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Cinema

Confira 50 filmes disponíveis na Amazon Prime Video, de 'O Poderoso Chefão' a 'Clube da Luta'

Plataforma reúne títulos clássicos e produções mais leves, mas nem sempre fáceis de encontrar na busca do site

São Paulo

Sejamos claros —o catálogo da Amazon Prime é repleto de opções de filmes, mas a busca na plataforma de streaming costuma ser complicada na hora de escolher o que assistir.

O Guia reuniu um time de cinco jornalistas para indicarem os seus dez longas preferidos e imperdíveis no site. Participam Guilherme Genestreti, Leonardo Sanchez, Inácio Araújo, Isabella Menon e Teté Ribeiro.

Os escolhidos passam por clássicos, caso da trilogia de “O Poderoso Chefão”, por longas de faroeste, como “O Último Pistoleiro”, e por produções mais leves, caso de “A Escolha Perfeita”.

Confira abaixo uma seleção de 50 filmes disponíveis na Amazon Prime e a dica de como encontrar alguns deles na busca da plataforma.

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GUILHERME GENESTRETI

Ata-Me
Espanha, 1989. Direção: Pedro Almodóvar. Com: Victoria Abril, Antonio Banderas e Loles León. 16 anos
Em um de seus filmes mais carregados de erotismo, Pedro Almodóvar destrincha como os nossos desejos podem ser tortuosos –aqui, o de uma atriz que se envolve com o próprio sequestrador. Trama sedutora de abuso, mas que talvez não fosse produzida hoje.


O Bebê de Rosemary
EUA, 1968. Direção: Roman Polanski. Com: Mia Farrow, John Cassavetes e Ruth Gordon. 14 anos.
Nada como voltar aos clássicos do terror numa época em que o gênero anda dominado por besteiras de susto fácil. Aqui, Mia Farrow tem a certeza de que seus vizinhos são satanistas e, pior, que geraram nela o fruto maldito.


Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
EUA, 2004. Direção: Michel Gondry. Com: Jim Carrey, Kate Winslet e Tom Wilkinson. 14 anos.
Quando Charlie Kaufman ainda era um roteirista inspirado, ele criou esse drama romântico de despedaçar corações, sobre um casal que decide apagar as lembranças da relação –melhor não ver se o espectador estiver em fase ‘carentener’.​
Leia a crítica.

Cena de 'Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças' - Divulgação

Clube da Luta
EUA/Alemanha, 1999. Direção: David Fincher. Com: Brad Pitt, Edward Norton e Meat Loaf. 18 anos.
‘Masculinidade tóxica’ é uma expressão da moda que não existia em 1999, ano de uma excelente lavra cinematográfica, quando David Fincher destrinchou as turbulências mentais de um macho frágil, interpretado por Edward Norton.

Cena do filme "Clube da Luta", um dos filmes mais famosos lançados em 1999
Cena do filme "Clube da Luta", um dos filmes mais famosos lançados em 1999 - Divulgação

Um Estranho no Ninho
EUA, 1975. Direção: Milos Forman. Com: Jack Nicholson, Louise Fletcher e Michael Berryman. 14 anos.
O lançamento da série “Ratched”, na Netflix, é bom pretexto para conhecer o filme que introduz a personagem –esse, sim, uma obra-prima—, o drama psiquiátrico que ganha novas camadas agora que estamos todos confinados.


As Golpistas
EUA, 2019. Direção: Lorene Scafaria. Com: Constance Wu, Jennifer Lopez e Julia Stiles. 16 anos.
Em meio a muito blábláblá sobre diversidade e objetificação, nada como uma lição prática: Lorene Scafaria subverte a lógica do olhar sobre o corpo feminino com essa história envolvente de um grupo de strippers que viram a mesa.
Leia a crítica.


Precisamos Falar sobre Kevin
EUA/Reino Unido, 2011. Direção: Lynne Ramsay. Com: Tilda Swinton, John C. Reilly e Ezra Miller. 16 anos.
Escolha pouco recomendada para dias mais melancólicos, o filme da britânica Lynne Ramsay traz Tilda Swinton em um de seus melhores papéis, vivendo a mãe de um jovem psicopata que realiza uma chacina em sua escola.


