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Anti-herói discute 'Deadpool 2' com astro de 'Anos Incríveis' em versão turbinada

Segundo filme do personagem da Marvel foi adaptado para público familiar

São Paulo

Era uma Vez Deadpool

  • Classificação 14 anos
  • Produção EUA, 2018. 116 min
  • Direção David Leitch

“Deadpool” (2016), adaptação para o cinema do mais cínico, amoral e politicamente incorreto herói da Marvel, funcionou muito bem, com o canastrão Ryan Reynolds achando o personagem de sua vida.

Neste ano, “Deadpool 2” repetiu a dose. A única crítica possível é considerar o filme muito parecido com o anterior. E é. A trama muda, mas o deboche, o ritmo incessante e as piadas que fazem referências aos quadrinhos e aos filmes de super-heróis seguem inabaláveis. “Era uma Vez um Deadpool”, o terceiro lançamento da franquia do herói, é na verdade o mesmo segundo filme, modificado.

Cena de 'Era uma Vez um Deadpool'
Cena de 'Era uma Vez um Deadpool' - Divulgação

Reynolds, produtor dos filmes, pensou numa versão família, tirando três elementos abundantes em Deadpool: sexo, drogas e palavrões. E faz isso com humor, usando bipes sonoros em cima dos palavrões ou trocando a etiqueta “cocaína” por “açúcar” na droga que rouba de traficantes.

“Era uma Vez um Deadpool” está ancorado na figura de Fred Savage, que se consagrou como ator-mirim nos anos 1980, no papel de Kevin Arnold na adorada e nostálgica série “Anos Incríveis”. Aos 42 anos, Savage hoje trabalha mais como diretor. Entre seus créditos, muitos episódios da série “Modern Family”.

Em 1987, ele fez o papel de um garoto em “A Princesa Prometida”. A ação, ambientada na Idade Média, surge da lenda que o avô conta ao neto para fazê-lo dormir. Agora, Savage é sequestrado e já começa o filme amarrado a uma cama num cenário idêntico ao quarto do menino em “A Princesa Prometida”. A proposta: Deadpool só irá soltá-lo quando acabar de contar o enredo de “Deapool 2”.

Quem viu o filme há alguns meses deve se lembrar de tudo. Foram incluídas três cenas inéditas, ótimas. Mas nada supera as muitas interrupções para os comentários e discussões de Deadpool e Savage. No total, são espalhados pelo filme quase 15 minutos de conversa, de morrer de rir. 

“Era uma Vez um Deadpool” é obrigatório para dois tipos de espectador: aquele que ainda não viu “Deadpool 2”, que pode ser assistido agora numa versão turbinada, ou quem gostou tanto que tinha vontade de ver de novo, ganhando risos extras.

Confira salas e horários de exibição.

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