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Novo longa do Homem-Aranha é a melhor animação de herói já lançada

'Homem-Aranha no Aranhaverso' reúne Miles Morales, Peter Parker e Gwen Stacy

Thales de Menezes
São Paulo

Homem-Aranha no Aranhaverso

  • Classificação 10 anos
  • Produção EUA, 2018. 116 min
  • Direção Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

“Homem-Aranha no Aranhaverso” é a melhor animação de super-herói já produzida, isso é incontestável. Também é um dos exemplares mais bacanas de filme-gibi, seja desenho animado ou live-action. E já tem nerd defendendo ser o melhor de todos esses filmes.

Pisando no freio da empolgação, trata-se de uma produção em que tudo deu certo. Roteiro bem bolado, personagens simpáticos e uma amostra de soluções visuais inventivas.

As texturas de imagem são alternadas, lembrando várias técnicas de ilustração. Em algumas cenas, apenas o que está à frente tem foco. Isso reproduz como a visão humana funciona, sem a correção tradicional do desenho animado, que deixa definidas todas as profundidades da imagem.

Além do visual prodigioso, o filme carrega a ousadia temática que o Aranhaverso injetou nos quadrinhos de um personagem cinquentão. Aqui ele surge com Miles Morales, Homem-Aranha negro e adolescente que assume o lugar do herói após a morte de Peter Parker.

Também picado por uma aranha radioativa, Morales vai tentando combater o crime. No caminho, encontra outros cinco homens-aranha, muito diferentes um do outro.

Eles existem em dimensões alternativas. Um deles é o Peter Parker de uma Terra paralela, que será o relutante mentor de Morales.

Os outros quatro são Spider-Woman (Gwen Stacy, que no universo tradicional é uma das paixões do herói), Spider-Man Noir (desenhado em preto e branco), Peny Parker (japonesa que tem conexão mental com uma aranha radioativa) e Spider-Ham, um porco falante de um mundo de animais antropomórficos.

Os seis Aranhas estão juntos porque o teste de um acelerador de energia desestabilizou as fronteiras entre os mundos. Os heróis precisam enfrentar vilões que têm o controle do aparelho para retornarem a suas dimensões.

Parece complicado, mas não é. A narrativa é fluida e não exige conhecimento das histórias dos gibis. E traz preocupações inclusivas, com personagens negros e hispânicos, bullying e um discurso de força feminina com Stacy.

Inteligente e sofisticado, “Homem-Aranha no Aranhaverso” prova que ainda há muito a ser inventado na animação.

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