Ópera inédita no Brasil, 'Prism' estreia no Municipal para falar sobre abuso sexual

Peça vencedora do Pulitzer abre temporada nesta quarta (4)

São Paulo

Vencedora do Pulitzer de música neste ano,  “Prism”, ópera inédita no Brasil, chega ao Theatro Municipal nesta quarta (4) com boa parte da equipe original da primeira montagem, que estreou em Los Angeles, em novembro do ano passado. É o caso do diretor, que permanece sendo James Darrah.

Escrita por Ellen Reid, jovem compositora canadense, a montagem fala sobre a dor de uma mulher que aparenta ter contraído uma doença e já não consegue reunir forças para se manter de pé ou sair de casa.

Praticamente toda a trama é encenada dentro de uma caixa de vidro, que representa o quarto de Bibi, a protagonista. Ali, confinada e paralisada pelo medo, ela precisa da ajuda da mãe superprotetora para levantar, andar e comer. Aos poucos, no entanto, fica claro que a história trata de um caso de trauma por conta de abuso sexual.

Nesta montagem, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, regida por seu maestro titular, Roberto Minczuk, e o Coral Paulistano, sob o comando de Naomi Munakata, constroem a base para a trilha entoada pela soprano Anna Schubert (Bibi) e pela meio-soprano Rebecca Jo Loeb (Lumee, a mãe), ambas integrantes do elenco original.

Theatro Municipal de São Paulo - Pça. Ramos de Azevedo, s/ nº, República, região central, tel. 3053-2100. 1.523 lugares. Qua. e qui.: 20h. Estreia qua. (4). Até 14/9. Ingr.: R$ 20 a R$ 120. 

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