Descrição de chapéu cinema
Cinema

Salas especiais de cinema resistem ao tempo com mostras e filmes fora do circuito comercial

Espaços têm público fiel e oferecem atividades como debates e cursos

Mulher sentada em uma poltrona da sala Matilha Cultural segura seu cãozinho
Cachorro participa de sessão na sala Matilha Cultural, na República - Adriano Vizoni/Folhapress
Nathalia Durval Priscila Camazano
São Paulo

Ainda é possível ir ao cinema e escapar de filmes de super-heróis e refilmagens. Dá para ver, ou rever, clássicos e assistir a um longa em película, formato que rareia nos últimos anos.  

As salas especiais resistem aos blockbusters, promovendo mostras e, muitas vezes, em horários de funcionamento mais restritos que os do resto do circuito. 

Muitas dessas salas existem há mais de 30 anos, ficam dentro de centros culturais ou museus, possuem público fiel e oferecem outras atividades, como debates e cursos. O CineSesc se destaca por ter um bar dentro da sala, a Cinemateca e o Cine Segall, pelos jardins, e a Matilha, por permitir acesso aos cachorros. Elas também têm ingressos a valores mais acessíveis que os das grandes redes, além de sessões gratuitas. 

Ainda assim, pesquisa Datafolha feita em janeiro mostra que 82% dos entrevistados não conhecem ou não lembram um cineclube e que 32% dizem desconhecer espaços com programação alternativa em São Paulo.

O Guia visitou dez salas e conversou com projecionistas, curadores e diretores para mostrar seus principais atrativos e algumas curiosidades que fazem delas tão especiais.

Conheça também cineclubes que têm sessões temáticas e encontros frequentes.

 


Conheça as diferentes projeções  

 Analógica
São feitas com as tradicionais películas. Elas se diferenciam pela largura, medida em milímetros. Existem diversos tamanhos, entre eles 8 mm (antes usado para filmagens caseiras), 16 mm, 35 mm —mais comum— e 70 mm, que não vingou pelo alto custo. Esses filmes chegam nos cinemas em rolos dentro de latas numeradas, na ordem que devem ser exibidos. Cabe aos projecionistas colar as pontas dos rolos para cada exibição 

 Digital
Com a digitalização dos filmes, o formato DCP (Digital Cinema Package) despontou à frente do analógico na indústria de distribuição cinematográfica. Ele é um arquivo de computador que segue as normas da DCI (Digital Cinema Initiatives) —empresa independente formada por sete grandes estúdios. E tem dois tipos de resolução, o 2K e o 4K (com 2 ou 4 mil pixels de definição, respectivamente)

SALAS ESPECIAIS

CCBB 
Inaugurada em 2001, a sala tem apenas 70 lugares. O espaço do Centro Cultural Banco do Brasil, próximo à praça da Sé, é um dos poucos que ainda resistem à digitalização e mantêm seus projetores de películas 35 e 16 mm. O barulhinho característico do equipamento é motivo de orgulho para os projecionistas Antonio Carlos dos Santos, 55, e Moacir Rodrigues dos Santos, 43, que trabalham ali há 11 e cinco anos, respectivamente. Eles também se orgulham do tratamento dispensado ao material da película, que chega a eles em rolos. Muitas delas, por serem de acervos, precisam de revisões e consertos. Eles montam os filmes, juntando as pontas finais e iniciais dos rolos, em uma pequena mesa de apoio na sala de projeção. Os filmes exibidos pertencem a mostras e festivais escolhidos por meio de editais, que abrem inscrições duas vezes por ano. Assim, é possível conhecer desde a obra de cineastas contemporâneos menos conhecidos, como o ganês-britânico John Akomfrah, até a dos que marcaram a história do cinema, como Fritz Lang e Bernardo Bertolucci. E, na saída, ou antes de entrar, aproveitar o centro cultural para ver uma exposição ou tomar um café ao ar livre.
R. Álvares Penteado, 112, Centro, região central, tel. 3113-3651. R$ 10. culturabancodobrasil.com.br.  
Cinema: 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Programa de Curtas 1, qui.: 15h. Programa de Curtas 2, qui.: 17h. Programa de Curtas 3, qui.: 19h. 70 lugares.

