Descrição de chapéu SP-Arte 2018
Exposições

'O que é de desejo de todos vende sempre', diz galerista Paulo Kuczynski

Folha ouviu especialistas, que indicam que mercado de arte se recupera da recessão

Isabella Menon
São Paulo

Após um período de crise, o começo de 2018 indica melhoria nas vendas de obras de arte, segundo especialistas ouvidos pela Folha.

“Há quatro anos, quando surgiram sinais de crise, galerias daqui passaram a olhar para feiras do exterior como ponto de venda”, diz Eliana Finkelstein, da Associação Brasileira de Arte Contemporânea e dona da galeria Vermelho, que leva à feira artistas como Dora Longo Bahia. 

A Vermelho tem como carro-chefe as vendas na Miami Basel; em seguida vem a SP-Arte. As taxas cobradas para a importação de obras, que chegam a 40%, diz ela, afastam compradores e podem levar o Brasil a um isolamento. “O governo ainda associa obras de artes a milhões. Mas a maioria custa entre R$ 5.000 e R$ 50 mil. As taxações prejudicam os artistas contemporâneos.”

Os consagrados, porém, não sofrem com oscilações. “O mercado de obras excepcionais não é afetado pela crise”, diz o galerista Paulo Kuczynski, que leva à feira medalhões como Volpi. “O que é de desejo de todo mundo vende-se em qualquer época.”

Marcos Amaro,  galerista da Emmathomas,  diz que venderá obras mais baratas para fomentar o acesso a obras de arte para um público maior. “Na Europa, a classe média consome arte. No Brasil, é coisa de rico.”

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Últimas

Ver mais