Teatro Folha reinaugura após reformas e modernização do espaço

Após um mês de reformas, o Teatro Folha (centro de São Paulo) reabre as portas neste fim de semana com visual novo.

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Atores Edson Celulari e Cacá Carvalho (à dir.) durante ensaio da peça "Fim de Jogo", no Teatro Folha, em novembro de 2001
Edson Celulari e Cacá Carvalho durante ensaio da peça "Fim de Jogo", no Teatro Folha, em novembro de 2001 - Crédito: Evelson de Freitas - 6.nov.2001/Folhapress
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Edson Celulari e Cacá Carvalho durante ensaio da peça "Fim de Jogo", no Teatro Folha, em novembro de 2001
Matéria importada do Spiffy News

As mudanças no local --que completou dez anos em novembro de 2011-- incluem a troca do carpete e do estofamento das poltronas, pintura das paredes (agora vermelhas), maior iluminação e sinalização.

Também foi ampliada a "bombonnière" e reformulada a fachada, que terá monitores exibindo a programação.

"O teatro ficou mais moderno e ecológico", diz Isser Korik, diretor artístico da casa.

Duas estreias marcam a reinauguração e três espetáculos voltam ao palco do teatro.

Em março, outros dois novos espaços abriram na cidade (leia mais abaixo), o que reforça a vocação de São Paulo para as artes cênicas.


FATOS - TEATRO FOLHA

  • Mais de 300 espetáculos passaram pelo teatro
  • 2.000.000 de espectadores a casa já recebeu
  • 2001 foi o ano que marcou a abertura do teatro com a peça "Fim de Jogo", com Edson Celulari e Cacá Carvalho
  • a ocupar um shopping de São Paulo
  • 305 é a capacidade para pessoas

EQUUS

Cena da peça "Equus", texto de Peter Shaffer com direção de Alexandre Reinecke
- Crédito: Chris Ceneviva/Divulgação

Premiado drama reabre a casa

Vinda de uma passagem pelo Festival de Curitiba, a peça "Equus", dirigida por Alexandre Reinecke, marca a reabertura do Teatro Folha neste fim de semana.

O premiado texto de Peter Shaffer, encenado pela primeira vez em 1973, fala de Martin Dysart (Elias Andreato), psiquiatra que investiga os motivos que levaram Alan Strang (Leonardo Miggiorin) a cometer um crime: cegar cinco cavalos.

Os impulsos aparentemente cruéis do rapaz vão sendo destrinchados e questionados em cena. Aos poucos, o médico é conduzido a enfrentar seus próprios temores e a discutir conceitos de normalidade e paixão.

"Alan é um personagem muito denso", diz Miggiorin. "No decorrer da trama, você percebe que ele é apenas um ser humano."

Informe-se sobre a peça


100 DICAS PARA ARRANJAR NAMORADO

Daniele Valente em cena da peça "100 Dicas para Arranjar Namorado"
- Crédito: Paulo Sadao/Divulgação

Peça surgiu no Twitter

O que começou como uma brincadeira no Twitter da atriz Daniele Valente virou livro e peça, que estreia no Teatro Folha na próxima quarta- feira (11).

Dirigida por Eduardo Figueiredo e adaptada para os palcos por Daniele e Cacau Higyno, "100 Dicas para Arranjar Namorado" mostra esquetes com dicas e caminhos para que mulheres se saiam bem em seus relacionamentos afetivos.

Para a intérprete, que contracena com o próprio marido (Christiano Cochrane), as sugestões da peça funcionam de verdade.

"As dicas têm uma embalagem de comédia, mas são seriíssimas", conta a atriz, que recolheu os conselhos a partir de experiências próprias e de relatos de amigos.

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Conhecidas do público voltam ao palco do teatro

- Crédito: Divulgação

INFANTIL - "A Volta ao Mundo em 80 Dias"

Baseada na famosa história do francês Julio Verne e dirigida por Carla Candiotto, a montagem da companhia Solas de Vento usa sucata para compor o cenário e os meios de transporte utilizados pelos personagens Mr. Fog, um curioso lorde inglês, e seu fiel criado francês, Passepartur.

Os atores Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues protagonizam as aventuras da viagem por meio de técnicas acrobáticas e muito movimento. Projeções ao vivo colorem o palco.

Informe-se sobre a peça

INFANTIL - "Os Saltimbancos"

Há três anos em cartaz, o musical dirigido por Fezu Duarte retorna à programação do teatro.

Escrito por Sergio Bardotti e Luis Enrique Bacalov e adaptado por Chico Buarque, o espetáculo apresenta quatro animais --um jumento, uma galinha, um cachorro e uma gata-- que empreendem uma jornada rumo à cidade em busca do sonho da vida artística.

A montagem conta com divertidas coreografias ao som da trilha original e de músicas pop infantis.

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HUMOR - "Seleção de Humor Stand-Up"

Celeiro de novos talentos do "stand-up comedy", o espetáculo atingiu a marca de 180 mil espectadores em três anos de temporada e retorna ao palco do Teatro Folha para sessões à meia-noite das sextas e sábados.

A partir de observações do cotidiano, os comediantes Maurício Meirelles, Ben Ludmer, André Bernardes, Fabio Lima, Marcela Leal, Mell Maher (foto), Patrick Maia, Rudy Landucci e Zé Neves improvisam situações.

Os humoristas têm apenas um microfone e o palco vazio como cenário.

O show também recebe nomes consagrados do humor como convidados.

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Novos teatros abriram no último mês

TEATRO DO NÚCLEO EXPERIMENTAL

Fachada do Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda (zona oeste de São Paulo)
- Crédito: Divulgação

Há um mês a rua Barra Funda (zona oeste de São Paulo) ganhou uma nova casa. O Teatro do Núcleo Experimental surgiu por uma vontade do grupo de ter espaço próprio para expor seus trabalhos.

Encontraram o galpão de 450 m² que antes abrigava uma gráfica. Quem chega ao local, dá de cara com um café que ocupa o hall. O espaço cênico é uma caixa preta que se modifica de acordo com a peça apresentada.

Atualmente a companhia encena a montagem "As Troianas - Vozes da Guerra", que transpõe para os campos de concentração nazistas a tragédia grega de Eurípides.

Informe-se sobre a peça

TEATRO GEO

A plateia do teatro GEO, que entrou para o circuito cultural paulistano em 30 de março
- Crédito: Lenise Pinheiro - 9.mar.12/Folhapress

O prédio que abriga o Instituto Tomie Ohtake (zona oeste de São Paulo) também dá lugar às artes cênicas desde o fim de março.

O Teatro GEO ocupa quatro pavimentos do edifício, com espaço para mais de 600 pessoas e um palco italiano de 25 metros de largura.

O local ainda conta com um pequeno café e uma sala multifuncional.

Está em cartaz na casa a peça "Vermelho", texto do norte-americano John Logan. Em cena, Antonio Fagundes e o filho Bruno interpretam o pintor Mark Rothko e seu assistente. A direção é de Jorge Takla.

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