​Exposição 'A Era dos Games' reúne 150 jogos para visitantes se divertirem no Ibirapuera

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Os fãs de videogame terão um bom motivo para pausar os jogos e sair de casa. A partir desta quarta (16), o Pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera, recebe a exposição "A Era dos Games".

Criada em 2002 no museu Barbican, em Londres, a exposição já esteve em 25 países e foi vista por quase 4 milhões de pessoas. Em 2010, passou por uma reformulação para acompanhar os lançamentos e tendências do setor.

Além de aprender sobre a história e a evolução dos jogos, entusiastas e curiosos poderão jogar cerca de 150 títulos de diferentes plataformas, como "Tetris", "Uncharted" e "The Sims".

A mostra apresenta os games não só como forma de entretenimento, mas também como elementos importantes das áreas de educação, cultura e tecnologia.

Para o diretor internacional do Barbican, Neil McConnon, os videogames ainda não receberam o devido reconhecimento. "Leva tempo até que novas formas de arte sejam aceitas", diz. "Com os anos, as pessoas vão perceber que esses jogos são criados por alguns dos principais artistas, designers, técnicos e engenheiros do mundo."

A exposição é dividida em 14 áreas temáticas. Confira oito delas e os jogos que são destaques abaixo.

PRIMEIROS JOGOS e CONSOLES

A primeira parte da exposição apresenta as origens dos videogames por meio de máquinas antigas e tecnologias que permitiram a criação dos jogos eletrônicos. Títulos como "Pong" (1972), que simula uma partida de tênis, estão disponíveis para os visitantes brincarem. Na sequência, um corredor reúne os dez consoles considerados mais influentes pela mostra. Entre eles está o Nintendo Entertainment System --conhecido como NES ou Nintendinho, no Brasil--, no qual é possível jogar "Super Mario Bros." (1985), segundo game da carreira do encanador bigodudo.

Videogame da Atari, empresa que ajudou a popularizar os jogos eletrônicos
Videogame da Atari, empresa que ajudou a popularizar os jogos eletrônicos - Divulgação

GÊNEROS

A seção separa os jogos em dez áreas, como simulação, tiro e lógica. Especialmente para a versão brasileira da exposição, os curadores criaram uma nova categoria: futebol. São três títulos que podem ser jogados pelos visitantes: o precursor "NASL Soccer" (1980), o primeiro game da franquia "FIFA" (1993) e "Pro Evolution Soccer 6" (2006), considerado um dos melhores simuladores de futebol.

MÍDIAS

A relação entre cinema e videogame também é um dos destaques da mostra. A seção "Mídias" aborda a influência de uma arte sobre a outra, não somente no uso de tecnologias semelhantes mas também no compartilhamento de personagens e histórias. Entre os games estão um fliperama inspirado no filme "Tron" (1983) e títulos que recontam histórias das franquias "Star Wars" e "007".

PERSONAGENS

Sonic, Donkey Kong e Lara Croft são alguns dos personagens que marcaram a história dos videogames. Justamente por isso, eles recebem um cantinho especial na exposição, com artes conceituais e cartazes que apresentam suas origens e as transformações pelas quais seus jogos passaram.

FUTUROS

Em "Futuros", a tecnologia por trás dos videogames é o foco. Inovações do setor são apresentadas para que os visitantes possam testá-las, como é o caso da "VirtuSphere", uma grande esfera de metal que se move conforme o jogador anda. Posicionada no centro da estrutura, a pessoa usa um óculos de realidade virtual e interage com o universo do game, como se estivesse dentro do cenário. Outros mecanismos, como sensores de movimento e aparelhos 3D, também compõem essa parte da mostra.

Visitantes testam a VirtuSphere
Visitantes testam a VirtuSphere - Divulgação

INDY

A área, dedicada ao público brasileiro, apresenta o mercado de jogos independentes. Alguns games de produtoras nacionais podem ser testados e artes conceituais de títulos como "Skytorn", da MiniBoss, ficam expostas.

Uma das mentes por trás do estúdio é Amora Bettany, que entrou no universo dos videogames por hobby. "Tento fazer jogos com amigos desde que era muito nova", conta. Para ela, a tendência é que cada vez mais jogos independentes sejam lançados no mundo.

"Hoje as ferramentas de desenvolvimento estão mais acessíveis, qualquer pessoa consegue contar a sua história. Equipes pequenas ou até uma pessoa sozinha podem fazer jogos incríveis com as ferramentas e guias disponíveis na internet."

Apesar de o desenvolvimento de games estar se popularizando, os desafios na cena independente ainda são grandes, especialmente para as mulheres. "Há muito machismo, porque temos que conquistar um espaço que já é dos caras", comenta Amora.

Jogo "Skytorn", desenvolvido pela MiniBoss
Jogo "Skytorn", desenvolvido pela MiniBoss - Divulgação

ARCADES

Os visitantes se despedem da exposição em um corredor repleto de fliperamas. Máquinas de diversas épocas ficam disponíveis para que todos se divirtam.

Pavilhão da Bienal - Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 3, parque Ibirapuera, região sul, s/ tel. Ter. a dom.: 11h às 20h. Abertura 16/8. Até 12/11. Livre. Estac. (sistema Zona Azul). Ingresso: R$ 40. Ingr. p/ ingresse.com.

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