Ambiente agradável não disfarça a desestimulante culinária do Gael

Restaurante no Baixo Pinheiros ocupa espaço surpreendente

São Paulo

Gael

  • Quando Seg. e ter.: 12h às 15h30 e 19h às 22h30. Qua. e qui.: 12h às 15h30 e 19h às 23h. Sex.: 12h às 15h30 e 19h às 24h. Sáb.: 12h às 17h30 e 19h às 24h. Dom.: 12h às 15h30 e 19h às 22h
  • Onde R. Ferreira de Araújo, 326, Pinheiros, região oeste, tel. 3567-7145. 110 lugares.
  • Preço $$

O Gael abriu com discrição no alvoroçado Baixo Pinheiros. Mantém-se escondido pela muvuca que a mais nova unidade da sorveteria Frida e Mina atrai, no mesmo imóvel.

Há que atravessar um corredor estreito para acessá-lo, e é comum se surpreender com o espaço que se abre: amplo, ajardinado, com aprazíveis áreas ao ar livre, incomum  nesta São Paulo selva de pedra. 

É um dissabor, porém, encontrar uma cozinha tão desestimulante. A começar pela porção de bolinho de arroz, encharcada de óleo (R$ 20, 12 unidades). Não é alento seguir com a bruschetta. Ainda que a cobertura seja simples, fresca e equilibrada (tomate, queijo cremoso e tomilho), há que lutar para mordê-la, é dura para dedéu (R$ 27, duas unidades). 

Desperta curiosidade a variedade de sopas (frias e quentes). Mas, de novo, elas desapontam. A de pepino, enriquecida com leite de castanhas, resulta excessivamente densa e, sem indício de tempero, tem sabor monótono. 

Dos pratos principais, salva-se o picadinho, que ganha graça com bacon e chega à mesa com farofa, ovo de gema mole, arroz soltinho e feijão encorpado (no almoço executivo, sai por R$ 62, com entrada e sobremesa).

A moqueca de banana e palmito-pupunha tem seus méritos, embora não corresponda àquele sabor baiano que nos vem à mente —falta-lhe o dendê e o coentro passa batido (R$ 41). Leite de coco caseiro a deixa mais leve que o habitual, mas requer mais cuidado na cocção da banana (molenga) e do palmito (firme e fibroso).

O cardápio anuncia sete horas de cozimento para a costela suína. No entanto, é servida mirrada, seca e sem gosto na companhia de um purê de mandioquinha com agrião, com textura de mingau e igualmente insosso (R$ 59).

Das sobremesas, a torta de banana sai-se bem, ainda que carregada de canela (R$ 18); e o pavê de chocolate pode agradar àqueles que gostam de doce bem doce (R$ 19).

Está prometida para este mês, no mesmo complexo, a inauguração da Padaria Filosófica, que também deve acolher manifestações culturais.

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