Projeto Flórida
EUA, 2017. Direção: Sean Baker. Com: Brooklynn Prince, Bria Vinaite e Willem Dafoe. 14 anos.
O longa de Sean Baker pode facilmente ser considerado o melhor filme do ano em que foi lançado. Sem pieguice ou moralismo, acompanha o universo infantil de uma garota pobre criada às margens da fantasia opulenta da Disney.
Leia a crítica.


Sob a Pele
Reino Unido/Suíça, 2013. Direção: Jonathan Glazer. Com: Scarlett Johansson, Jeremy McWilliams e Lynsey Taylor Mackay. 16 anos.
Tudo é denso e esquisito –narrativa, fotografia, trilha sonora-- na história de uma alien sexy (Scarlett Johansson) que seduz e aniquila caroneiros no interior da Escócia. É uma obra para ser sentida mais do que para ser deglutida.
Leia a crítica.


Todo o Dinheiro do Mundo
EUA/China/ Itália/ Reino Unido, 2017. Direção: Ridley Scott. Com: Michelle Williams, Christopher Plummer e Mark Wahlberg. 16 anos.
Embora tido como um filme menor de Ridley Scott, o drama biográfico sobre o sequestro do herdeiro de um velho bilionário tem elenco inspirado e bastante a dizer numa época em que a plutocracia é incensada sem pudores.
Leia a crítica.

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INÁCIO ARAÚJO

O Cão Branco
EUA, 1982. Direção: Samuel Fuller. Com: Kristy McNichol, Christa Lang, Vernon Weddle.
Fiel a sua maneira de entrar nos assuntos pela porta de serviço, Samuel Fuller aborda o racismo a partir de um cachorro treinado para perseguir negros e de um treinador negro que decide descondicioná-lo. A grandeza do filme vem em boa parte da absoluta secura no tratamento: nenhuma glamourização, nenhum recuo no tratamento de uma questão grave. Não por acaso, o filme nem foi lançado nos Estados Unidos. Não por acaso, ele soa cada dia mais precioso.


É Proibido Fumar
Brasil, 2009. Direção: Anna Muylaert. Com: Glória Pires, Paulo Miklos e Alessandra Colassanti. 16 anos.
Uma professora de violão esquece os vários problemas que preenchem sua vida quando conhece e começa a namorar um vizinho. Mas, por ali, também aparece a ex-mulher do vizinho, em quem ela vê uma perua antipática. A partir dessa quase não história Anna Muylaert fez, em 2009, um filme que já contém e já antevê o retrocesso civilizacional mais explícito em que vivemos hoje. A notar que uma das virtudes da plataforma da Amazon é a aceitável oferta e a razoável variedade dos filmes brasileiros.
Leia a crítica.​

A atriz Glória Pires em cena do filme 'É Proibido Fumar', com direção de Anna Muylaert - Sergio Alberti/Folhapress

Fogo Contra Fogo
EUA, 1995. Direção: Michael Mann. Com: Al Pacino, Robert De Niro e Val Kilmer. 14 anos.
Como fazer um filme perfeitamente moderno com personagens, trama e direção clássicas? Essa parece ser a questão essencial que moveu Michael Mann ao encenar esse filme do tipo polícia e ladrão. A polícia, no caso, é Al Pacino. O líder de um grupo de ladrões de bancos é De Niro. O confronto é a única coisa que parece dar sentido a suas vidas. Assim como De Niro planeja seus roubos milimetricamente, Mann leva seu filme de 1995 da mesma maneira, com cenas todo o tempo precisas, irretocáveis, de tirar o fôlego.


