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Longa sobre Mike Wallace é imersão na história da TV

São Paulo

Chamar o americano Mike Wallace de jornalista seria reduzir a atuação de um repórter e entrevistador que, ao trabalhar também como ator, apresentador de programas de entretenimento e fazer publicidade, tornou-se uma personalidade da TV nos EUA. Mas a prática do que se costumava entender como jornalismo, ainda que temperada por certa dramaticidade, foi o que mais o levou a ter admiradores e detratores.

“Mike Wallace Está Aqui” sobrevoa a carreira dessa figura dominante que o canadense Christopher Plummer interpretou, à época em que ancorava o lendário programa 60 Minutes, em “O Informante” (1999).

Na maior parte do tempo, Wallace está no ataque, entrevistando o aiatolá Khomeini, Vladimir Putin e o jovem Donald Trump, entre outros. Mas o diretor israelense Avi Belkin explora também a fera na defesa, dando entrevistas a colegas que tentam jogá-lo contra as cordas, sem sucesso.

Ao navegar pela trajetória de Wallace, o documentário faz uma saborosa imersão à história da TV. A certa altura, alguém pergunta a ele, já veterano, se os EUA melhoraram ou pioraram. “Pioraram”, diz. O que vemos no filme de Belkin sugere que o julgamento também se aplica ao jornalismo, lá e em muitas outras praças

ORG XMIT: TOR306 President Clinton's mental health advisor Tipper Gore, the wife of Vice President Al Gore, holds the hand of "60 Minutes" correspondent Mike Wallace as he tells of his suffering from clinical depression as they attend the White House Conference on Mental Health at Howard University in Washington in this June 7, 1999 file photograph. Wallace, who earned a reputation as a tough interviewer on the network's "60 Minutes" show, died at the age of 93, the network said on April 8, 2012. REUTERS/Kevin Lamarque/Files (UNITED STATES - Tags: OBITUARY POLITICS) - REUTERS


 

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