Descrição de chapéu Crítica
Restaurantes

Mesmo com boas combinações, casa peca no ponto de sua estrela, o arroz

Chef Tassia Magalhães trocou alta cozinha por simpática fórmula informal de pratos reconfortantes

Josimar Melo

Riso.e.ria

  • Quando Seg. e ter.: 12h às 20h. Qua. a sáb.: 12h às 22h.
  • Onde R. João Cachoeira, 225, Vila Nova Conceição, região sul{sul}, tel. 2614-1690.

Quem conheceu a jovem chef Tassia Magalhães, 29, quando sócia do restaurante Pomodori, onde servia sofisticada gastronomia italiana, dificilmente reconhecerá seu trabalho na casa aberta há um mês, a Riso.e.ria.

Ao deixar o posto anterior, ela também trocou a alta cozinha por uma simpática fórmula informal de pratos reconfortantes e baratos.

Fazer uma refeição completa pode ser algo cansativo, pois o arroz é o ingrediente principal em tudo, de ponta a ponta.

O que diferencia os pratos, e é o ponto forte do cardápio, são as diferentes combinações de sabores, com referências de várias origens.

O arroz de galinha e açafrão (arroz branco, galinha caipira, ervilha fresca e açafrão, R$ 30) lembra uma cozinha interiorana; o de pato confitado (com arroz-cateto integral, ragu de pato, funghi porcini, picles de rabanete e farofa, R$ 33), assim como o de bacalhau (com azeitona, brócolis, ovo caipira e farofa, R$ 30), evocam Portugal; e o de polvo (com arroz bomba e cateto integral, tomate, manjericão, R$ 33), a Espanha.

Prato servido no restaurante Riso.e.ria
Prato servido no restaurante Riso.e.ria - Divulgação

Já o arroz Biro-bira (arroz branco, feijão, linguiça artesanal, minicebola caramelizada e farofinha, R$ 29), bem como o de frutos do mar (com a gostosa e praiana adição do leite de coco, R$ 36) têm um gosto de Brasil.

O ponto fraco está... nos pontos da maioria dos arrozes. Pelo mundo, é comum sentirmos sua textura, mesmo se mais molhadinho (como o português) ou mais cremoso (ainda que al dente, como o italiano); mas no Riso.e.ria, especialmente nos pratos com arroz branco, ele pode vir num outro estado de matéria, pastoso, indecifrável.

Curiosamente, encontrei o ponto perfeito numa sobremesa, o gostoso arroz brûlé (talvez por usar arroz italiano, com creme de leite e cumaru, R$ 15). O pior, já desmanchado, no de bacalhau (também com peixe já se desfaziam, enquanto a fatia separada era salgada demais, como também no de frutos do mar).

Uma entrada estimulante: arancini de pato (bolinhos de arroz bem crocante com ragu de pato e mozarela, R$ 15).

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