Drama mostra irmãs imigrantes em busca do sonho americano

Logo após a Primeira Guerra Mundial, período que deixou a Europa devastada, muitos imigrantes foram em busca de esperança e recomeço nos Estados Unidos. Eles buscavam o tal "american dream", promessa de que dias melhores viriam. O desembarque, feito com frequência no porto de Nova York, era bastante tumultuado e é a partir deste ponto que o longa-metragem "Era Uma Vez em Nova York" ("The Immigrant") conta a história de duas irmãs polonesas, Magda (Angela Sarafyan) e Ewa Cybulski (Marion Cotillard, de "Piaf").


Ewa, que havia trabalhado para um diplomata inglês, domina o idioma e tenta ajudar a irmã a disfarçar a tosse que insiste em sair. O problema é que Magda tem tuberculose e não vai conseguir sair de Ellis Island, onde fica presa em quarentena. É aí que Ewa conta com a ajuda de Bruno (Joaquin Phoenix, de "Ela"), um rapaz aparentemente muito bom, mas que trabalha para o bordel na cidade. Para sobreviver, Ewa precisa de dinheiro e vai se prostituir.

A história não é nova. Muito já se falou sobre os problemas que os imigrantes enfrentaram nos anos 1920. A fome, a miséria, a falta de esperança e a perda dos pais fazem com que as jovens se virem como podem para sobreviver. Tudo o que Ewa tem em mente é a vontade de rever a irmã, mas para isso ela precisa agradar Bruno para que ele use a sua influência dentro de Ellis Island. E precisa de dinheiro, claro, porque a corrupção entre os guardas rola solta.

O drama de Ewa e das outras moças é o que mais aflige o espectador, embora apenas a história dela é contada. Marion Cotillard se entrega ao papel, percebe-se o sofrimento pelo qual ela passa. O clima denso e tenso é corroborado pelo "fog", que deixa a cidade de Nova York sob uma neblina permanente. Uma metáfora para o que acontece de nebuloso por ali.

Informe-se sobre o filme

ASSISTA AO TRAILER DE "ERA UMA VEZ EM NOVA YORK":


Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Últimas

Ver mais