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Cinesala lança vaquinha online de R$ 300 mil para poder reabrir em São Paulo

Cinema de rua precisa reformar espaço para seguir as normas de segurança exigidas pelo governo

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São Paulo

Desde que o governo de São Paulo autorizou a reabertura dos cinemas, neste sábado (10), algumas salas da capital se apressaram e logo voltaram a exibir seus filmes. Mas outras adiaram o retorno para conseguirem se adequar aos protocolos de seguranças —foi o caso da Cinesala, cinema de rua localizado no bairro de Pinheiros.

Nesta quinta (15), a Cinesala lança uma campanha de financiamento coletivo para poder reabrir. A meta é arrecadar R$ 300 mil para cobrir despesas de funcionamento, trocar o estofado das poltronas e conseguir se adequar e cumprir as medidas sanitárias exigidas pelo governo.

Segundo Paulo Velasco, sócio da sala, a previsão é que as reformas sejam concluídas em meados novembro, mas não há ainda uma data definida para a reabertura.

Entre as adaptações necessárias está a troca do estofado –que era de tecido e será de couro ecológico, para facilitar o processo de higienização. Além disso, o cinema investirá no treinamento da equipe em relação ao cumprimento das normas de segurança.

Com pouco mais de 200 lugares, a sala também precisa se adequar à limitação de público, que é de 60% da capacidade máxima, e às medidas de distanciamento físico. Para isso, será feito um sistema de bloqueio de assentos no momento da compra.

Parte do dinheiro arrecadado com o financiamento coletivo também será usado para recuperar as reservas da empresa. Segundo Velasco, a redução do público nos próximos meses vai seguir trazendo impactos inevitáveis para o negócio.

Ele conta que a Cinesala conseguiu se manter fechada desde 17 de março sem contrair dívidas graças a uma reserva acumulada durante os seis anos de operação do espaço —dinheiro que foi totalmente usado durante a quarentena.

Ao contrário de outros empreendimentos, que lançaram campanhas de financiamento durante os primeiros meses da pandemia, a Cinesala decidiu esperar para avaliar o impacto da paralisação e as discussões sobre saúde pública.

"Agora a gente quer contar com a colaboração dos nossos clientes", diz Velasco. "A campanha traz benefícios que geram essa sensação de pertencimento no público".

As recompensas da campanha Viva Cinesala são proporcionais ao valor da doação e incluem combos de ingresso e pipoca e até placas como nome do doador nas poltronas. O regulamento e o financiamento ficarão disponíveis no site benfeitoria.com/vivacinesala.

Segundo o sócio do cinema, resistir à pandemia é um dos maiores desafios dos cinemas de rua —tipo de sala que já enfrentava dificuldades e foi engolida pelas marcas gigantes que dominam os shoppings. A Cinesala funciona desde 2014 com o nome atual, num cinema que foi inaugurado em 1962.

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