 

CCSP
As duas salas de cinema do Centro Cultural São Paulo, gerido pela prefeitura e aberto em 1982, integram desde 2016 o Circuito SPCine, que exibe filmes que estão em cartaz nas salas comerciais gratuitamente ou por preços bem camaradas. Ali, o ingresso custa R$ 4. Bem como no Olido (leia abaixo), ao comprar uma entrada pelo valor cheio, ganha-se um vale meia para o próximo filme; assim, para os que não têm direito ao ingresso meia-entrada, a cada duas visitas, uma sempre sai por R$ 2. O centro cultural na avenida Vergueiro é frequentado por muitos jovens, sobretudo aos finais de semana, quando ocupam as áreas amplas do local ensaiando passos de dança. Mas as salas de cinema têm público bastante variado, de aposentados habitués a adolescentes secundaristas descobrindo esse espaço da cidade que oferece, ainda, a segunda maior biblioteca paulistana, área gramada e ensolarada, perfeita para piqueniques, e programação que contempla música, teatro, dança e artes visuais. Nesta semana, a sala Lima Barreto exibe filmes de uma mostra inspirada no turbulento ano de 1968, com destaque para “Faces”, de John Cassavetes, e “A Chinesa”, de Godard. Já a sala Paulo Emilio (pesquisador de cinema que também dá nome ao Cinusp) tem dois longas em cartaz no circuito.
R. Vergueiro, 1.000, Liberdade, região central, tel. 3397-4002. R$ 2 e R$ 4 (Explosão 68: grátis). centrocultural.sp.gov.br.
Spcine Lima Barreto: Explosão 68. Sympathy for the Devil, sáb.: 20h. Dom.: 15h. O Formidável, sáb.: 15h. Faces, sáb.: 17h. A Chinesa, sex.: 19h30. Dom.: 19h15. O Bandido da Luz Vermelha, sex. e dom.: 17h. 99 lugares.
Spcine Paulo Emílio: Réquiem Para Sra. J, leg., sex., dom., ter. e qua.: 16h e 20h. Sáb.: 19h30. Quase Memória, sex., dom., ter. e qua.: 18h. Sáb.: 15h. 99 lugares.

Cinemateca
Preservar e mostrar ao público o cinema brasileiro é a missão da Cinemateca, instituição pública com 72 anos que ocupa um antigo matadouro na Vila Clementino. Responsável por um dos maiores acervos cinematográficos da América Latina, possui cerca de 40 mil títulos. O espaço tem duas salas de cinema —em uma delas, a luz que vem da área externa, arborizada, é encoberta momentos antes da sessão começar por cortinas que descem do teto— e uma tela de exibição ao ar livre. Com exibições gratuitas de quinta-feira a domingo, a programação é dedicada a filmes nacionais e a mostras internacionais. Os visitantes podem ainda curtir o espaço verde do local, com um jardim que possui bancos e mesas, perfeitos para piqueniques ou só um descanso. Além disso, há uma biblioteca com livros, roteiros, cartazes e revistas de cinema disponíveis para consulta no local. Entre as raridades dali está o roteiro original de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), com anotações do diretor Glauber Rocha. Além disso, há uma videoteca com filmes em VHS e DVD que podem ser assistidos ali. 
Lgo. Sen. Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, região sul, tel. 3512-6111. Grátis. cinemateca.gov.br.  
Sala BNDES: Ciclo Cinema e Psicanálise 2018. Ela, qua.: 19h. O Cinema do Tunisiano Nacer Khémir. Procurando por Muhyiddin, sáb.: 18h. Sherazade ou A Palavra Contra a Morte, sex.: 21h. Masterclass Nacer Khémir, dom.: 20h. Andarilhos do Deserto, dom.: 16h. Baba Aziz, o Príncipe que Contemplou Sua Alma, sex.: 19h. Areias Sussurrantes, sáb.: 21h. Dom.: 18h. 210 lugares.

