigante e som Dolby Atmos, poltronas bem conservadas e confortáveis, porém muito fria. Há música minimalista tocando no hall. Na programação, blockbusters comuns como os exibidos em outros cinemas de rede, com algumas (poucas) opções de filmes legendados.

Tietê Plaza Shopping Cinemark 
Inauguração: 2015; salas: 7
É um complexo novo, mas ainda assim segue o padrão da rede. A gritaria dos passantes no hall de entrada se ouvia de dentro da sala menor (a 4, com 127 lugares), mesmo com a porta fechada, o que distraía os espectadores. Tanto a sala maior quanto a maior não apresentam problemas de som ou de projeção.

REGIÃO SUL

Boavista Moviecom 
Inauguração: 2005; salas: 5
Não se deixe enganar pelas placas do shopping, que sinaliza a bilheteria no segundo andar. Os ingressos do cinema podem ser comprados apenas no terceiro piso, nos totens ou na bonbonnière, repleta de atendentes. Não há espaço para esperar o filme começar, ou você entra na sala antes ou precisa achar uma mesa livre na praça de alimentação do shopping. Ponto para as poltronas, novas, confortáveis, com boa inclinação e novas, já que o local passou por uma reforma recentemente, e para a tela da maior sala, gigante.

Central Plaza Cinemark
Inauguração: 1999; salas: 10
Mais um Cinemark com duas bonbonnières, uma no espaço de espera e outra no corredor das salas de projeção. Em comparação com a sala XD, a maior, a sala menor tem poltronas estreitas e de qualidade inferior —mas boas mesmo assim. O espaço que o cinema inteiro ocupa é bem grande e, apesar de ter um salão em que daria para acomodar um baile inteiro entre a bilheteria e a primeira bonbonnière, não há sequer uma cadeira, banco ou poltrona para que quem espera a sessão possa ficar um pouco mais confortável.

Cinépolis JK Iguatemi 
Inauguração: 2012; salas: 8
Foi eleito o melhor cinema da cidade e sua sala Imax recebeu menção honrosa como melhor acessibilidade. Leia aqui a avaliação.

Cinépolis Largo 13 
Inauguração: 2010; salas: 8
Na bonbonnière, há opção de escolher balas de gelatina a granel e adicional de manteiga para incrementar a pipoca. É um cinema pequeno e escondido no fundo do Mais Shopping , mas com salas confortáveis, sem problemas de exibição ou de som. Não há banheiro adaptado para cadeirantes. 

Interlagos Cinemark 
Inauguração: 1998; salas: 10
Neste cinema, a bilheteria fica no corredor do shopping. Há espaço, mas não há bancos para sentar e esperar o início da sessão. A sala maior tinha uma pequena distância entre a primeira fileira e a tela, 2m52, e tem pouca elevação na sala —pessoas altas na fileira da frente podem atrapalhar os mais baixos, tornando a experiência pouco confortável. Sessões dubladas dominam a programação. 

Kinoplex Itaim
Inauguração: 2003; salas: 6
Nesse cinema de dois andares que fica em um complexo empresarial, há duas salas VIPs. A menor, com 59 lugares, é a mais desconfortável entre as salas VIPs que a reportagem avaliou. Ao reclinar, o encosto faz muito barulho e o assento fica em uma posição ruim para enxergar o filme. Apesar disso, a primeira fileira da sala é distante da tela, sendo um conforto para quem senta ali.

Kinoplex Vila Olímpia
Inauguração: 2003; salas 7
As duas salas menores (6 e 7) desse espaço são Platinum, ou seja, VIPs, com assentos hiperconfortáveis e bonbonnière própria. No entanto, há reclamações dignas de nota nesses mesmos quesitos: a pipoca pequena, que custa R$ 15, veio salgada e engordurada. Já a poltrona da sala 7, apesar de macia e acolhedora, é de difícil manuseio. Ao deitá-la ao máximo, não é fácil fazê-la voltar à posição normal —tanto que a reportagem acabou assistindo a “Três Anúncios para um Crime” inteiro no nível máximo de reclinação, mesmo preferindo estar mais na vertical. A maior sala (5, com 187 lugares) é comum e nela não foram encontrados problemas. 

