No Tomie Ohtake, artistas dialogam sobre identidade e violência em nova mostra

Exposição reúne obras de Éder Oliveira, Regina Parra e Virginia de Medeiros

Isabella Menon
São Paulo

A frase “jamais me olharás lá de onde te vejo” do psicanalista Jacques Lacan inspirou a exposição homônima que abre no Instituto Tomie Ohtake nesta quarta (7) —a mostra faz parte da oitava edição do programa Arte Atual, que busca fomentar pesquisas artísticas experimentais. 

Dividida em três salas, a proposta é promover uma reflexão a partir do trabalho de três artistas, Éder Oliveira, Regina Parra e Virginia de Medeiros, que, em comum, retratam pessoas em seus trabalhos por meio de pinturas e fotografias. Assim, a exposição reconhece e atribui uma identidade aos retratados. Na Bienal de São Paulo, em 2014, ele pintou nas paredes do pavilhão imagens de detentos de Belém.

Oliveira, por exemplo, é reconhecido por retratos coloridos de diferentes tamanhos e suportes, que vão desde a tela a muros espalhados pela cidade. Ele retrata, em sua maioria, pinturas de homens extraídas do caderno policial. Neste trabalho, ele tem como objetivo discutir sobre os altos níveis de violência no Norte do Brasil. 

Já Regina Parra apresenta uma obrsa dela mesma em posições contorcidas, além de pinturas e néons com pano de fundo de peças como “Dias Felizes” e “Eu Não”, do dramaturgo Samuel Beckett. Por fim, Virginia de Medeiros traz fotografias da liderança feminina do MSTC, Movimento Sem-Teto do Centro. O projeto surgiu depois de uma convivência da artista no movimento. 

Instituto Tomie Ohtake - R. dos Coropés, 88, Pinheiros, tel. 2245-1900. Ter. a dom.: 11h às 20h. Até 29/9. Livre. Abertura qua. (7), às 20h. institutotomieohtake.org.br. Grátis. 

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