Na Mooca, Borgo ganha bodega com embutidos e pratos aos domingos

O chef Matheus Zanchini comanda a cozinha, de veia experimental, na zona leste

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Luiza Fecarotta
São Paulo

Depois de comer muito bife de fígado malpassado de sua avó, o caipira Matheus Zanchini, nascido no interior de São Paulo, transformou-se em um chef no qual vale prestar atenção.

Corajosamente, ele levou ao tradicional bairro da Mooca uma cozinha inquieta, de veia experimental, em seu Borgo, ainda que beba em referências italianas familiares.

Zanchini, em si, conserva certo desassossego criativo que o leva a empreendimentos particulares, com o mérito de diversificar a oferta na cidade. Recentemente, ele converteu a garagem da casa, antes habitada por um defumador enorme, em uma bodega.

O chef Matheus Zanchini em seu restaurante na Mooca, o Borgo
O chef Matheus Zanchini em seu restaurante na Mooca, o Borgo - Luiza Fecarotta/Folhapress

Na Dispensa del Borgo, duas, três mesinhas convivem com uma vitrola (e discos históricos) e uma vitrine de queijos e embutidos, que também podem ser levados para casa.

Zanchini passou a servir, aos domingos, o que lhe dá na veneta. Paga-se R$ 50 para pinçar a receita do dia em um prato de lata, à vontade. Pode haver rabada com polenta, pastrami de língua, coelho frito. Numa máquina, frangos giram e tomam bronze, sardinhas vão à churrasqueira, disposta na calçada.

Dois hits do restaurante: o panzerotti (massa de fogazza recheada de queijo derretido deitada sobre molho pedaçudo de tomate defumado) e o bolovo italianado (combinação do siciliano arancini, aquele bolinho de risoto, a envolver um ovo de gema mole).

Abre-se a geladeira para pegar bebida. É atraente a sequência das latinhas da Narcose, cerveja gaúcha elaborada por um biólogo. Vinhos naturais (com o mínimo de intervenção química e tecnológica) são selecionados pelo talentoso Bruno Bertoli, do Beverino.

Enquanto a bodega engrena, de vento em popa (perdoe o cacoete), Zanchini anuncia para breve a abertura do Borgo Bracia, na mesma Mooca. Ainda que homenageie a brasa, tão antiga e tão atual, o cardápio inova ao propor que os itens feitos no calor bruto também possam ser pedidos crus.

Lagostim, carnes, cogumelos, pupunha chegarão à mesa in natura ou grelhados na gordura que lhe apetecer —manteiga queimada, de aliche, gordura de pato. Cozinha à vista e a promessa de um bar robusto. A ver.

R. Com. Roberto Ugolini, 129, Parque da Mooca, tel. 97041-7543. 40 lugares. Qui.: 18h às 23h. Sex. e sáb.: 12h às 24h. Dom.: 12h às 17h. $

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Diferentemente do informado, o restaurante Borgo fica na rua Comendador Roberto Ugolini, 129, Mooca, e funciona às sextas e sábados, das 12h às 22h30, e aos domingos, das 12h às 16h.

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