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Fique em casa: pandemia transforma festa do Orgulho LGBT em celebração online

Veja filmes, exposições, bate-papos e shows virtuais para comemorar os 51 anos de Stonewall

São Paulo

Na impossibilidade de encher as ruas de cores em 2020, como faz com as paradas que reúnem milhões de pessoas pelo mundo, a comunidade LGBT teve que adaptar as comemorações deste domingo, 28 de junho, para o mundo virtual.

A data que marca os 51 anos da Revolta de Stonewall —série de protestos da população LGBT de Nova York contra a violência policial em 1969—ganha as redes com shows, arte, literatura e conversas.


Confira uma seleção de eventos relacionados ao dia no Brasil e no mundo, além de filmes sobre a temática disponíveis no streaming.

Imagem de divulgação do álbum "111", de Pabllo Vittar
Imagem do álbum "111", de Pabllo Vittar - Divulgação

Eventos especiais

Global Pride
No sábado (27), às 2h, começa o evento que celebra o orgulho LGBT e representa as cerca de 500 paradas canceladas ao redor do mundo por causa da pandemia. Organizações de vários países juntam forças e, por 24 h, transmitem shows e depoimentos de membros da comunidade e aliados, como Pabllo Vittar, Olivia Newton-John, Courtney Act, Adam Lambert, Justin Trudeau e Joe Biden.
No site: globalpride2020.org/watch ou no YouTube: @todrickhall

O DJ Freshprincedabahia, da Batekoo
O DJ Freshprincedabahia, da Batekoo - Divulgação

Orgulho Incancelável
O coletivo Batekoofaz live que começa às 15h no domingo (28) e arrecada doações para a instituição de acolhimento Casa 1. Ao longo do dia, a programação inclui aula de dança de pancadão style com Maiwsi Yama (15h30), talk com Luna Ákira, uma das pioneiras da cultura ballroom no Brasil (16h), DJ set do residente da Batekoo, Freshprincedabahia (16h30), e show de As Bahias e a Cozinha Mineira (21h), entre outros.
YouTube: @batekoo

Pabllo Vittar
A drag queen mais famosa do Brasil comanda a live Pride with Pabllo & Friends no domingo (28). A partir das 17h, ela passa por hits como “Amor de Que” e “Parabéns” e convida nomes internacionais, como Tove Lo, Diplo, Lauren Jauregui e Thalía.
YouTube: bit.ly/pablloyt

+Orgulho
O Museu da Diversidade Sexual e o #CulturaEmCasa promovem lives com conversas, teatro e música a partir das 16h do domingo (28). Às 17h, por exemplo, Helena Vieira, Renan Quinalha e Rita Colaço debatem sobre o museu, e, às 21h30, a peça "Uma Flor de Dama", com Silvero Pereira, é transmitida ao vivo. A programação ainda inclui exposições virtuais de artistas LGBT—com produções feitas durante a quarentena e fotos e cartazes das edições das paradas paulistanas.
Lives: culturaemcasa.com.br
Exposições: bit.ly/museudadiversidadesexual

Obra "Sonhei com Você", de Julia Aiz, em exposição no Museu da Diversidade Sexual
Obra "Sonhei com Você", de Julia Aiz, em exposição no Museu da Diversidade Sexual
Julia Aiz
Obra "Sonhei com Você", de Julia Aiz, em exposição no Museu da Diversidade Sexual

Cabaret Pride Show
A primeira edição do evento, no domingo (28), a partir das 20h, tem duas horas de programação com shows de dez grandes drag queens brasileiras, como Silvetty Montilla, Marcia Pantera e Alexia Twister. A apresentação fica por conta do youtuber Vitor DiCastro.
YouTube: @skyyvodkabr

A drag Silvetty Montilla
A drag Silvetty Montilla - Mathilde Missioneiro/Folhapress

Daniela Mercury
A cantora promove sua live do orgulho no domingo (28), às 18h, e canta sucessos da carreira, como “Nobre Vagabundo”.
YouTube: @danielamercury

