Acessibilidade é principal foco em festival com mais de 100 atrações

Sem Barreiras tem artistas com deficiência e linguagem acessível

Isabella Menon
São Paulo

Tradução em libras, acessibilidade arquitetônica e audiodescrição. Esses recursos são tão importantes quanto as apresentações do festival Sem Barreiras, promovido pela Prefeitura de São Paulo a partir desta terça (17) e até 22 de setembro.

O evento conta com cerca de cem atrações, entre debates, palestras, filmes, peças e espetáculos de dança em diferentes pontos da cidade. Cerca de 90% das atividades são gratuitas. 

No primeiro dia, às 11h, um bate-papo discute a inclusão de deficientes à sociedades, no MIS (av. Europa, 158). Na quarta (18), a Casa das Rosas (av. Paulista, 37) é palco para a performance da Cia. Ballet de Cegos, às 16h. 

Entre as peças, destaque para “Ícaro”, monólogo com o ator Luciano Mallmann, paraplégico desde 2004, que leva ao palco do Centro Cultural da Penha (lgo. do Rosário, 20) histórias baseadas em depoimentos de cadeirantes. A apresentação é na quarta (18), às 19h. 

Há, ainda, o Cinema Inclusão, com filmes exibidos com Libras e audiodescrição. A Biblioteca Mário de Andrade (r. da Consolação, 94) projeta o curta “O Branco”, de Ângela Pires e Liliana Sulzbach, na terça (17) às 17h. A história gira em torno de um garoto cego que especula sobre as cores das coisas.

Na sexta (20), o Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral)  recebe show do rapper Rashid, acompanhado do MC Billy Saga e da cantora Yzalú. A apresentação é acessível em Libras.  

Um dos principais objetivos do evento é a divulgação dos símbolos de acessibilidade. Na imagem, da esq. para a dir., estão o Close Caption, que indica legendas ocultas em programas de TV e filmes para surdos; em seguida, o símbolo de audiodescrição; por fim, o que é utilizado para tradução em Libras. 

Símbolos acessibilidade
Símbolos de acessibilidade comunicacional - Divulgação

Confira a programação do evento.

Confira outras atrações com linguagem acessível e elenco com PCD. 

Setembro Azul
Em homenagem ao mês da luta pela inclusão da pessoa com deficiência, o Itaú Cultural, em parceria com o festival Sem Barreiras, promove uma série de espetáculos de teatro e dança, além de debates sobre acessibilidade. A programação tem início nesta terça (17), com a coreografia “Nas Vizinhanças de Renata”, da Cia. Pulsar de Dança.
Itaú Cultural - Av. Paulista, 149, Bela Vista, região central, tel. 2168-1777. Qua.: 14h e 20h. Qui.: 20h. Até 22/9. GRÁTIS 

Floresta dos Mistérios
Com música ao vivo e bonecos, a peça conta a história de Guta, Rafa e Duda, que tem, respectivamente,
surdez, Síndrome de Down e paralisia cerebral, e se unem para defender uma floresta em sua cidade. Na aventura, os amigos encontram personagens folclóricos como o Saci e o Boitatá e aprendem a preservar o meio ambiente. O espetáculo é acessível em Libras e audiodescrição.
Teatro Alfa - sala B - R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Jardim Dom Bosco, tel. 5693-4000. Sáb. e dom.: 16h. Até 20/10. Ingr.: R$ 30. 

O Rouxinol e a Rosa
Inspirada no conto homônimo de Oscar Wilde (1854-1900), a peça acompanha um rouxinol que tenta ajudar um jovem estudante  a conquistar sua amada. O espetáculo do coletivo Grão tem cocriação e interpretação de um ator cego, uma atriz surda e um ator ouvinte e vidente. 
Itaú Cultural - sala Itaú Cultural - Av. Paulista, 149, Bela Vista, tel. 2168-1777. 224 lugares. Sáb. e dom.: 15h. Até 15/9. GRÁTIS 

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