 

"Parece até mentira, mas quando exibimos ‘Ratatouille’ um rato cruzou o palco na frente da tela, parou no meio e depois saiu" 
Célio Franceschet, 36, curador do Cine Segall

Cine Segall
É na antiga casa do pintor Lasar Segall (1889-1957), na Vila Mariana, uma construção modernista hoje transformada em museu, que fica esta sala de cinema. Inaugurada em 1973, começou suas atividades exibindo filmes que contestavam o regime militar, segundo o diretor do espaço, Giancarlo Hannud. Ali, são projetados longas que ficaram pouco tempo em cartaz ou que estiveram em poucas salas do circuito comercial, como “Os Fantasmas de Ismael”, que começou nesta semana sua temporada na sala de 95 lugares. O público fiel preza por algumas das características do local: a pontualidade das sessões, o fato de a sala não exibir trailers e a ausência de pipoca. Nem por isso há de se passar fome, a cafeteria do museu está sempre aberta antes e depois das exibições, quando dá para apreciar o jardim, ocupado por banquinhos e esculturas do artista nascido na Lituânia e que se mudou para o Brasil nos anos 1930. 
R. Berta, 111, Vila Mariana, região sul, s/ tel. R$ 10 e R$ 20. Sala única: O Insulto, leg., sex. a seg. e qua.: 16h50. Os Fantasmas de Ismael, leg., sex. a seg. e qua.: 19h. 95 lugares.

 

CineSesc
Queridinho entre os cinéfilos, eleito oito vezes a melhor sala especial na avaliação de cinemas promovida anualmente pelo Guia, o CineSesc possui vasta programação, a preços que variam de R$ 20 (aos finais de semana) a grátis (em algumas mostras e exibições especiais). Funcionando desde 1979 na rua Augusta, disponibiliza os jornais do dia para leitura, tem um café e poltronas na área de espera e um bar dentro da sala —isso mesmo, dá para assistir aos filmes tomando uma taça de vinho ou um café sentado à mesa. O local oferece ainda cursos voltados à área de cinema e promove, mensalmente, o Cinema da Vela, que reúne diretores e críticos para um bate-papo. Há sessões especiais com legendas que detalha sons, além das falas, para surdos e áudio descrição para cegos. As crianças podem curtir, aos domingos, o Cineclubinho, uma sessão acompanhada de oficinas e brincadeiras. Tem ainda a Sessão 35 mm,
que exibe um filme no formato analógico. Hoje projecionista do cinema, Valmir Barbosa, 52, começou como letreiro —colocava as letras no painel externo que anunciava a programação— e bilheteiro no local, em 1995. O conhecido festival Sesc Melhores Filmes reúne anualmente os longas escolhidos pela crítica e pelo público. Criado em 1974, foi o primeiro festival de cinema da cidade e já está na sua 44ª edição.
R. Augusta, 2.075, Cerqueira César, região oeste, tel. 3087-0500. R$ 3,50 a R$ 20 (13 Andares, Close e Cineclubinho: grátis). sescsp.org.br.  a d w
Sala única: O Processo, sex. a ter.: 18h30. Para Ter Onde Ir, sex. a qua.: 16h30. Close, qua.: 20h. A Câmera de Claire, leg., sex. a dom., ter. e qua.: 15h e 21h. Seg.: 15h. 13 Andares, seg.: 21h. 273 lugares.