Market Place Cinemark 
Inauguração: 2000; salas: 8
É um dos cinemas da Cinemark que ostenta uma sala XD, com poltronas confortáveis e amplas. Mas, apesar do conforto e da ótima qualidade técnica, algumas das plaquinhas que indicam a letra da fileira das poltronas estavam desgastadas, prejudicando a leitura do espectador, que passava um bom tempo tentando se encontrar. A rede informou ao Guia que já solicitou a troca das que estão apresentando problemas.

Metrô Santa Cruz Cinemark 
Inauguração: 2001; salas: 9
O cinema fica instalado em um local muito movimentado: dentro de um shopping interligado a uma estação de metrô. Na data da visita, um sábado à noite, havia intensa circulação e alguns problemas ocorreram. Na sala 2, uma das menores, o filme “Lady Bird - A Hora de Voar” ainda não tinha terminado quando as luzes se acenderam —na última cena—, cortando todo o clima do público. Já na sala maior, que abriga 376 espectadores, uma fresta de luz bem embaixo da tela atrapalhava a atenção no longa “Cinquenta Tons de Liberdade”. Além desses dois problemas, o banheiro feminino estava extremamente sujo. Em algumas cabines, o cesto de lixo transbordava. Segundo a Cinemark, “as observações foram passadas à gerência do complexo e as medidas necessárias para que as situações relatadas não voltem a acontecer já foram tomadas”.

Mooca Cinemark 
Inauguração: 2011; salas: 6
Outro cinema padrão da Cinemark. Também sem espaço de espera e com duas bonbonnières, uma perto da bilheteria e outra no corredor das salas de exibição com os mesmos murais, pinturas em tons marrons, que decoram outros complexos mais novos da rede. O espaço tem sala com tecnologia XD, confortável, ampla e com filmes do Oscar na programação. A maior parte das sessões são dedicadas aos longas legendados.

Multiplex Campo Limpo
Inauguração: 1973; salas: 5
Localizado dentro de um shopping, este cinema com cinco salas é bem conservado, limpo, confortável e barato —os ingressos custam entre R$ 17 e R$ 24. Como não há assentos marcados, grandes filas se formam do lado de fora antes do início das sessões. As poltronas são muito espaçosas. Tanto na sala menor quanto na maior há uma boa distância entre a primeira fileira e a tela, confortável para quem senta na frente. Na decoração, há grandes cartazes que simulam rolos de filme 35 mm com cenas de produções clássicas e fotos de atores conhecidos e premiados.

Plaza Sul Playarte
Inauguração: 1994; salas: 6
Tem jeitão de antigo, a começar pela placa que indica que ali habita um cinema. A bilheteria fica em um piso, as salas em outro. Na sessão das 12h20 de uma segunda-feira de fevereiro, só a reportagem assistia a “Cinquenta Tons de Liberdade” na sala 3, a menor. No início do filme, uma funcionária entrou, olhou o local e saiu, deixando a porta aberta, por onde passava uma fresta de luz incômoda. De acordo com a Playarte, “após a entrada de todos os clientes, a porta é fechada. Vale ressaltar que a entrada do funcionário é necessária para evitar filmagens indevidas dentro do espaço. Em relação à a porta aberta, consideramos isso algo pontual e nossa equipe já foi orientada para que ela fique sempre fechada”. 

SP Market Cinemark 
Inauguração: 1998; salas: 11 
Encontra-se em um espaço anexo ao shopping SP Market, tem um hall espaçoso e 13 totens de autoatendimento. A programação geralmente se divide entre filmes infantis, blockbusters de ação e romances como “Cinquenta Tons de Liberdade”. Na sala 6, a menor, capaz de abrigar 141 espectadores, as luzes que indicam a saída de emergência estavam apagadas. Contatada, a rede Cinemark pediu desculpas pelo erro e diz que reforçou as orientações técnicas para os funcionários do complexo. 

