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Monark pode saber mais sobre o nazismo em filmes no streaming; veja 5 opções

Obras mostram o Holocausto promovido pelos nazistas, cujo partido foi defendido pelo apresentador do podcast Flow

São Paulo

O podcaster Bruno Aiub, também conhecido como Monark, aprendeu durante esta terça (8) que não está tudo bem aceitar legalmente a existência de um partido nazista. Ele defendeu a tese durante o podcast Flow com os deputados federais Tabata Amaral (PSB) e Kim Kataguiri (Podemos).

Monark depois se desculpou e disse que estava bêbado. Mas, em tempos em ataques afloram sob o signo da liberdade de expressão, o cinema pode ajudar a relembrar o que foi o nazismo, o Terceiro Reich e o Holocausto —a partir de registros documentais escritos, fotografias, gravações e depoimentos de sobreviventes.

Abaixo há cinco filmes disponíveis nos serviços de streaming ou sob demanda, entre documentários e ficções, sobre essa tragédia da história humana que matou 6 milhões de pessoas.​

Monark
Monark durante apresentação do podcast Flow - @flowpdc no Facebook

Vale lembrar, para quem está interessado no tema, que algumas obras ficaram de fora por não estarem disponíveis a um clique. Entre elas, "Shoah", de 1985, documentário de mais de nove horas dirigido por Claude Lanzmann, sem imagens de arquivo, apenas costurando longas entrevistas com sobreviventes dos campos de concentração e agentes do nazismo, cujos relatos são tão impactantes quanto as imagens do período.

Ou ainda "O Pianista", de 2002, clássico dirigido por Roman Polanski, que mesmo com a pátina de Hollywood, traz um grande apelo emocional ao acompanhar um personagem judeu, encarnado por Adrien Brody, que simboliza o destino da sua população na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.

O Triunfo da Vontade
Nele, vemos a grandiosidade das formações nazistas e Adolf Hitler em carne e osso, discursando. Há ainda a dita beleza das multidões a perder da vista, a juventude prestando culto à suástica, as marchas dos estandartes, a sedução pela imagem da propaganda, tudo isso quatro anos antes do início da Segunda Guerra Mundial. O filme mostra essa festa pelo ponto de vista dos nazistas, num registro hoje lido como um alertacontra os falsos profetas.
Alemanha, 1935. Direção: Leni Riefenstahl. Disponível em Looke, NetMovies e YouTube


Noite e Neblina
Com este filme de 1956, somos confrontados com o silêncio daquele presente, com as imagens coloridas dos campos de concentração, seus diferentes espaços e funções. Em seguida, em um movimento pioneiro para a época, as imagens de arquivo surgem em toda a sua brutalidade. O curta de Alain Resnais, com pouco mais de meia hora, fala muito pela síntese. Como lembra o crítico Jacques Doniol-Valcroze em artigo para a revista Cahiers du Cinéma na ocasião da estreia, este é um filme sobre a ternura e amor que deveríamos ter como todos esse corpos que, na tela, nunca nos deixarão.
França, 1956. Direção: Alain Resnais. Disponível no Mubi


A Lista de Schindler
A saga do industrial Oskar Schindler arrebatou sete estatuetas do Oscar, incluindo a de melhor filme. Dirigido por Spielberg, o longa remonta a história real de um empresário que salvou centenas de judeus da morte ao empregá-los em suas fábricas de esmaltes e munições. Se não é o melhor filme para dar a voz à população dizimada, traduz um impacto emocional de enorme alcance.
EUA, 1993. Direção: Steven Spielberg. Com: Liam Neeson, Ben Kingsley e Ralph Fiennes. Disponível para aluguel no Amazon Prime Video, Apple TV, Now, Claro Video e Google Play


A Vida É Bela
Outro longa sobre amor e ternura sob o nazismo, traz o comediante Roberto Benigni atrás e em frente às câmeras, numa fábula para o filho de seu personagem —um bibliotecário que ludibria o pequeno no momento mais terrível de suas vidas, quando vão a um campo de concentração. Se há, de fato, muita caricatura, também há uma transformação da dor em riso que, ao fim, é pura melancolia.
Itália, 1997. Direção: Roberto Benigni. Com: Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Giorgio Cantarini. Disponível para compra e aluguel no YouTube, Claro Video, Microsoft e Oldflix.


O Filho de Saul
Pouco recomendado para quem não tem muito estômago, este filme premiado com o Oscar é uma jornada que acompanha seu protagonista de perto. A câmera colada ao homem, responsável por queimar corpos, traz uma experiência dantesca por Auschwitz, que culmina em uma decisão moral terrível, que resume bem todo o absurdo dessa história que, afinal, só Kafka ou Beckett poderiam traduzir de maneira digerível.
​Hungria, 2015. Direção: László Nemes. Com: Géza Röhrig Levente Molnár Urs Rechn. Disponível para compra e aluguel no YouTube, Apple TV, Google Play e Claro Video.

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