Sequência de 'Mamma Mia!' diverte, mas peca pelo excesso de músicas

Trama do filme se divide em duas épocas

Thales de Menezes
São Paulo

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

  • Classificação 10 anos
  • Elenco Lily James, Amanda Seyfried e Meryl Streep
  • Produção Reino Unido/EUA, 2018. 114 min.
  • Direção Ol Parker

Veja as salas e horários de exibição.

O primeiro “Mamma Mia”, de 2008, era um amontoado de ideias engraçadas e absurdas para ser apreciado ao som das canções pop grudentas e impecáveis do grupo sueco Abba. Ao montar um musical encadeado pelos versos dessas músicas, o resultado foi uma comédia romântica sobre uma garota prestes a se casar que não sabe qual dos três ex-namorados da mãe é seu verdadeiro pai.

Se as canções eram ótimas e sucessos pelo mundo, o elenco trazia ídolos conhecidos: Meryl Streep como Donna, a mãe; a graciosa Amanda Seyfried no papel de Sophie, a filha; e os três possíveis pais vividos pelos galãs maduros Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgard. Todos com boas vozes, muito charme e pouco à vontade dançando.

Agora uma continuação chega aos cinemas, com a repetição de algumas músicas e um punhado de outras ressuscitadas do repertório do Abba. O elenco ganha reforço dos veteranos canastrões e irresistíveis Andy Garcia e Cher. E o mar da Grécia volta a ser cenário.

“Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo” diverte, sem dúvida. Os números musicais ficam entre deslumbrantes e apenas bem-feitinhos. O problema é o excesso de música. Enquanto o primeiro filme tinha um roteiro conectado pelas canções, este não consegue encaixar nelas uma narrativa atraente. É quase uma música colada na outra. O que era para ser sedutor em alguns momentos se transforma em algo entediante.

Há acertos, como os três atores novatos que interpretam os namorados de Donna quando jovens. Porque o roteiro (ou o rascunho de roteiro) se divide em duas épocas. Sophie vai reinaugurar o hotel reformado que era de sua mãe, morta há um ano. E, três décadas antes, flashbacks mostram como Donna conheceu os “pais” de sua filha.

​Meryl Streep e Cher demoram para aparecer na tela, o que é ruim. Mas o filme é de Lily James, como a jovem Donna, o que é bom. A inglesa, já vista em “Baby Driver”, conduz o musical cantando muito (e bem) um caminhão de hits do Abba. É uma estrela.

Um enredo mais caprichado deixaria o segundo e bom “Mamma Mia” no patamar do filme original. Mesmo aqueles que gostarem vão dar o braço a torcer e reconhecer o resultado bem mais encantador do primeiro filme.

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