Descrição de chapéu Crítica
Restaurantes

Restaurante Oseyo é achadinho para conhecer comida coreana em SP

Casa serve cozinha bem feita sem assustar clientes sem familiaridade com as receitas

Oseyo

A expansão da cozinha coreana acontece por diferentes caminhos na cidade. Há casas que usam a referência mesmo sem ter menu asiático; restaurantes dos redutos, como Bom Retiro e Aclimação; e, recentemente, os que atendem descendentes —mas recebem com abertura curiosos por conhecer essa comida.

É o caso do Oseyo, que lembra a sensação de estar entrando numa casa de família. Na cozinha aberta, a mãe comanda as panelas enquanto filha e genro atendem os clientes. A história do lugar remete aos tempos de pandemia. Foi quando Lúcia Lee, nascida em Seul, encontrou nas receitas de sua terra natal uma alternativa ao trabalho no ramo da confecção.

A imagem mostra um prato de bibimbap, que é uma refeição coreana. O prato contém arroz coberto com carne, vegetais variados como cenoura, pepino, repolho roxo e brotos, além de um ovo frito no topo, polvilhado com sementes de gergelim. Ao fundo, há uma tigela de arroz branco e um prato com acompanhamentos, incluindo vegetais em conserva e fatias de raiz de lótus. Também é visível um recipiente com molho escuro e uma garrafa de bebida.
À frente, bibimbap do restaurante Oseyo leva muitos legumes, arroz, carne marinada e ovo - Priscila Pastre/Folhapress

Começou como delivery e há dez meses virou um restaurante de salão pequeno, com mesas de ferro. Nele, o kimchi (R$ 9) é onipresente. Chegou ácido e bem picante como deve ser, mas com leve amargor indesejado. Já como recheio do mandu, espécie de bolinho frito (R$ 37 a porção com seis unidades), estava ótimo.

O tangsuyuk (R$ 52) é outra boa opção para começar. São shiitakes finamente empanados embaixo de um molho espesso, ácido e adocicado. Mas peça se for para compartilhar, porque a porção é grande e, apesar de gostosa, pode enjoar.

Pense nisso antes de pedir os pratos. Uma entrada agridoce seguida de um prato como o bulgogui (R$ 79), carne bovina marinada em molho também adocicado, pode não ser uma boa ideia.

Neste caso, melhor algo mais neutro, como o bibimbap (R$ 68), tigela que chega colorida por muitos legumes, arroz, carne marinada e ovo. O gochujang, pasta de pimenta fermentada, vem à parte. A ideia é quebrar o ovo, misturar tudo e comer de colher.

O melhor pedido foi o jeyuk bokkeum (R$ 79), panceta refogada com legumes no molho apimentado caseiro. Vem com arroz e banchan, acompanhamentos que variam conforme o dia.

A bebida escolhida também pode ajudar. A boa e velha água com gás é mais recomendada que o refrigerante coreano (R$ 8) de melão ou melancia. Muito doce, pode arruinar a experiência.

Faltam opções de sobremesa. A casa tem apenas biscoitinhos coreanos (R$ 14) feitos com farinha de moti, melaço de arroz coreano, gengibre e canela. No dia da visita, essa única opção tinha acabado.

O nome Oseyo significa "venha", em português. Vale mesmo ir. E se estiver ciente dos horários pouco amigáveis: à noite a casa fecha cedo, às 21h, e só recebe os clientes até quinze minutos antes desse horário. Depois disso, não adianta insistir.

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