Café de luxo oferece charutos cubanos e drinques de até R$ 2.000

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Place Vendôme, novidade mais "barata", custa cerca de R$ 1.200

Com decoração intimista, ambientação à base de luzes artificiais, móveis em madeira e um jardim com clarabóia que emana luz natural, o paulistano Esch Café se destaca frente a outras casas por seu requinte. Essa sofisticação se reflete nos valores de seus novos drinques, que chegam a R$ 2.000 --cifra mais alta que a bebida que detém o atual recorde do Guinness Book.

Atualmente, segundo o Guinness, o drinque mais caro do mundo é o side car, feito por Colin Field, do bar Hemingway, do hotel Ritz de Paris. São 400 euros (R$ 962, com base na última cotação) pagos por licor Cointreau, suco de lima e uma dose de conhaque produzido em 1864 (antes das videiras da Europa serem dizimadas pela Phylloxera, uma praga que atacava suas raízes).

O Esch Café costuma atrair empresários graças aos drinques assinados pelo bartender Derivan Souza (com passagens pelo Francisco Bay, Bistrô e Tanoeiro Bar) e pela charutaria Casa del Habano, com um lounge para a apreciação das 11 marcas de charutos comercializadas no local.

Os drinques que são novidade na casa custam entre R$ 1.200 e R$ 2.000. O preço se deve, principalmente, à escolha dos ingredientes. O royal diamond --de cerca de R$ 2.000-- tem em sua composição uma dose de vinho do Porto Kronhl Ronhl, colheita de 1900, cuja garrafa custa R$ 8.500 (o equivalente a quase 20 salários mínimos). Vodca premium Ciroc e licor Chambord também fazem parte da criação.

Das novidades elaboradas, a mais "barata" é o place Vendôme (aproximadamente R$ 1.200). Inspirado na homônima praça francesa, o drinque tem como base vodca premium Ciroc, champagne Louis Roederer Cristal 1999, acrescido do flavorizante francês Violet Monin e decorado com groselha do Ceilão.

No entanto, para apreciar essas bebidas é preciso fazer encomenda com 24 horas de antecedência; além disso, elas só estão disponíveis para grupos de dez pessoas. A vantagem é que, ao fazer o pedido, o cliente leva para casa a taça, copo ou flûte de sua respectiva bebida (R$ 290 cada).

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Parte interna do Esch Café (foto), nos Jardins (SP), que serve almoços executivos a R$ 42

Gastronomia

O Esch Café tem um couvert (R$ 6) bastante generoso: inusitados pães de cacau australiano e de azeitona preta, fatias finas e crocantes de torradas que lembram chips, biscuits com patês e um escabeche de berinjela.

No menu, além de petiscos para acompanhar os etílicos, a casa oferece de segunda a sexta-feira almoços executivos que incluem entrada, prato principal e sobremesa a R$ 42.

São várias as combinações a serem escolhidas, mas a dica como entrada é a salada caesar, com alface americana picada, pequenos pedaços de bacon, croûtons e parmesão ralado. Há ainda opções como mix de folhas verdes, sopa de cebola com croûtons e carpaccio de carne.

Os pratos principais variam de acordo com o dia da semana. Quem for ao local na sexta, por exemplo, poderá degustar um filé de linguado com molho de camarão acompanhado de arroz com amêndoas. Nos demais dias, há opções com filé mignon, frango, carne seca, bacalhau e pastas.

No quesito sobremesa, há aquelas mais lights, como as fatias de abacaxi levemente adocicadas e polvilhadas com hortelã, e as um pouco mais calóricas, como o bolo de rolo com sorvete de baunilha e calda de goiabada.

No bar, de pé-direito alto, durante o dia as telas de cristal líquido exibem jogos e programas esportivos. À noite, os shows de jazz embalam o happy hour e as refeições.

Em São Paulo, a casa está aberta há apenas um ano, mas no Rio de Janeiro o Esch Café existe desde 1994. O local já foi eleito pela revista norte-americana "Newsweek" como um dos oito melhores bares das Américas.

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Endereço: al. Lorena, 1.899, Jardim Paulista, região oeste, São Paulo, SP. Classificação etária: livre
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

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