Com texto inédito de Otavio Frias Filho, 'Tutankáton' estreia em SP

Peça ambientada no Egito monoteísta fala de política e intolerância

Manuela Tecchio
São Paulo

No Egito de 1.300 a.C., um autoritário faraó acabou com todos os 2.000 deuses em que seu povo acreditava e, do dia para a noite, instaurou o monoteísmo à força. A partir deste dia, todos deveriam se curvar a Atón, o Deus Sol, e somente a ele. 

É nesse período, ainda que breve, da história africana que se inspira a trama de “Tutankáton”, peça escrita na década de 1990, por Otavio Frias Filho, diretor de Redação da Folha morto aos 61 anos, em agosto do ano passado.

Quem assina a direção é Mika Lins, que chegou a discutir com Frias Filho os passos que o espetáculo poderia tomar. Uma das divergências entre os dois era se deveria ou não haver um narrador para as declamações do texto. Lins acabou cedendo e, hoje, é Monalisa Silva quem assume o papel.

Em entrevista publicada na Folha, a diretora comentou a contemporaneidade do texto, que discute a intolerância ao diferente e narra uma espécie de guerra política e cultural. Para ela, as discussões permanecem urgentes. 

Como atriz convidada, Bete Coelho, recentemente indicada ao prêmio Shell de melhor atriz por “Mãe Coragem”, interpreta uma vidente nesta montagem.

Com ingressos esgotados para a estreia, nesta sexta (9), às 21h, no Sesc Avenida Paulista, a montagem fica em cartaz até o dia 1°/9.

Sesc Av. Paulista - 13º andar - Av. Paulista, 119, Bela Vista, tel. 3170-0800. Qui. a sáb.: 21h. Dom.: 18h. Estreia sex. (9). Até 1/9. Ingressos esgotados para a estreia. Ingr.: R$ 12 a R$ 40 p/ sescsp.org.br.

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