REGIÃO OESTE

Cidade Jardim Cinemark 
Inauguração: 2008; salas: 7
O que chama a atenção nesse complexo em um dos shoppings mais chiques de São Paulo, é a simpatia dos funcionários que trabalham ali. Não à toa, o cinema ganhou menção honrosa na categoria melhor atendimento. Das sete salas, quatro são destinadas a pessoas muito importantes (ou VIPs, na sigla em inglês) —ou que podem desembolsar entre R$ 55 e R$ 73 por um ingresso que dá direito a, além de ver o filme em uma poltrona aconchegante, um garçom que leva o quitute escolhido até o assento. Em um ambiente separado, também há salas (a 6 e a 7) que dispõem de cadeiras D-Box, que se mexem e transmitem as sensações do que está sendo exibido na tela.    

Cinesala 
Inauguração: 1996; sala: 1
Ao entrar no espaço, um neon —famoso no Instagram— brilha com os dizeres: cinema de rua desde 1962. De lá para cá, o local já se chamou Cine Fiammetta e Cine Sabesp, entre vários outros. Em 2014, passou por uma grande reforma e foi rebatizado com o nome que ostenta até hoje. Pôsteres de filmes clássicos, como “Lolita” e “Metrópolis”, além de livros sobre o universo cinematográfico, decoram o saguão, que abriga também mesas, cadeiras, poltronas e um café. A programação ali privilegia obras cult ou, agora, que concorrem ao Oscar. Não importa qual filme você escolha, todos podem ser vistos de um dos oito confortáveis sofás que ficam à frente das poltronas comuns. Sentar em um deles pode custar desde 
R$ 32 (individual) até R$ 80 (para duas pessoas), um bom custo-benefício.

Cinesystem Morumbi Town 
Inauguração: 2017; salas: 9
Quando foi inaugurado, no ano passado, esse cinema ganhou a cotação máxima do Guia e levou os prêmios de mais confortável e melhor som. Em 2018, porém, caiu na avaliação. Apesar de aconchegante, a reportagem não teve uma boa experiência ali. Na sala 6, a menor, um cheiro forte de algo que parecia mofado dominou o recinto. Para piorar, o filme começou e a porta não foi fechada, deixando uma fresta de claridade e barulho externo. Procurada, a Cinesystem disse que “casos como esse são exceção e que os colaboradores serão orientados para que não volte a acontecer”. Sobre o odor, a rede prometeu analisar as causas para solucionar o problema.

Eldorado Cinemark
Inauguração: 2006; salas: 9
Apesar das salas espaçosas e com assentos confortáveis (a maior, sala 1, com 332 lugares, tem tecnologia XD), um clima de caos marcou a visita a esse movimentado complexo, em um domingo de fevereiro. A reportagem chegou para a sessão de “Pantera Negra”, marcada para o meio-dia na sala 1, XD, com 25 minutos de antecedência. Nenhum dos nove totens de autoatendimento estava funcionando e já havia muita gente à espera para a compra de ingressos. Após algum tempo, poucas máquinas começaram a operar, mas não em número suficiente para desafogar a fila da bilheteria em que, dos nove caixas, apenas quatro estavam abertos. Resultado: foram 21 minutos até conseguir uma entrada. Tirando a demora, tudo correu dentro dos conformes. A Cinemark respondeu dizendo que o cenário descrito não condiz com os padrões de qualidade da rede. “A situação foi reportada à gerência local e o treinamento dos funcionários foi reforçado”. 

Espaço Itaú de Cinema - Pompeia
Inauguração: 2008; salas: 11
A menor sala do complexo venceu a categoria melhor sala. Leia a avaliação acima.