Flicadê
O festival de literatura LGBT faz a primeira edição entre sexta (26) e domingo (28), com mesas gratuitas sobre temas como “corpos não-padrão na narrativa LGBTQIA+” (na sexta, às 20h30) e “literatura trans e poesia” (no sábado, às 20h30).
Site: cadelgbt.com.br/flicade

Gloria Groove
A drag queen paulistana faz sua primeira live solo no sábado (27), às 20h, e inclui no repertório sucessos como “Coisa Boa” e “Arrasta”.
YouTube: @gloriagroove

Marsha Pride
De sexta (26) a domingo (28), a partir das 17h, o festival explora as origens do movimento com conversas, shows e DJ sets de nomes como Urias, Filipe Catto e Bia Ferreira. O evento é gratuito, mas arrecada doações para LGBTs em situação de vulnerabilidade.
YouTube: @FestivalMarshaEntraNaSala

A cantora Bia Ferreira
A cantora Bia Ferreira - Gabriela Mo/Divulgação

Minhoqueens
O tradicional bloco carnavalesco celebra o orgulho LGBT com shows das drags Kika Boom e Mama Darling, além da apresentação de DJs como Will Medeiros e Luís Giusti a partir das 19h, no sábado (27).
No Zoom, limitado a 300 participantes. Ingressos em sympla.com.br.

Mostra Internacional Drag King Queer
O perfil promove live com o tema "Sou Negre, sou trans, sou pansexual e sou drag king. É possível isso?", em que são discutidas as possibilidades de expressões das masculinidades na arte drag king e assuntos relacionados à masculinidade tóxica. Começa às 16h, no sábado (27).
Instagram: @mostra_internacional_drag_king

A 21ª Parada LGBT de São Paulo, em 2017
A 21ª Parada LGBT de São Paulo, em 2017 - Adriana de Maio/Divulgação

#ParadaNasParedes
O projeto de Abba Cashier, Paula Marujo, Flávio Franzosi e do site DragTherapy relembra a Revolta de Stonewall e a jornada da ativista trans Marsha P. Johnson com o lançamento de um vídeo de drag queens e kings se montando na quarentena. No domingo (28), às 19h, o resultado é publicado nas redes e projetado simultaneamente em paredes de cidades brasileiras.
Site: dragtherapy.org e Instagram: @dragaholicsanonymous

Intervenção do Projetemos
Intervenção do Projetemos - Divulgação

Sala de Casa
A série de lives promovida pela Casa Natura Musical desde o início da quarentena faz programação especial para o mês do orgulho e convida o cantor Gabeu na sexta (26) e o rapper Rico Dalasam no sábado (27), ambos às 19h.
Instagram: @casanaturamusical

O cantor Gabeu, filho de Solimões e expoente do pocnejo, em São Paulo
O cantor Gabeu, filho de Solimões e expoente do pocnejo, em São Paulo - Karime Xavier/Folhapress

Tik Tok
A plataforma faz sequência de lives temáticas e musicais. Na sexta (26), às 18h, por exemplo, a maquiadora Lari Bianchi apresenta “Maquia e Fala: LGBT na Internet, Lesbofobia e Machismo”. No sábado (27), Aretuza Lovi e Lia Clark fazem shows às 20h e 22h, respectivamente.
No Instagram: @lari.bianchi, @aretuzalovioficial e @liaclarkoficial

Filmes

120 Batimentos por Minuto
O filme de Robin Campillo rememora a luta do Act Up, grupo francês de defesa dos direitos de pessoas com HIV, em sua militância nos anos 1990. Vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes.
Apple TV, Globoplay, Google Play, Now e YouTube.

Azul É a Cor Mais Quente
Adolescente descobrindo sua sexualidade, Adèle (Adèle Exarchopoulos) se apaixona por uma jovem mulher de cabelos azuis. As duas começam um intenso romance enquanto Adèle busca seu lugar no mundo. Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Apple TV, Google Play, Now e Telecine Play, YouTube.

Carol
Na Nova York dos anos 1950, uma jovem vendedora interpretada por Rooney Mara se apaixona por Carol (Cate Blanchett), uma mulher mais velha em processo de divórcio.
Apple TV, Google Play , Looke, Netflix, Now e YouTube.

