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Restaurantes

Saiba quais restaurantes de São Paulo fecharam as portas durante a pandemia

Algumas casas tradicionais não resistiram ao período de quarentena

São Paulo

Com os salões fechados desde meados de março, muitos restaurantes da capital paulista encerraram as atividades durante a pandemia.

A interrupção do atendimento presencial afetou desde endereços tradicionais, como o Pasv, aberto há 50 anos, até empreendimentos mais recentes e moderninhos, como o Mandíbula.

As duas casas estão entre os exemplos de negócios que não conseguiram esperar até que a capital chegasse à fase amarela da quarentena, que permite a abertura gradual de restaurantes, sob algumas condições.

Conheça a história desses e outros restaurantes que fecharam.

RESTAURANTES

Abu-Zuz
Em operação desde 1989, o libanês Abu-Zuz foi um dos que encerrou as atividades durante a quarentena do coronavírus. O restaurante, instalado em uma rua comercial no Brás, era reconhecido pelo tempero caseiro e pela pratos árabes menos famosos. De acordo com Cynthia Moujaes, filha do fundador, o local tentou se adaptar para o delivery, mas não conseguiu a linha de crédito necessária para bancar a operação.

Albertina
O restaurante fechou o salão em Pinheiros antes mesmo do decreto da quarentena e manteve o delivery, mas, no dia 9, o Instagram da casa anunciou o encerramento da operação para o dia 15. “Mais de 100 dias parados, um futuro muito incerto sobre reabertura e falta de apoio real por parte do governo foram alguns dos fatores críticos para essa decisão”, afirma a nota divulgada. Segundo o texto, o retorno do atendimento presencial com a capacidade reduzida não seria suficiente.

Capivara
O fechamento do restaurante, na Barra Funda, já era planejado desde antes da pandemia, mas as medidas de isolamento inviabilizaram eventos de despedidas que eram previstos, segundo a nota de encerramento postada no Instagram da casa. “Isso se deu de forma natural –um ciclo que chegou ao seu fim”, diz o texto. Os sócios da casa se separaram: Jorge Amaral seguiu com a pizzaria Bocada’s, enquanto Rodrigo Felício abriu a Rotisseria Capivara, um “spin-off” da casa inicial.

Cateto
A casa, que funcionava em Pinheiros, tentou se adequar ao sistema de entregas durante a quarentena, mas não foi o suficiente, e, sem sinal de retorno ao normal no horizonte, o encerramento da operação foi anunciado no fim de maio. O bar que era dedicado às cervejas, vinhos e embutidos artesanais, virou um clube de assinaturas, disponível em catetocrafters.com.br. “Assim vamos poder continuar a apoiar pequenas iniciativas, de pequenos queijeiros, charcuteiros, produtores de café, mel, vinho e, claro, cerveja”, afirma o sócio Eduardo Jarussi.

Clandestino
Bel Coelho anunciou o fim das atividades do restaurante sazonal localizado na Vila Madalena no início de julho. A chef explicou que “sem abrir e com uma receita em 15% da média anterior à pandemia, não consegui segurar as pontas”. Enquanto busca uma casa nova, Bel continua fazendo delivery e aceita encomendas em contato@clandestinorestaurante.com.br.

La Frontera
O encerramento das atividades foi anunciado na primeira prorrogação da quarentena em São Paulo, no início de abril. O restaurante estava em operação desde 2006, oferecendo um menu de comida sul-americana nos arredores do cemitério da Consolação. “Não tinha nenhuma condição de pagar todos os funcionários com o restaurante de portas fechadas”, afirmou, à época, Ana Maria Massochi, que comandava a casa. O argentino Martín Fierro, casa irmã do La Frontera, segue na Vila Madalena.

Mandíbula
Um dia antes de completar seis anos, o bar anunciou, em 14 de abril, o encerramento das atividades na galeria Metrópole, no centro. Já havia o plano de sair do prédio -especialmente devido às restrições de horário impostas pela administração do local- para outro endereço, mas a quarentena adiantou o fechamento. Casa irmã do Mandíbula, o Cama de Gato segue aberto com delivery e take away de drinques.

Marcel
No ano em que completaria 65 anos, o Marcel encerrou as atividades por tempo indeterminado devido à dificuldade em bancar a operação com o fechamento prolongado na quarentena. "Estudamos e tentamos todas as maneiras possíveis de manter as coisas funcionando como sempre, mas infelizmente não há segurança nem condições financeiras de prosseguir agora", afirma a nota divulgada no site do restaurante. O texto, contudo, afirma que a casa pretende retornar "no futuro, em um novo formato e outro local."

Pasv
Tradicional endereço na av. São João, o Pasv oferecia menu simples e farto desde 1970. A crise no restaurante começou antes da pandemia. “Eles já queriam fechar há algum tempo. Com a quarentena, teriam que continuar a pagar dez funcionários e gastar as economias”, conta Eduardo Vieira Castromil, filho de José Ares, um dos sócios. O Pasv fechou nas primeiras semanas da pandemia.

São Paulo, SP. 11.abr.2020. Fachada do restaurante Pasv, na av. São João, centro de São Paulo. O restaurante encerrou as atividades depois de mais de 50 anos em operação. Foto: Gustavo Simon/Folhapress
Fachada do restaurante Pasv, na av. São João, centro de São Paulo. O restaurante encerrou as atividades depois de mais de 50 anos em operação. Foto: Gustavo Simon/Folhapress - Gustavo Simon/Folhapress

Pettirosso Ristorante
O italiano foi mais um dos que não conseguiu manter a operação nos moldes anteriores à pandemia. O chef romano Marco Renzetti lançou, no início de julho, o Petti per Te, funcionando via delivery. O menu inclui pratos tradicionais do Pettirosso e, como rotisseria, massas frescas, molhos e pães.

GULOSEIMAS

Octavio Café
O encerramento das operações das cafeterias na Faria Lima e no shopping Cidade Jardim foi anunciado na quarta-feira (8). Segundo a nota publicada no instagram da rede, a decisão foi causada pela crise gerada pela pandemia e as incertezas para uma eventual reabertura. A rede segue com a venda de produtos (grãos, pó e cápsulas) em redes de varejo e anunciou que dará início a uma operação de delivery, entregando os produtos da cafeteria.

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