Iguatemi Cinemark 
Inauguração: 2005; salas: 6
Este cinema tenta esbanjar a palavra elegância, apesar de apenas duas salas serem vendidas como VIPs. O marrom dá o tom desse espaço, com uma sala de espera ampla e uma bonbonnière atípica: há sanduíche de costela na manteiga em um pão de parmesão e com chips de batata: R$ 41. Há também pipocas com “toppings” pagos à parte (a menor pipoca salgada custa R$ 13, mas, se você quiser adicionar uma cobertura de azeite trufado, vai precisar desembolsar mais 
R$ 25). Na maior sala, a distância entre a primeira fileira e a tela é curta e a tela, no alto, faz o espectador que senta na frente forçar o pescoço. Já a menor sala, que é VIP, tem assento com braço móvel, poltrona reclinável e boa distância entre a primeira fileira e a tela. 

Jardim Sul UCI 
Inauguração: 1999; salas: 9 
Os mais desavisados podem estranhar a numeração das salas por aqui —elas vão da 2 a 10. É que a 1, antes parte do complexo, virou um teatro. Dito isso: vamos à avaliação. O cinema, vizinho do Cinesystem Morumbi Town, tem movimento intenso nos fins de semana. Portanto, a dica é chegar com bastante antecedência. Na data da visita, uma tarde de sábado de fevereiro, apesar de os quatro totens de autoatendimento estarem funcionando, a fila para a compra de ingresso na bilheteria demorou nove minutos. Pouco tempo em comparação à morosidade da bonbonnière, onde foram gastos mais 15 minutos. Em compensação, a experiência na sala 9 Xplus, a maior, com 401 lugares, foi muito positiva. Gigantesca, a tela proporciona uma ótima projeção. Já o som, Dolby Atmos, pode alcançar 31 mil watts de potência.

Lapa Centerplex 
Inauguração: 1999; salas: 3
Trata-se de um cinema simples localizado em um pequeno shopping. Não fosse a simpatia dos funcionários e o refil da pipoca grande a R$ 17,
a experiência teria sido completamente desastrosa. Durante a visita, o som da sala 2 (uma das menores) estava tão baixo que mal dava para escutar o que os personagens diziam nas cenas de luta do filme “Pantera Negra”. Fora isso, a sessão era dublada, mas, no longa, alguns personagens se comunicam em dialeto e não havia legenda para essas falas. Ou seja, o público perdeu diálogos importantes. Na sala 3, a maior, que também exibia a obra da Marvel dublada, esse problema não ocorreu —ali havia legenda nos momentos falados em dialeto. A adversidade da segunda sessão foi a qualidade do 3D. Mesmo usando os óculos, as imagens estavam duplicadas.  

Raposo Cinemark 
Inauguração: 2011; salas: 7
Cinema amplo e confortável até na primeira fileira da sala menor. A programação é limitada: de suas sete salas, seis delas se dividiam para exibir “Pantera Negra” ou “Cinquenta Tons de Liberdade”. Na sala maior, a tela tinha alguns riscos. Segundo a Cinemark, a manutenção  das telas do complexo está programada para este ano.

Villa-Lobos Cinemark 
Inauguração: 2000; salas: 7
A maior sala do complexo está em reforma. Na 5, há duas fileiras centrais de poltronas D-Box, que se movem. Mas o preço do ingresso para esses assentos era o mesmo que o dos normais no dia da visita, pois o filme exibido, “Cinquenta Tons de Liberdade”, não tinha os efeitos necessários para a cadeira se mover. É preciso escolher previamente as poltronas, mas nas salas elas não são numeradas, apenas as fileiras estão em ordem alfabética, o que pode confundir o espectador.

West Plaza Cinemark 
Inauguração: 2017; salas: 7
Caçulinha da rede, o complexo está tinindo de novo. A bilheteria fica no andar de baixo, perto da praça de alimentação. No andar de cima, ficam as salas de exibição. Entre elas, a maior, tem tecnologia XD e duas fileiras com poltronas D-Box, que se mexem. As salas 1 e 2 abrigam assentos convencionais e VIPspara quem pagar entre R$ 8 e R$ 10 a mais—, reclináveis e com apoio para o lanche, que pode ser levado por um garçom.

 

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