Halloween
EUA, 1978. Direção: John Carpenter. Com: Donald Pleasence, Jamie Lee Curtis, Tony Moran. 16 anos.
Basta ver os primeiros minutos de “Halloween - A Noite do Terror” para perceber que não estamos diante de um filme trivial. O plano de John Carpenter, com a casa vista do exterior, o casal que chega, o menino que sai da casa coberto de sangue e com uma faca na mão após matar a irmã, é a imagem alucinante do inesperado da vida. Anos depois, essa criança voltará chamada de “A Coisa” pelo seu psiquiatra. É o menino do outro mundo que vem assombrar a adolescência, a sexualidade e a beleza —leia-se Jamie Lee Curtis.


O Homem do Oeste
EUA, 1958. Direção: Anthony Mann. Com: Gary Cooper, Julie London e Lee J. Cobb. 12 anos.
Um dos aspectos da renovação que Anthony Mann promoveu no faroeste foi a mudança do paradigma entre bom e mau, que caracteriza o período clássico do gênero. Em seus filmes, todo homem é habitado pelo bem e pelo mal, pode estar em um lado ou em outro, dependendo de circunstâncias por vezes maiores que ele. Aqui, Gary Cooper é um ex-bandido que busca se integrar à comunidade, mas enfrentará adversidades fortes.


Los Angeles: Cidade Proibida
EUA, 1997. Direção: Curtis Hanson. Com: Kevin Spacey, Russell Crowe e Guy Pearce. 18 anos.
O filme traz, ao mesmo tempo, Hollywood, o crime, o combate ao crime, a política e a corrupção policial. O longa de Curtis Hanson oferece um quadro claro de uma situação extremamente complexa e trágica na Los Angeles dos anos 1940 e 1950. Um sentido forte de atmosfera e atuações extraordinárias de Russel Crowe, Kim Basinger, e Kevin Spacey. E ainda Guy Pearce, David Strathairn, Danny de Vito, James Cronwell... Não dá para passar batido.

Cena de "Los Angeles, Cidade Proibida"
Cena de "Los Angeles, Cidade Proibida" - Divulgação

Piranha
EUA, 1978. Direção: Joe Dante. Com: Bradford Dillman, Heather Menzies-Urich e Kevin McCarthy.
A estreia de Joe Dante na direção foi vista por muitos como mera imitação de “Tubarão”, de Steven Spielberg —que, por sinal, também está no site da Amazon. Mas é uma maneira um pouco simplista de ver as coisas. Basta olhar a primeira sequência, a mão que fica presa numa borda de piscina, para perceber o talento envolvido nesta produção de Roger Corman. Horror provocativo, claramente antimilitarista e feito pouco após a saída dos americanos do Vietnã, mas não desprovido de humor.


Soldados do Araguaia
Brasil, 2017. Direção: Belisário Franca.
Durante a campanha do Exército brasileiro contra os militantes do PC do B, nos anos 1970, alguns indígenas são convidados a colaborar como guias, queiram ou não, na perseguição aos guerrilheiros. Neste filme de 2017, alguns deles relatam não apenas a coação que sofreram, como fatos indecentes (para dizer o mínimo) que testemunharam. O documentário de Belisário França é um dos mais importantes feitos no Brasil nos últimos dez anos.
Leia a crítica.

Cena do filme 'Soldados do Araguaia'
Cena do filme 'Soldados do Araguaia' - Divulgação

Três Amigos!
EUA, 1986. Direção: John Landis. Com: Steve Martin, Chevy Chase e Martin Short. 12 anos.
John Landis não fez aqui apenas uma comédia de faroeste nem uma paródia de “Os Sete Samurais”. Estamos, sim, em uma cidade dominada por bandidos que extorquem os pobres do lugar. Eles apelam para os tais três amigos, uma trupe de atores heroicos no cinema. Meio por engano, eles acabam no local, pensando que vão fazer um show, mas têm de enfrentar bandidos de verdade. Steve Martin, Chevy Chase e Martin Short são os três heróis de cinema que têm de ser heroicos na vida real. Na história, o cinema e a realidade, um implica o outro, um provoca o outro todo o tempo.


