Peça de Walcyr Carrasco acompanha romance homossexual entre estudante e seu ex-sogro

'Jonas e a Baleia' encerra a Trilogia do Amor do dramaturgo

Manuela Tecchio
São Paulo

Com texto inédito de Walcyr Carrasco, e direção de Lucia Segall, “Jonas e a Baleia” encerra a Trilogia do Amor do dramaturgo. 

Assim como nas duas primeiras peças da série, "Seios” (2010), que conta a história de uma mulher trans e sua ex-mulher, e “Desamor” (2013), que narra conflitos de um taxista homofóbico e violento, questões como orientação sexual e gênero voltam a ocupar o centro da narrativa.

Ornada por uma trilha sonora pop, já grudada no imaginário do público —com músicas como “I Am What I Am”, de Gloria Gaynor, “Being Boring”, dos Pet Shop Boys, ou a recente e brasileira “Flutua”, de Johnny Hooker e Liniker—, a trama acompanha um casal de amantes, com certa diferença de idade.

Formado por um jovem e amargurado estudante (Pedro Nasser), que enfrenta sérios problemas familiares por conta sua homossexualidade, e pelo pai de sua ex-namorada, um executivo bem-sucedido (Dionisio Neto) que rejeita sua própria orientação bissexual, o relacionamento é o ponto central da narrativa que discute o amor, o erotismo e os preconceitos na sociedade atual.

O espetáculo estreia nesta terça (8), às 19h, no Centro Cultural da Diversidade, antigo Teatro Décio de Almeida Prado. 

Centro Cultural da Diversidade - R. Lopes Neto, 206, Itaim Bibi, tel. 3079-3438. Ter.: 19h. Estreia ter. (8). Até 29/10. Ingr.: R$ 30. 

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