 

Cinusp Paulo Emílio 
Inaugurada em 1993, a sala leva o nome do professor, crítico e escritor Paulo Emílio Sales Gomes (1916-1977), que em 1967 ajudou a implantar o curso de cinema na USP. Ali, as duas sessões diárias são gratuitas e abertas ao público. Na programação, há mostras e até maratonas, como foi a “Doces Vampiros”, que exibiu durante a madrugada filmes de terror na Sexta-feira 13 de abril. Algumas sessões são seguidas ou antecedidas de debates e bate-papos, e o público, como a sala fica dentro da Cidade Universitária, no Butantã, costuma ser majoritariamente de estudantes. Atualmente a sala usa mais o projetor digital, mas mantém o analógico de 35 mm guardado. Fransueldes de Abreu, 40, que trabalha ali há 12 anos como projecionista, recorda uma história inusitada: “Uma vez estávamos exibindo ‘Super Nada’ (2012), do Rubens Rewald. Os rolos vieram com a numeração trocada dentro das latas e o filme passou fora de ordem. O diretor estava presente e, depois do debate, veio me agradecer porque achou que a montagem ficou melhor do que a original. Só que não fui eu que fiz a troca, os rolos vieram com a numeração errada, mas ele gostou e aprovou a nova montagem”.
R. do Anfiteatro, 181, Colmeia, favo 4, Butantã, região oeste, tel. 2894-5781. Grátis. usp.br/cinusp. 
Sala única: Cinema e Antropologia. Pássaros Mortos + Os Mestres Loucos, seg.: 16h. Santo Forte, seg.: 19h. Sweetgrass, sex.: 16h. Nanook, o Esquimó, ter.: 16h. Come Back, Africa, sex.: 19h. Babilônia 2000, qua.: 19h. Baraka, ter.: 19h. Araya, qua.: 16h. 100 lugares.

IMS 
O projeto da unidade paulistana do Instituto Moreira Salles, inaugurada no segundo semestre de 2017 na avenida Paulista, tinha como uma das prioridades um cine-teatro. A programação mescla filmes do circuito comercial, títulos cultuados e raros e frequentes mostras e sessões-debate, misturando exibições de cópias digitais e em película. Entre os curadores, está o cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, de “Aquarius” (2016) e “O Som ao Redor” (2012). Uma revista com o programa mensal é distribuída ao público com textos de críticos de cinema e sinopses que contextualizam os filmes. O espaço cultural, que acomoda ainda um restaurante e um café de Rodrigo Oliveira (Mocotó), biblioteca e espaço de pesquisa dedicados à fotografia, uma livraria e espaços expositivos, tem uma das salas de projeção mais bem equipadas da cidade, com projetores em DCP, dois em 35 mm e, hoje raridade, um projetor de 16 mm. O projecionista do lugar, Miciano Manoel da Silva, 51, trabalha com cinema há 30 anos e divide a sala com Ana Clara Costa, 32. As exibições acontecem de terça a domingo —em até quatro sessões por dia—, com ingressos que variam de R$ 8 a R$ 20. Seguem em cartaz filmes escolhidos por Ismail Xavier, um dos mais importantes estudiosos de cinema do país, que escolheu títulos como “Memórias do Subdesenvolvimento” (1968). Na quarta (30), será projetada a ópera “Carmen”, filmada na França em 2017.
Av. Paulista, 2.424, Bela Vista, região central, tel. 2842-9120. R$ 8 a R$ 26 (Canal Thomas Farkas: grátis). ims.com.br.  
Cineteatro: O Processo, sex., ter. e qua.: 14h e 16h40. No Intenso Agora, ter.: 19h30. Canal Thomas Farkas. Hermeto Campeão + Beste + Vitalino Lampião, dom.: 14h. Carta Branca - Ismail Xavier. Hiroshima, Meu Amor, sex.: 22h. Memórias do Subdesenvolvimento, dom.: 18h. O Eclipse, sex.: 19h30. O Casamento de Maria Braun, sáb.: 21h. Duas ou Três Coisas que Eu Sei Dela, dom.: 20h. O Anjo Exterminador, sáb.: 18h30. Ópera na Tela. Carmem, qua.: 20h. 145 lugares.