O Último Pistoleiro
EUA, 1976. Direção: Don Siegel. Com: John Wayne, Lauren Bacall e James Stewart. 12 anos.
Um John Wayne com câncer chega a uma cidadezinha para morrer, e seu médico é interpretado por James Stewart. Lá encontra Lauren Bacall e bastante ação. Um velho oeste que chega ao fim, passa-se já no século 20, em que Don Siegel reencontra, no crepúsculo, a atmosfera de um gênero agonizante.

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ISABELLA MENON


Borat: Fita de Cinema Seguinte
EUA/Reino Unido, 2020. Direção: Jason Woliner. Com: Sacha Baron Cohen, Maria Bakalova e Tom Hanks.
A continuação da comédia protagonizada por Sacha Baron Cohen é a definição de “cringy” ou vergonha alheia, como a cena que dominou as redes sociais —nela, Rudy Giuliani, advogado de Donald Trump e ex-prefeito de Nova York, é seduzido pela atriz que interpreta Tutar, a filha de Borat. O longa faz rir em inúmeros momentos, sobretudo quando tira sarro dos republicanos, mas também em cenas em que eleva o machismo, o racismo e a islamofobia a graus que beiram o insuportável.
Leia a crítica.


A Chegada
Canadá/EUA, 2016. Direção: Denis Villeneuve. Com: Amy Adams, Jeremy Renner e Forest Whitaker. 10 anos.
A interação de alienígenas e humanos tem como um obstáculo a linguagem —questão muitas vezes postas de lado em filmes sobre criaturas extraterrestres. Aqui, a linguista Louise Banks, interpretada por Amy Adams, tenta traduzir a língua dos visitantes e descobrir se eles vêm em paz ou representam uma ameaça.


O Escândalo
EUA, 2019. Direção: Jay Roach. Com: Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie. 14 anos.
Baseado em fatos reais, o filme conta com um elenco de primeira linha para recontar os casos de assédio sexual na Fox News americana. Tudo começa com a primeira acusação da apresentadora Gretchen Carlson contra Roger Ailes, criador e CEO da empresa de mídia. Até que a denúncia de Carlson puxa uma fila de muitas outras.
Leia a crítica.


A Incrível História de Adaline
Canadá/EUA, 2015. Direção: Lee Toland Krieger. Com: Blake Lively, Michiel Huisman e Harrison Ford.
E se você vivesse numa eterna juventude? Esse é o drama da vida de Adaline, interpretada por Blake Lively. É uma boa pedida para se emocionar com a história doce da protagonista, que enfrenta desde problemas com agentes da lei a situações românticas que, no seu caso, parecem impossíveis.


Infiltrado na Klan
EUA, 2018. Direção: Spike Lee. Com: John David Washington, Adam Driver e Laura Harrier.
Na trama, baseada em fatos reais, um policial negro nos Estados Unidos dos anos 1970 consegue se infiltrar na Ku Klux Klan. Com a ajuda de um colega judeu, tenta descobrir os planos da organização racista. Do mesmo diretor de "Faça a Coisa Certa" (1989), o longa venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado.
Leia a crítica.


Juno
EUA, 2007. Direção: Jason Reitman. Com: Ellen Page, Michael Cera e Jennifer Garner. 10 anos.
Na história plausível e sem grande produção, o longa de Jason Reitman acompanha uma garota que engravida aos 16 anos, após uma transa bem ocasional com o amigo. Por isso, ela procura um casal para criar seu filho. O longa venceu o Oscar de melhor roteiro original em 2008.


O Lado Bom da Vida
EUA, 2012. Direção: David O. Russell. Com: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro. 12 anos.
Pode parecer mais uma comédia romântica, mas o filme, que rendeu o Oscar de melhor atriz a Jennifer Lawrence em 2013, tem como mocinho um maníaco-depressivo —e a mocinha é uma ninfomaníaca.
Leia a crítica.