Um Coração Normal
O longa dirigido por Ryan Murphy (“Glee” e “Pose”) mostra o início da crise da AIDS em Nova York, nos anos 1980, quando o vírus era chamado de “câncer gay”. Depois de perder um amigo para a doença, o personagem interpretado por Mark Ruffalo se une a outros ativistas e médicos aliados na luta para revelar a verdade sobre a epidemia.
HBO Go.

Desobediência
Do mesmo diretor de "Uma Mulher Fantástica" (2017), Sebastián Lelio, e inspirado no romance homônimo da inglesa Naomi Alderman, o filme narra o retorno de uma mulher à comunidade judia ortodoxa em que foi criada. Lá, o reencontro com uma amiga de infância irá despertar antigas paixões.
Apple TV, Google Play, HBO Go, Looke, Microsoft, Prime Video, YouTube.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
Enquanto lida com a mãe protetora, um adolescente cego conhece um jovem que acaba de chegar à cidade e desperta nele novos sentimentos. O filme de Daniel Ribeiro foi premiado no Festival de Berlim.
Apple TV, Google Play e Netflix.

Moonlight: Sob a Luz do Luar
Racismo, drogas, homossexualidade e conflitos marcam a vida de Chiron, cuja trajetória é retratada da infância à vida adulta. Dirigido por Barry Jenkins, venceu três Oscars.
Apple TV, Google Play, Netflix, Now e YouTube.

Me Chame pelo Seu Nome
Baseado no livro homônimo de André Aciman, o longa se passa em 1983 e conta a história de Elio (Timothée Chalamet), um garoto de 17 anos que vive com os pais em uma vila, no norte da Itália. Quando um estudante de pós-graduação americano chega para passar uma temporada como assistente de seu pai, os dois acabam se envolvendo. Oscar de melhor roteiro adaptado.
Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft, Sky Play e Telecine Play e YouTube.

Orgulho e Esperança
Em 1984, um grupo de ativistas homossexuais decide apoiar uma greve contra o governo de Margaret Thatcher, mas a União Nacional dos Mineiros se sente constrangida com a ajuda. Baseado em uma história real, o longa venceu o Queer Palm de 2014 em Cannes.
Apple TV, Google Play, Now e YouTube.

Rafiki
Duas filhas de políticos rivais se envolvem amorosamente. Elas então precisam decidir se vão desafiar o conservadorismo da sociedade queniana para ficarem juntas. Adaptação do conto “Jambula Tree”, de Monica Arac de Nyeko, o filme foi banido no Quênia.
Telecine Play.

Retrato de uma Jovem em Chamas
No longa de Céline Sciamma, uma pintora precisa retratar uma jovem para seu casamento, mas acaba se apaixonando pela modelo, interpretada por Adèle Haenel. Melhor roteiro no Festival de Cannes.
Apple TV; Google Play; Looke; Now; Sky Play; Vivo Play e YouTube.

Cena do filme queniano 'Rafiki'
Cena do filme queniano 'Rafiki' (2018) - Divulgação

Tatuagem
Na cidade de Recife (PE), durante a ditadura militar, a trupe de teatro Chão de Estrelas recebe a visita do soldado Clécio (Jesuíta Barbosa), cunhado do diretor do grupo (Irandhir Santos). Os dois passam a se envolver romanticamente.
Telecine Play.

Tinta Bruta
No longa de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, um jovem faz performances eróticas em vídeo coberto de tinta néon. Quando conhece um dançarino que o imita, ele começa a abandonar a timidez e a solidão que regem sua vida.
Apple TV, Google Play, Looke, Telecine Play e YouTube.

Tomboy
Da mesma diretora de Retrato de uma Jovem em Chamas, Céline Sciamma, o filme de 2011 acompanha a descoberta da identidade de Laure, uma menina de 10 anos que se muda com os pais e a irmã para uma nova vizinhança, onde se apresenta como um menino.
Telecine Play.

Tudo Sobre Minha Mãe
Após a morte do filho, Manuela viaja para dar a notícia ao pai, uma travesti que mora em Barcelona. No caminho, ela se torna amiga de outras travestis, conhece uma freira e começa a trabalhar para a atriz de quem s eu filho era fã. Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro.
Prime Video e Telecine Play.

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