 

Matilha Cultural 
O seu cachorro de estimação já foi ao cinema? A entrada dele é permitida (e incentivada) na sala  da Matilha Cultural, em todas as sessões. O espaço cultural no centro exibe gratuitamente filmes de quinta a sábado, às 17h e às 19h. Na programação estão títulos do circuito comercial e documentários, com especial atenção aos que não chegam às grandes salas. Geralmente cedidos por parceria com produtoras, os filmes aguardam de duas a quatro semanas após a estreia para poderem ser exibidos de forma gratuita. O espaço aberto em 2009 também organiza mostras próprias, recebe alguns festivais e promove sessões com debates, além de exposições, feiras de adoção de cachorros e palestras. Antes das sessões, o público pode comer salgados veganos e sucos naturais na lanchonete, dar um tempo no jardim a céu aberto ou conversar com Luiz Fernando Carneiro, 67, o Sabão, projecionista do local há cinco anos, mas que acumulou histórias trabalhando na Cinelândia Paulista, em cinemas de shoppings e na Cinemateca.
R. Rego Freitas, 542, República, região central, tel. 3256-2636. Grátis. matilhacultural.com.
Cinema: Em Pedaços, sex.: 19h e sáb.: 20h. 68 lugares.

 

"Quando não tinha público, eu convidava as pessoas na rua. Porque eu não ia passar filme para as cadeiras, era uma trabalheira montá-los"
Wilson Guedes, 51, projecionista do MIS

MIS
Foi em 1975 que o Museu da Imagem e do Som estabeleceu suas atividades no Jardim Europa. Atualmente, duas salas de projeção, um auditório com 172 lugares, e outro menor, com 66 cadeiras, estão à disposição do público. A sala maior tem um projetor de 35 mm de 1949, adquirido em 2008. A curadoria do que é exibido ali é realizada por uma equipe da instituição, vizinha do Museu Brasileiro da Escultura, e abarca também mostras e festivais. Há sessões fixas, como a Cinematographo, na qual, uma vez por mês, um músico executa ao vivo a trilha sonora  de um filme, e a maratona de filmes de terror, que acontece toda Sexta-feira 13 a partir das 23h. Dedicado ao audiovisual, o espaço tem mostras de fotografias —atualmente, há imagens de José Oiticica Filho, Sandro Miller e Walter Carvalho—, uma livraria com café, além de organizar megaexposições, como as que foram dedicadas a François Truffaut ou Stanley Kubrick. Para novembro, o tema será quadrinhos.
Av. Europa, 158, Jardim Europa, região oeste, tel. 2117-4777. Grátis. Retirar ingr. uma hora antes. mis-sp.org.br.
Auditório MIS: Maratona infantil. UP! Nas Alturas, dom.: 13h. 172 lugares. 

 


SPCine Cine Olido
Parte do circuito de cinemas que marcou a história do centro de São Paulo nos anos 1960, o Olido foi aberto em 1957 e funcionou até 2001. As largas escadarias que levam à espaçosa sala, de 236 poltronas de madeira, não deixam o público esquecer essa parte de seu passado. A partir de 2004, passou a fazer parte do espaço cultural da galeria Olido, quando exibia mostras e retrospectivas de cineastas consagrados, e, desde 2016, integra o circuito SPCine, com programação de terça a domingo de sessões a R$4. A grade exibe três sessões ao dia e inclui filmes de circuito comercial projetados digitalmente, além de pré-estreias, curtas e mostras. A galeria Olido abriga ainda uma pequena biblioteca, onde é possível ler jornais e revistas, exposições, o Centro de Memória do Circo e espetáculos de dança. Durante a semana, o lugar é frequentado por pessoas que moram ou trabalham na região da praça da República, mas, aos sábados e domingos, os jovens e as famílias que visitam o entorno, como o Sesc 24 de Maio e as Galerias do Rock e do Reggae, também aparecem por ali. 
Av. São João, 473, Centro, região central, tel. 3397-0130. R$ 2 e R$ 4.
Cinema: Tudo que Quero, leg., sex., sáb., ter. e qua.: 17h30. Dom.: 16h30. Réquiem Para Sra. J, leg., sex., sáb., ter. e qua.: 19h30. Dom.: 18h30. Quase Memória, sex., sáb., ter. e qua.: 15h30. Dom.: 14h30. 236 lugares.


 

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