Anos 90
EUA, 2018. Direção: Jonah Hill. Com: Sunny Suljic, Katherine Waterston e Lucas Hedge. 16 anos.
Quem foi criança nos anos 1990 pode sentir uma certa nostalgia com o filme. O longa de Jonah Hill acompanha Stevie, um garoto de 13 anos que vive em Los Angeles e divide o verão entre a sua dramática vida familiar, com problemas com a mãe e o irmão, e o novo grupo de amigos que faz numa loja de skate —com eles, o garoto aprende sobre classe, privilégio e racismo. O filme pode ser encontrado na plataforma com o título original, "Mid 90's".
Leia a crítica.​


O Preço da Verdade
EUA, 2019. Direção: Todd Haynes. Com: Mark Ruffalo, Anne Hathaway e Tim Robbins. 14 anos.
Também baseado em uma história real, a produção acompanha o processo milionário contra um gigante da indústria química que utiliza uma substância cancerígena presente no teflon. A trama escancara a obsessão do advogado, interpretado por Mark Ruffalo, que não desiste da causa e vê o processo envolver toda a sua família e a sua saúde.
Leia a crítica.


A Vida em Si
Espanha/EUA, 2018. Direção: Dan Fogelman. Com: Oscar Isaac, Olivia Wilde Annette Bening.
Do criador de “This Is Us”, este é um daqueles filmes que é recomendado dar play com um pacote de lencinhos ao lado. O longa é uma coletânea de histórias que falam sobre amor e perda em diferentes épocas e locais —todas conectadas por um único evento.

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LEONARDO SANCHEZ

Bastardos Inglórios
EUA, Alemanha, 2009. Direção: Quentin Tarantino. Com: Brad Pitt, Mélanie Laurent e Christoph Waltz.
Parece clichê sugerir este que é uma das melhores obras de Quentin Tarantino. Mas não custa reforçar a indicação —quem ainda não viu, deveria ver. Ambientado na Segunda Guerra Mundial, o filme põe seus personagens no centro de um plano para assassinar líderes nazistas na França ocupada. Tudo embalado por uma excelente trilha sonora.
Leia a crítica.


E.T. - O Extraterreste
EUA, 1982. Direção: Steven Spielberg. Com: Henry Thomas, Drew Barrymore e Peter Coyote. Livre.
Muita gente já viu, mas este clássico de Steven Spielberg é o tipo de filme que diverte e aquece a alma sempre que apertamos o play. É uma boa pedida para assistir com os pequenos e fugir dos desenhos animados. Apesar de ser de 1982, a história continua encantadora e atemporal.

Cena de "E.T. - O Extraterrestre"
Cena de "E.T. - O Extraterrestre" - Divulgação

Entre Facas e Segredos
EUA, 2019. Direção: Rian Johnson. Com: Daniel Craig, Chris Evans e Jamie Lee Curtis.
Lançado nos cinemas no ano passado, o filme de Rian Johnson traz um elenco de ponta, encabeçado por Daniel Craig e Ana de Armas, mas também conta com Chris Evans, Christopher Plummer, Jamie Lee Curtis e Toni Collette​. A trama mistura comédia e drama para acompanhar a investigação de um assassinato e tem ótimas sacadas.
Leia a crítica.


A Escolha Perfeita
EUA, 2012. Direção: Jason Moore. Com: Anna Kendrick, Brittany Snow e Rebel Wilson. 12 anos.
​Se a ideia é ver algo leve, o musical é uma boa escolha. Bobinho e despretensioso, o filme apresenta ao público um grupo de universitárias que formam uma equipe de canto às vésperas de uma importante competição. Anna Kendrick comanda o elenco com muita graça, enquanto Rebel Wilson não precisa se esforçar para arrancar risadas.
Leia a crítica.


O Fantástico Sr. Raposo
EUA/Reino Unido, 2009. Direção: Wes Anderson. Com: George Clooney, Meryl Streep e Bill Murray. 10 anos.
O clássico infantojuvenil de Roald Dahl tem uma versão cinematográfica excêntrica e que é diversão garantida. Dirigida por Wes Anderson, a colorida animação em stop-motion fala sobre uma família de raposas que entra em guerra com um grupo de fazendeiros.
Leia crítica.


