'The Handmaiden' mostra cenas de violência visualmente primorosas

Após adaptar "Thérèse Raquin", livro de Émile Zola, para uma história de vampiros coreanos em "Sede de Sangue" (2009), Park Chan-wook, que ganhou fama com o violento "Oldboy" (2003), transporta para a Coreia dos anos 1930, ocupada pelos japoneses, um romance da britânica Sarah Waters ambientado no Reino Unido vitoriano em "The Handmaiden".

Na trama, com reviravoltas surpreendentes, ainda há, é claro, espaço para as cenas violentas. E, como não poderia deixar de ser no estilo já sedimentado de Park, são cenas de violência visualmente primorosas.

A atriz sul-coreana Kim Min-hee em cena de "The Handmaiden"  *** ****
A atriz sul-coreana Kim Min-hee em cena de "The Handmaiden" - Divulgação

A história, difícil de contar sem "spoilers", gira em torno de uma jovem japonesa rica, seu tio que a educa para ser uma contadora de fábulas eróticas, um coreano falsificador que se passa por japonês para conseguir o dinheiro da herança da garota e, finalmente, aquela que dá nome ao longa, a criada. Entre os quatro personagens há um jogo de aparências, mentiras e maquinações no qual todos parecem ser enganados.

A capacidade de Park, já vista em seus filmes anteriores, de construir belos planos e desenhar uma espécie de balé com o corpo dos atores, agora é colocada a serviço da filmagem de cenas de sexo entre as garotas capazes de fazer o espectador segurar a respiração.

Confira toda a programação no site do "Guia" da Mostra.


Sessões: Dias 21, às 21h15 (Espaço Itaú - Frei Caneca 1); 27, às 21h10 (Espaço Itaú - Frei Caneca 2); 28, às 18h55 (Caixa Belas Artes - sala 1); e 2, às 14h (Espaço Itaú - Augusta 1)
Ingressos: Segundas, terças, quartas e quintas: R$ 18 (inteira) e R$ 9 (meia)
Sextas, sábados e domingos: R$ 22 (inteira) R$ 11 (meia); vendas pelo site Ingresso.com com antecedência de um a três dias da sessão. No dia da sessão os ingressos estarão à venda somente nas salas de cinema



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