Mostra resgata as diversas facetas de Adoniran Barbosa, pai do samba paulista

'Trem das Onze - Uma Viagem pelo mundo de Adoniran' tem abertura marcada para terça (24)

Sala da Garoa, parte da exposição "Trem das Onze - uma Viagem pelo Mundo de Adoniran", no Farol Santander
Sala da Garoa, parte da exposição "Trem das Onze - uma Viagem pelo Mundo de Adoniran", no Farol Santander - Divulgação
Amanda Ribeiro
São Paulo

Pai do samba paulista, Adoniran Barbosa (1910-1982) fez sucesso com músicas de temática cotidiana, que retratavam cenas da vida paulistana e reproduziam a maneira de falar dos imigrantes italianos que haviam se instalado na metrópole no começo do século 20. 

O que parte do público não sabe é que o sambista, autor de “Saudosa Maloca” e “Trem das Onze”, foi também ator, humorista, radialista e até artesão nas horas vagas.

Essas e outras facetas do compositor ganham vida na mostra “Trem das Onze - Uma Viagem pelo Mundo de Adoniran”, que ocupa dois andares do Farol Santander a partir de terça (24) .

Fotos, documentos, vídeos e objetos do acervo pessoal da família ajudam a contar a história do artista, desde que começou a compor músicas para o conjunto paulistano Demônios da Garoa até alcançar a fama cantando os próprios sucessos.

Organizada em diversos ambientes, a mostra reproduz elementos das músicas de Adoniran, como o trem das onze que dá nome à exposição. Na sala, que imita o vagão de um trem, o público pode se sentar para ouvir trechos de músicas do artista, reproduzidos a partir de um botão na parede.

Também estarão expostos objetos pessoais do artista mantidos por sua mulher, Matilde de Lutiis, que começou o acervo nos anos 1940 e o manteve até sua morte, em 1986. Desde então encaixotados, os itens estavam sendo mantidos na Galeria do Rock, depois que familiares tentaram expô-los diversas vezes sem sucesso.

A atuação do artista na TV e no cinema é retratada em uma sessão que exibe trechos de seus trabalhos. Dentre as obras, destaca-se uma que nunca foi rodada: “Os Sertanejos”, longa de Lima Barreto baseado em “Os Sertões”, de Euclydes da Cunha. Adoniran deveria viver o protagonista, Antonio Conselheiro. Na mostra, é possível ver o roteiro e fotos do compositor caracterizado.

Um espaço que deve fazer sucesso nas redes sociais é a Sala da Garoa, com piso espelhado e tubos de plástico presos ao teto que remetem à chuva característica de São Paulo. Também presos ao teto estão guarda-chuvas com imagens fotografáveis pelo reflexo do piso.

Farol Santander - R. João Brícola, 24, Centro, tel. 3553-5627. Ter. a sáb.: 9h às 20h. Dom.: 9h às 19h. Até 30/12. Livre. Abertura 24/7. Ingr.: R$ 20.

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