Os Miseráveis
EUA/Reino Unido, 2012. Direção: Tom Hooper. Com: Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway. 14 anos. Este não é um filme para qualquer um. Não basta ser fã de musicais —é preciso ter paciência para acompanhar duas horas e meia de cantoria quase ininterrupta, envolta em excessos e muito melodrama. Mas são justamente essas as características que tornam a França revolucionária criada por Tom Hooper, com base no bem-sucedido espetáculo inspirado no livro de Victor Hugo, tão impactante.


Amantes Eternos
Alemanha/Grécia/França/Reino Unido, 2013. Direção: Jim Jarmusch. Com: Tom Hiddleston, Tilda Swinton e Mia Wasikowska.
Esqueça tudo o que você já viu em filmes de vampiros. Aqui, as tramas de terror dão lugar a uma profunda reflexão ancorada na imortalidade dos chupadores de sangue. Tilda Swinton e Tom Hiddleston protagonizam um romance que data de séculos e mostram como seria viver civilizadamente se você precisasse de plasma humano. O filme também é achado na plataforma com o título em inglês, "Only Lovers Left Alive".
Leia a crítica.


Uma Mulher Fantástica
Chile/Alemanha/Espanha/EUA, 2017. Direção: Sebastián Lelio. Com: Daniela Vega, Francisco Reyes e Luis Gnecco.
No filme, que fala sobre a experiência de mulheres trans e que venceu o Oscar de filme estrangeiro para o Chile, Sebastián Lelio acompanha uma jovem que trabalha como garçonete e, à noite, canta em uma boate. Quando seu namorado morre, ela precisa lidar com a dor ao mesmo tempo em que é castigada pelo preconceito da família do morto.
Leia a crítica.

Em 'Uma Mulher Fantástica', a chilena Daniela Vega é uma cantora que tem de lidar com a morte do companheiro e enfrentar preconceito e desconfiança - Divulgação

As Vantagens de Ser Invisível
EUA, 2009. Direção: Stephen Chbosky. Com: Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller. 14 anos.
Muita gente pode torcer o nariz achando que o filme é só mais um drama adolescente. Mas esta adaptação do livro homônimo de Stephen Chbosky, que também faz a direção, traz temas pesados e costurados por uma doce trama sobre os desafios de crescer. É certamente o melhor trabalho de Emma Watson e Logan Lerman fora das franquias “Harry Potter” e “Percy Jackson”.
Leia a crítica.


A Vastidão da Noite
EUA, 2019. Direção: Andrew Patterson. Com: Sierra McCormick, Jake Horowitz e Gail Cronauer. 14 anos.
O filme original da Amazon é simples. Apesar de ser uma ficção científica sobre alienígenas, há poucos efeitos especiais ou bizarrices acontecendo em cena. O que faz a trama avançar são as conversas dos protagonistas, dois jovens de uma cidadezinha americana nos anos 1950 que, certa noite, descobrem um áudio estranho numa frequência de rádio.

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TETÉ RIBEIRO

Amnésia
EUA, 2000. Direção: Christopher Nolan. Com: Guy Pearce, Carrie-Anne Moss e Joe Pantoliano. 16 anos.
Roteiro e direção brilhantes nesse suspense de cronologia reversa dirigido por Christopher Nolan em 2000, bem antes de ele reviver a franquia do Batman. Na trama, um homem sem memória recente tenta desvendar o assassinato da mulher.
Leia a crítica.


Amores Perros
México, 2000. Direção: Alejandro G. Iñárritu. Com: Emilio Echevarría, Gael García Bernal e Goya Toledo. 16 anos.
Antes de ganhar dois Oscar seguidos por “Birdman” e “The Revenant”, o mexicano Alejandro Iñarritu entrou no radar de Hollywood com este longa-metragem violento, em que um acidente de trânsito entrelaça três tristes histórias de amor.


