Descrição de chapéu Crítica
Restaurantes

Piloto Rubens Barrichello leva sua vivência gastronômica para a mesa do Cutello

Na fórmula ainda confusa da casa, as carnes são levadas a sério

Josimar Melo

Cutello Fire & Drink

  • Quando Ter. a qui.: 12h às 15h e 19h às 23h. Sex.: 12h às 16h e 19h às 24h. Sáb.: 12h30 às 24h. Dom.: 12h30 às 17h.
  • Onde R. Bela Cintra, 1.737, Consolação, região oeste, tel. 2777-4994.
  • Preço $$$$

É um pouco enigmática a proposta do restaurante Cutello, na região dos Jardins. O nome insinua ser de uma casa de carnes; só quem sabe percebe o trocadilho com o nome do sócio, o piloto Rubens Barrichello.

Este, embora seja apenas um de uma turma de oito proprietários, é quem assina a introdução do cardápio, que segundo ele expressa suas experiências familiares e de viagens pelo mundo, o que pouco explica a ênfase nas carnes.

Mas a mistura de churrasco com massas frescas reflete bem o universo do chef de cozinha Rafa Leão, sua ascendência e criação em fazenda com bois e porcos, e sua formação (estudante da escola italiana Icif com passagem pelo Eataly, por exemplo).

As carnes são levadas a sério. De boa procedência, preparadas num grill com a fonte de calor superior, parte delas é maturada a seco por pelo menos 28 dias no próprio restaurante. Entre os cortes, para duas pessoas, está a costata (contrafilé com osso em L, R$ 210 —sem maturação, R$ 140); e o tomahawk (prime rib com osso grande, R$ 290).

Dentre os cortes sem maturação dry age estão o ancho (R$ 68) e o naco da paleta, lá chamada de Denver (R$ 62). Entre os acompanhamentos, legumes grelhados, salada de batatas, risoto e batata rústica (R$ 18).

Uma boa entrada confunde mais ainda o perfil da enorme casa distribuída em três amplos ambientes (inclusive terraço na entrada e pátio com teto móvel atrás): o bao, pão chinês cozido no vapor, recheado com carne suína e picles de cebola-roxa (R$ 32).

Há massas mais conhecidas, como espaguete (mas de massa fresca, que não atinge o mesmo ponto do seco) com consistente molho carbonara (usando pancetta curada na casa, mais queijos pecorino e parmesão e gema de ovo, R$ 48). Ou a versão mais aventureira (e não tão bem-sucedida) com variados frutos do mar: o molho é estranhamente trazido à parte e feito não com tomates e vinho, mas com cenoura defumada. ​

Uma sobremesa delicada e refrescante é o pudim com infusão de capim-limão e calda de caramelo (R$ 18). Experiência um pouco difícil de entender, mas que vale tentar.

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