Bagdad Café
Alemanha, 1987. Direção: Percy Adlon. Com: Marianne Sägebrecht, CCH Pounder e Jack Palance. Livre.
Um clássico do circuito cult da segunda metade dos anos 1980, que revelou para muitos o diretor Percy Adler e a atriz Marianne Sagebrecht, ambos alemães. A música-tema é inesquecível.


Blue Jasmine
EUA, 2013. Direção: Woody Allen. Com: Cate Blanchett, Alec Baldwin e Peter Sarsgaard. 12 anos.
Um Woody Allen menos óbvio —a Amazon traz também "Para Roma, Com Amor" e "Meia-noite em Paris". Na trama, destaca-se a atuação impecável de Cate Blanchett, cuja personagem vai ficando cada vez mais alienada do mundo e embriagada depois de perder tudo num golpe do marido.
Leia a crítica.


A Bruxa de Blair
EUA, 1999. Direção: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. Com: Heather Donahue, Michael C. Williams e Joshua Leonard. 12 anos.
É o título que redefiniu o que é uma produção de baixo orçamento e um filme de terror, criando um subgênero a partir dele. Mais de duas décadas depois, continua tão impactante quanto em 1999.


Cidade de Deus
Brasil, 2002. Direção: Fernando Meirelles e Kátia Lund. Com: Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino e Matheus Nachtergaele. 18 anos.
Se "Pixote" mostrou ao mundo o cinema brasileiro dos anos 1980, e "Central do Brasil" apresentou o dos anos 1990, "Cidade de Deus" é o Brasil nas telas do começo do século atual, com sua visão realista e nada romantizada da vida numa comunidade do Rio de Janeiro.

Douglas Silva como Dadinho em 'Cidade de Deus', filme de 2002 de Fernando Meirelles e Kátia Lund
Douglas Silva como Dadinho em 'Cidade de Deus', filme de 2002 de Fernando Meirelles e Kátia Lund - Divulgação

Desejo e Reparação
EUA/França/Reino Unido, 2007. Direção: Joe Wright. Com: Keira Knightley, James McAvoy e Brenda Blethyn. 14 anos.
O escritor Philip Roth dizia que nunca viu uma adaptação que prestasse de seus livros. Seu colega Ian McEwan teve mais sorte: este filme faz jus ao ótimo livro sobre a disputa de duas irmãs (Keira Knightley e Saoirse Ronan) pelo mesmo homem (James McAvoy), que acaba acusado injustamente de abuso sexual.


The Machinist
Espanha/EUA/França/Reino Unido 2004. Direção: Brad Anderson. Com: Christian Bale, Jennifer Jason Leigh e Aitana Sánchez-Gijón.
Uma joia pouco conhecida e pouco vista de Brad Anderson —de "Fractured", disponível na Netflix—, em que o principal é a atuação impressionante de Christian Bale, o maquinista do título que deixa de comer e de dormir. O ator, habitualmente magro, perdeu 28 quilos adicionais para o papel.


O Poderoso Chefão 1, 2 e 3
​EUA, 1972, 1974 e 1990. Direção: Francis Ford Coppola. Com: Marlon Brando, Al Pacino e James Caan; Al Pacino, Robert Duvall e Robert De Niro; Al Pacino, Diane Keaton e Talia Shire.14 anos.
A Amazon tem a trilogia mais influente da história do cinema, de Francis Ford Coppola. Os dois primeiros são evidentemente superiores. O meu preferido é o segundo.
Leia a crítica.


Réquiem para um Sonho
EUA, 2000. Direção: Darren Aronofsky. Com: Ellen Burstyn, Jared Leto e Jennifer Connelly. 18 anos.
Difícil escolher a cena mais impactante do filme que pôs Darren Aronofsky no radar de Hollywood e que completa 20 anos neste ano: Jenniffer Connelly numa inimaginável cena de suruba? Marlon Wayans perdendo um membro? A espiral infernal de Ellen Burstyn? Se ainda não viu, não perca.
Leia a crítica.

mulher e homem deitados de costas em cima de mesa cheia de papéis
Cena do filme Requiém para um sonho, com Jared Leto e Jennifer Connelly - Reprodução

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